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02 março, 2025

Um dia de infâmia na Casa Branca

"Se Roosevelt tivesse dito a Churchill para pedir a paz em quaisquer termos com Adolf Hitler e entregar as reservas de carvão da Grã-Bretanha aos Estados Unidos em troca de nenhuma garantia americana de segurança, isso poderia ter sido parecido com o que Trump (UM TERNO SEM HOMEM) fez com Zelensky (UM HOMEM SEM TERNO).
~ Bret Stephens, The New York Times

CHURCHILL NA CASA BRANCA
Não vestindo terno porque seu país estava em guerra.

31 março, 2020

A arara azul de Churchill

Charlie, o pássaro de Churchill, uma arara conhecida por xingar Hitler e os nazistas, ainda está viva. Nascida em 1899, ela completou 120 anos, e já passou mais da metade de sua vida sem a companhia do estadista inglês, que faleceu em 1965.
"Churchill não está mais entre nós, mas graças a Charlie, seu espírito, seu palavreado e sua determinação perduram", afirmou James Hunt (foto) à AFP. Hunt é um dos cuidadores dessa arara azul, que foi comprada por Churchill, em 1937, e logo foi ensinada a xingar: 'malditos nazistas!', 'maldito Hitler!', que são os gritos que ela continua dando em Reigate, Surrey, ao sul de Londres.


Na natureza, a arara azul geralmente vive cerca de 50 anos. Mas pode durar mais (como está durando Charlie), quando bem cuidada em um meio saudável. No dia em que morrer, Charlie vai fazer muita falta à democracia, que é "a pior forma de governo, com exceção de todas as outras".

15 julho, 2019

Falem baixo

"Temo o que pode acontecer a um país 
se os seus suprimentos de uísque e charutos terminarem."
Winston Spencer-Churchill (1875 – 1965)


Churchill sustentou a Inglaterra com sua bravura, coragem política e discurso engenhoso, e sustentou a si mesmo com as melhores comidas, bebidas e charutos que pudesse encontrar. Ele fumava de 8 a 10 charutos por dia, de preferência cubanos, e deu nome a um modelo de charuto.
O charuto e a bengala eram suas marcas registradas

Em 1932, quando fazia uma turnê de palestras nos Estados Unidos, Churchill obteve um atestado médico para fim de beber.
A nota, escrita pelo Dr. Otto Pickhardt, dizia:
"Esta é para certificar que o convalescente de um acidente Hon. Winston S. Churchill requer o uso de bebidas alcoólicas, especialmente nas refeições. A quantidade é naturalmente indeterminada, mas as necessidades mínimas seriam de 250 centímetros cúbicos."
E assim Sir Winston Churchill foi autorizado a beber livremente nos Estados Unidos, quando a todos era proibido o consumo de álcool devido à Lei Seca..

Esta história, favoritada por Fernando Gurgel Filho, começa com um repórter fazendo uma pergunta ao notável estadista britânico em sua senectude.
- Mr. Churchill, qual é o segredo de sua longevidade?
- Exercícios, meu caro, exercícios... Nunca os fiz.

Churchill fumava, bebia, não fazia exercícios e morreu aos 90 anos.
Falem baixo.

04 fevereiro, 2019

Em alguns casos não há o que problematizar

1
"Às vezes, um charuto é apenas um charuto."
Foi a resposta que Sigmund Freud (na foto) deu a um psicanalista. Ao ser questionado se o charuto que ele fumava,  segundo a própria teoria freudiana, não seria também um símbolo fálico.
Freud consumia uma média de vinte charutos por dia e raramente era fotografado sem estar fumando.
 2
Churchill era um desordeiro talentoso. Sir William Joynson-Hicks estava fazendo um discurso na House of Commons e notou Churchill balançando a cabeça tão vigorosamente que distraía a atenção de todos.
"Vejo o meu honrado amigo a abanar a cabeça", exclamou Joynson-Hicks, exasperado. "Gostaria de lembrá-lo de que estou apenas expressando minha opinião!"
"E quero lembrar ao palestrante que estou apenas balançando a cabeça", respondeu Churchill.

Celebridades que amavam charutos

02 agosto, 2017

Churchill e a Bomba

Winston Churchill era muito interessado em ciência e, muitas vezes, escrevia para leigos sobre assuntos científicos. Em 1933, ele presidiu uma conferência sobre as descobertas atômicas no Laboratório Cavendish, em Cambridge. Nesta ocasião, seu amigo e cientista Frederick Lindemann, disse a seu respeito:
"Todas as qualidades ... do cientista se manifestam nele. A prontidão para enfrentar as realidades, embora contradigam uma hipótese favorita, o reconhecimento de que as teorias são feitas para os fatos (não os fatos para atender às teorias), o interesse pelos fenômenos e o desejo de explorá-los, e acima de tudo a convicção subjacente de que o mundo não é apenas um mistério de acontecimentos, mas que deve haver alguma unidade maior."
Graham Farmelo, "Churchill's Bomb"

Talvez nenhum desenvolvimento científico tenha moldado o curso da história moderna tanto quanto o aproveitamento da energia nuclear. No entanto, o século XX poderia ter-se revelado de forma diferente se a maior influência sobre esta tecnologia tivesse sido exercida pela Grã-Bretanha, cujos cientistas estavam na vanguarda da investigação sobre armas nucleares no início da Segunda Guerra Mundial. Como o biógrafo premiado e escritor de ciência Graham Farmelo descreve em Churchill's Bomb que os britânicos se propuseram a investigar a possibilidade de construir armas nucleares antes de seus colegas americanos. Mas, quando os cientistas britânicos descobriram pela primeira vez uma maneira de construir uma bomba atômica, o primeiro-ministro Winston Churchill não tirou o partido da liderança do seu país e demorou a perceber as implicações estratégicas da bomba. Isso era estranho - ele se orgulhava de reconhecer o potencial militar da nova ciência e, nas décadas de 1920 e 1930, havia repetidamente aventado que as armas nucleares provavelmente seriam desenvolvidas em breve. No desenvolvimento da bomba, entretanto, marginalizou alguns dos cientistas mais brilhantes de seu país, escolhendo confiar principalmente no conselho de seu amigo Frederick Lindemann, um físico de Oxford com o discernimento por vezes incorrigível. Churchill também não conseguiu aproveitar a oferta de Franklin Roosevelt para trabalhar em conjunto no projeto da bomba atômica e, em última instância, cedeu a iniciativa da Grã-Bretanha aos americanos, cujo desenvolvimento bem-sucedido desse projeto colocou os Estados Unidos em uma posição de vantagem no alvorecer da era nuclear. Depois da guerra, o presidente Truman e seu governo recusaram-se a reconhecer um acordo secreto de cooperação forjado por Churchill e Roosevelt e deixaram a Grã-Bretanha fazer seu próprio caminho de desenvolvimento nuclear. Aterrorizado com a possibilidade de uma guerra termonuclear, Churchill emergiu como pioneiro da distensão nos primeiros estágios da Guerra Fria.

A BOMBA
Só músculos, a bomba é capaz de não deixar uma xicrinha sobre pires nesta loja de louças chamada Terra. (Paulo Gurgel)