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14 julho, 2021

Os Pilares da Criação

Muitas das imagens astronômicas que o telescópio Hubble capturou já se tornaram ícones culturais. Como, por exemplo, a imagem dos Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, localizada na constelação de Ophiuchus e que tem aparecido em inúmeras mídias desde 1995.
Sua inegável beleza lhe rendeu considerável fama entre todas as imagens do Hubble. Mostra o que os astrônomos chamam de glóbulos de gás em evaporação, que emergem dos enormes pilares presentes na nebulosa e que, por sua vez, estão associados a um aglomerado estelar. Conhecido como M16, e no qual são abundantes as estrelas jovens, o aglomerado está localizado a cerca de 7.000 anos-luz de nosso Sistema Solar.


Nesta imagem, podemos ver como alguns desses glóbulos encontram-se presos às coluna de gás hidrogênio e poeira, como pequenos botões de uma árvore, enquanto outros já se separaram e se destacam como imagens cósmicas singulares.Os pilares, autênticas estalagmites de gás interestelar e com extensões de vários anos-luz, têm densidade suficiente para que novas estrelas se formem em seu interior.
Eles continuam a crescer à medida que capturam mais material de seu ambiente. Jeff Hester, da Arizona State University, explicou que as imagens do Hubble nos permitem fazer arqueologia cósmica para revelar o nascimento das estrelas.
A radiação que elas emitem ajuda a erodir as colunas, dispersando o gás no meio interestelar. Este verdadeiro vento estelar finalmente vencerá a batalha pois, conforme mais e mais estrelas nascem e novos aglomerados de estrelas se formam, sua radiação coletiva definitivamente destruirá o que foram os pilares de sua própria criação.

Los Pilares de la Creación, MÉTODE

22 julho, 2020

Feijoada no bidê

Hugo Leão de Castro (1934-1977) era artista plástico, atuava em teatro, cinema  e escrevia roteiros para a televisão. Foi colaborador do Pasquim e andava sempre na companhia de um ratinho branco (que serviu de inspiração para o Sig). E foi, ele mesmo, a inspiração para o cartunista Jaguar criar o personagem Capitão BD que, ao pronunciar uma palavra mágica (a da marca de uma cerveja), ganhava superpoderes. Mas só dentro dos limites do bairro de Ipanema.
Fundou a feira hippie da praça General Osório e sua maior alegria era participar dos desfiles da Banda de Ipanema em que fingia estar tocando um trombone de verdade.
O apelido surgiu após promover uma feijoada para amigos em seu apartamento. Na falta de panelas, colocou os ingredientes da feijoada em um bidê que acabara de comprar. Virou o Hugo Bidet. De tão popular, o novo "sobrenome", diz Simão Pessoa, passou a ser impresso até em seus talões de cheque.
Em 1977, após escrever uma carta em que dizia estar "louco, irremediavelmente louco", deu um tiro no céu da boca.
Não morreu.
Pediu ajuda ao vizinho, foi tranquilamente de táxi ao hospital e ainda brincou com conhecidos pelo caminho.
Mas, nove dias depois, Ipanema perdia um dos ícones do tempo em que o bairro "era só felicidade".

http://simaopessoa.blogspot.com/2010/10/causos-de-bambas-hugo-bidet.html
http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,jaguar-conta-com-humor-historias-de-ipanema,20010112p3945

07 março, 2019

Que é favicon?

Um favicon, ou ícone favorito, é um pequeno ícone usado para ajudar a identificar visualmente um website em um navegador. Você o vê com mais frequência na guia (aba) do navegador, no histórico da sua navegação e nos agregadores de feeds.
É possível personalizar o favicon para o site. No Youtube há um tutorial que ensina como fazê-lo.

O Blog EM mantém o ícone padrão do Blogger.

16 abril, 2015

Um ícone quase por acidente

Tudo começou com uma ilustração que Rudolph Zallinger  produziu em 1965 para o livro Time-Life "Early Man" (Homem Primitivo). Em uma seção intitulada "The Road to Homo Sapiens", Zallinger mostrava uma linha de proto-macacos, símios e hominídeos (de um macaquinho meio agachado a um homem alto, de pé, quase moderno).
A ilustração integral incluía 15 indivíduos, começando pelo Pliopithecus e terminando com o Homo sapiens. Mas, quando dobrada, em uma versão simplificada, aparecia com apenas seis indivíduos. Tornou-se conhecida, a partir de uma linha do texto, como a "March of Progress" (Marcha do Progesso), e se tornou uma das imagens mais famosas da história da ilustração científica, quase tão familiar quanto à do Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.

Quando a página desdobrável está fechada, esta imagem do livro Homem Primitivo,
mostra apenas seis etapas na evolução humana. Foi infinitamente parodiada.

Mas o capricho dos editores da Time-Life não funcionou tão bem para a ciência. A evolução não é necessariamente sobre o progresso, como este exemplo poderia sugerir. Em seu livro de 1989, "Wonderful Life", o paleontólogo Stephen Jay Gould escreveu que a ilustração era um "falsa iconografia".  Pois deturpava, do ponto de vista científico, como a evolução realmente acontecera. "A vida é um arbusto copiosamente ramificado, e continuamente podado pelo ceifador de extinção, não uma escada de progresso previsível" escreveu Gould.
No entanto, a "Marcha do Progresso" já havia se tornado um ícone poderoso e demasiadamente difundido para desalojá-lo da posição que até hoje ocupa no imaginário das pessoas.

Extraído de Becoming Iconic. Almost by Accident, por Richard Conniff. In: Strange Behaviors.

04 março, 2015

A história do Gótico Americano

Gótico Americano é uma pintura de Grant Wood, de 1930, que mostra um granjeiro e sua tímida filha em frente à sua casa.
Os modelos para a criação da pintura foram a irmã de Wood, Nan, que vestia um avental florido (como o que era usado pelas mulheres estadunidenses no século XIX), e seu dentista, o Dr. Byron McKeeby, de Iowa.
A casa realmente existe. Encontra-se em Eldon, Iowa, e foi construída em estilo gótico estadunidense.
Wood pintou a casa com as pessoas que ele imaginou que viveriam nela. No entanto, sua irmã e o dentista nunca posaram em frente à casa. Cada elemento foi pintado separadamente.
Wood viu a casa enquanto viajava por Iowa, no verão de 1930. Sua fachada logo lhe chamou a atenção e decidiu basear-se nela para sua próxima pintura.
Esta obra foi inscrita em um concurso patrocinado pelo Instituto de Arte de Chicago. No princípio, os críticos não ficaram impressionados com ela. Foi preciso que um dos conselheiros do Instituto convencesse o jurado sobre o valor da peça, que foi premiada com a medalha de bronze e 300 dólares.
Dias depois, a pintura passou a receber a atenção da imprensa e sua fotografia a aparecer cada vez mais nos meios de comunicação. Quando foi publicada no jornal Cedar Rapids, de Iowa, os habitantes do Estado se enfureceram e ameaçaram Wood.
Muita gente entendeu que era uma imagem depreciativa para Iowa e seus habitantes. Mas Grant Wood explicou que não fora sua intenção retratar o povo de Iowa, mas o povo estadunidense em geral. E outros apontaram que a obra fazia referência ao espírito inquebrantável do povo estadunidense, e que, portanto, Gótico Americano seria um símbolo de esperança naqueles tempos da Grande Depressão.
Gótico Americano é uma das pinturas mais famosas na história da arte estadunidense. É um exemplo perfeito do movimento que surgia na época para substituir os estilos artísticos europeus por uma arte genuinamente nacional. E, sem dúvida, é uma obra que faz parte da cultura popular dos Estados Unidos.

La historia de Gótico Americano, Museógrafo. Tradução: PGCS

Ver também: Carros com poeira

22 fevereiro, 2012

A Doutrina Monroe

Não se refere aqui à Doutrina de James Monroe. Como se deduz da capa do slideshow, é a que começou com o esvoaçar de uma saia sobre um respiradouro do metrô de Nova Iorque.

08 julho, 2007

O Grito de Munch e outros gritos

O pintor norueguês Edvard Munch (1863 – 1944) foi um dos precursores do expressionismo. Em suas telas, refletindo a sua problemática pessoal e familiar, colocava imagens que deixavam transparecer a fragilidade e a transitoriedade da vida.
Aos trinta anos de idade, ele pintou O Grito (no original Skrik), considerado a sua obra máxima. É um quadro em que uma figura humana, tendo como pano de fundo as docas de Oslo ao pôr-do-sol, é representada em um momento de angústia e desespero. Munch chegou a pintar quatro versões (para substituir as cópias que ia vendendo) e a fazer uma litografia para O Grito.
Por se tratar de um ícone cultural, essa obra tem sido imitada e parodiada por muitos artistas.
Como ela ficou, por exemplo, no logotipo do Google:

Garimpando na internet, encontrei o material abaixo para a montagem de um slideshow.
INDISPONÍVEL