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24 março, 2015

Rodas da Justiça

Em 1962, um motorista sueco foi multado por ter deixado o carro muito tempo em um local com limite de tempo para estacionamento. O motorista se opôs, dizendo que ele havia retirado o carro a tempo e que, em seguida, acontecera de retornar para o mesmo local. O policial sustentou a acusação, dizendo que ele havia anotado as posições das válvulas em dois dos pneus - a válvula da roda dianteira estava na posição de 1 hora, a válvula da roda posterior, às 8 horas. Se o carro havia saído e retornado, argumentou o policial, as válvulas não deveriam ter continuado nas mesmas posições.
O tribunal aceitou a alegação do motorista, calculando que a chance de as válvulas voltarem para as mesmas posições por acaso era 1/12 × 1/12 = 1/144, grande o suficiente para estabelecer uma dúvida razoável. O tribunal acrescentou que, se todas as quatro válvulas tivessem sido encontradas nas mesmas posições, a probabilidade mais baixa (1/12 × 1/12 × 1/12 × 1/12 = 1/20736) teria sido suficiente para sustentar a acusação.
Isso está certo? Ao avaliar esse raciocínio, o professor de Direito da Universidade de Chicago Hans Zeisel observou que este método foi tendenciosa em favor do réu, uma vez que as posições das válvulas não são perfeitamente independentes.
Mais tarde, ele acrescentou: "O uso do resultado 1/144 para a probabilidade de observações da polícia sobre a suposição de que o réu tivesse saído também pode ser questionado. Não só porque as rotações de pneumáticos de eixos diferentes podem ser correlacionadas, como também o número tem em vista que o carro estava no mesmo lugar de estacionamento. Quando uma pessoa deixa um lugar de estacionamento, está longe de ser certo que o local estará disponível mais tarde, e que a pessoa vai usá-lo novamente. Por esta razão, a probabilidade de uma coincidência é ainda menor do que uma probabilidade envolvendo apenas as válvulas.

Wheels of Justice, Futility Closet

01 dezembro, 2014

Quando se encontram... (2)

O MUNDO DA FANTASIA
 E O MUNDO REAL

Pobre Coelho. Multado em uma rodovia da Califórnia por estar dirigindo o quadriciclo – sem o capacete!

Quando se encontram...
(1)

19 maio, 2014

Restaurante suíço impõe multa a consumidor não responsável

Por doze francos, os clientes podem comer à vontade no restaurante Patrizietta, em Ascona, Suíça. Mas há uma condição: ninguém está autorizado a desperdiçar comida; e se alguém fizer isso, vai ser cobrado em cinco francos extra.
Essa medida é uma iniciativa do novo proprietário do restaurante, Giovanni Tafuro, que assumiu a casa em abril e logo descobriu que uma quantidade enorme de comida estava sendo desperdiçada durante o almoço.
O proprietário disse "que essa prática era legal e que tinha sido bem recebida pelos clientes do Patrizietta".
"Eu queria enviar um sinal forte", disse Tafuro ao diário alemão 20 Minuten. "Causava-me mal-estar ver tanta comida sendo jogada fora."
A ideia dessa multa é desencorajar as pessoas a desperdiçar comida. Ele disse que os clientes são antecipadamente avisados ​​sobre a nova regra do restaurante, a qual é claramente mencionada no menu e no balcão do buffet.
De acordo com vários estudos, o equivalente a uma refeição por dia por pessoa é perdida como resíduos alimentares na Suíça.

09 março, 2014

Carona solidária

É o uso compartilhado do automóvel, por duas ou mais pessoas, para viajar juntas para o trabalho, para a escola ou simplesmente para passear. Em geral, os participantes da carona solidária são proprietários de carros, que alternam a utilização de seus veículos, porque, assim o fazendo, diminuem as despesas com as viagens (combustível e pedágios), e contribuem para a redução dos congestionamentos e da poluição atmosférica.
Em inglês, esta prática é chamada de carpooling e, nos Estados Unidos, há faixas exclusivas para o tráfego de automóveis com a carona solidária.

Em 8 de novembro de 2005, Candace Dickinson foi parada por dirigir em pista de carpooling na Interstate 10, em Phoenix.
Quando o sargento policial Dave Norton perguntou quantas pessoas estavam no carro, ela respondeu: 
"Dois", apontando para uma óbvia gravidez.
No tribunal, Candace argumentou que, desde que as leis de trânsito no Arizona não definem quando começa a existir um ser humano, o seu filho por nascer seria um carona.
Mas... o juiz Dennis Freeman, favorecendo o "senso comum" de interpretação da lei, segundo a qual a pessoa deve ocupar "um espaço separado e distinto no veículo", manteve a multa aplicada em Candace.

Slideshow CARONAS PERIGOSAS

14 janeiro, 2014

Antes tarde...

Em 7 de dezembro de 1968, Richard Dodd, de Winamac, Indiana, devolveu um livro à  biblioteca médica da Universidade de Cincinnati.
O livro, "Medical Reports of Effects of Water — Cold and Warm — as a Remedy in Fever and Febrile Diseases, Whether Applied to the Surface of the Body or Used Internally" (Relatórios Médicos dos Efeitos da Água - Fria e Quente - como Remédio na Febre e nas Doenças Febris, Quer Aplicada na Superfície do Corpo, Quer Usada Internamente), havia sido emprestado ao bisavô de Dodd em 1823.
Foi devolvido, portanto, com 145 anos de atraso.
Dodd, cujo bisavô e avô frequentaram a Universidade de Cincinnati, tinha recebido o livro como parte de uma herança.
A biblioteca decidiu não multá-lo, o que foi uma medida acertada. A bibliotecária Cathy Hufford calculou que o valor da multa teria chegado a 22.646 dólares.

Ainda nos EUA. Outro livro – que já era dado como perdido – foi devolvido à Biblioteca de Fort Washington, depois de 55 anos.
Um exemplar de “Fire of Francis Xavier”, a biografia de um padre do século XVI, foi retirado em abril de 1958 e só agora, em 2013, retornou a seu lugar de origem.
Segundo Jennifer Zarr, responsável pela biblioteca, o livro chegou embalado em um envelope pardo acompanhado de um cheque de US$ 100, provavelmente para pagar as multas acumuladas.
A biblioteca não guarda arquivos tão antigos. Por isso, foi impossível saber o nome do esquecidinho que, há tanto tempo, pegou emprestado esse livro.
Bem, antes tarde do que nunca!

15 setembro, 2012

O pagamento de uma multa

Multado no trânsito em 137 dólares, um cara fez o seguinte:
Reuniu 137 notas de 1 dólar, dobrou-as de um modo especial e levou-as em duas caixas à repartição pública encarregada de receber as multas.
Para protestar, ele usou o seu conhecimento sobre o origami para dobrar as cédulas, de modo a criar 137 "porcos".
Isso é que é dedicação a uma causa.


Assista ao VÍDEO