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11 novembro, 2018

No país das armas - 2

27/10/2018 - Um tiroteio em uma sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), deixou 11 mortos e 6 feridos na manhã deste sábado. De acordo com o relato de testemunhas, ele entrou no templo armado com um fuzil semiautomático AR-15 e com várias pistolas. O autor da chacina, que está sob custódia, é Robert Bowers, de 46 anos, que possui 21 armas de fogo. Ele gritou insultos antissemitas durante o ataque.

08/11/2018 - Mais um massacre a tiros, desta vez com 12 mortos, em Thousand Oaks, na Califórnia. O atirador foi Ian David Long, de 28 anos. Ele era veterano de guerra e serviu no Afeganistão.
Susan Orfanos disse que seu filho Telemachus Orfanos, de 27 anos, sobreviveu ao tiroteio de Las Vegas do ano passado, que matou 51 pessoas, mas não ao massacre de Thousand Oaks.
"Eu não quero orações", disse ela. "Eu não quero pensamentos. Eu quero o controle das armas... Não. Mais. Armas."
https://abcn.ws/2QxezKC
Os Estados Unidos são vítimas de sua própria cultura belicista. Onde o direito de alguém comprar armas é maior do que o seu direito de não ser morto por elas.


No país das armas - 1

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15/11/2018 - Atualizando ...
Por que médicos americanos estão postando fotos cobertos de sangue:
A NRA reclamou de médicos que protestavam por leis mais fortes de controle de armas nos EUA. Dizendo que eles deveriam "ficar na sua" (stay in your lane). Criticados por grupos pró-armas, os médicos reagiram com uma campanha nas redes sociais. 
Estatísticas indicam que, por causa das armas de fogo, 8,3 mil crianças são hospitalizadas todos os anos nos EUA. E relatos de médicos que cuidaram de vítimas de tiros tomaram o Twitter com a hashtag #ThisIsMyLane.
"A menos que você tenha o coração de alguém parando de bater em suas mãos, você não tem o direito de dizer no que podemos ou não podemos nos meter".

16 agosto, 2016

O comércio das armas de fogo nos EUA

Nos Estados Unidos a discussão sobre armas de fogo continua com força total.
A preocupação é com o aumento do comércio de armas sempre que acontece um massacre, como o de San Bernardino, na Califórnia, há 8 meses.
A história norte-americana explica porque é tão natural ter uma arma nos EUA. Está na Constituição do país, há mais de 200 anos, o direito de cada cidadão ter e portar armas. E, cada vez que uma tragédia com armas de fogo acontece nos EUA, é assim que eles reagem: armando-se ainda mais.
Em 2009, um militar matou 13 pessoas na base de Fort Hood, no Texas. Logo depois, a venda de armas cresceu em 15 por cento.
Em 2012, um homem saiu atirando no interior de uma sala de cinema no Colorado e matou 12 pessoas. O comércio de armas teve um aumento de 17 por cento.
No mesmo ano, em Connecticut, um rapaz entrou na escola Sandy Hook e matou 26 pessoas, a maioria crianças. Na sequência, o comércio de armas teve um pico de aumento de 39 por cento.
Por fim, depois do massacre de 14 pessoas em San Bernardino, o aquecimento no comércio de armas tornou a se repetir.
O lobby do setor quer que as pessoas acreditem que ter e portar mais armas é a solução.

17 junho, 2016

Dominique de Gourgues

O francês Dominique de Gourgues (1530-1593) foi um oficial do exército de Carlos IX, rei da França. Ele é mais conhecido por liderar um ataque contra os espanhóis na Flórida, em 1568, em resposta a um massacre de franceses em Fort Caroline.
Início da vida
Não é bem conhecida. Ele era membro da família Gourgues (ou Gourgue), um dos clãs mais importantes da cidade francesa de Bordeaux. Dominique lutou nas guerras italianas, sob o comando de Strozzi, marechal da França, foi capturado pelos espanhóis em 1557, e depois pelos turcos, e esteve vários anos nas galés. Após seu retorno à França, ele fez uma viagem ao Brasil e à Índias Ocidentais, e, em seguida, serviu ao Duque de Guise, em sua luta contra os huguenotes.
Situação nas colônias
Floride française, por Pierre du Val. Século 17
Filipe II de Espanha era um rei católico que odiava os protestantes, incluindo os franceses huguenotes, considerados por ele como hereges. Ele ordenou às suas tropas para matar qualquer protestante encontrado nas colônias. Em 1565, as tropas espanholas, sob o comando de Pedro Menéndez de Avilés, massacraram centenas de franceses em torno do Fort Caroline, no lugar que é hoje chamado de Jacksonville, Florida. Depois de capturar o forte e matar quase todos os seus prisioneiros, Menéndez pendurou seus corpos em árvores, com a inscrição: "Não como franceses, mas como luteranos". O massacre suscitou a indignação na França, entre protestantes e católicos igualmente. O rei francês enviou queixas ao tribunal espanhol, mas Menéndez e seus comandados, em vez de serem punidos pelo ato, receberam prêmios e honrarias.
A vingança
Amargurado pela crueldade que tinha recebido dos espanhóis e determinado a vingar a morte de seus compatriotas protestantes, embora ele próprio fosse um católico, Gourgues  vendeu tudo o que tinha e pediu dinheiro emprestado de seu irmão Antoine, a fim de contratar três embarcações e de recrutar a tripulação. Ele partiu para Cuba com duzentos homens, não lhes dizendo o objetivo da viagem. Uma vez em Cuba, ele deixou claro a sua intenção de vingança, contando com a aprovação de sua tripulação. Gourgues então atacou o Fort Caroline, que tinha sido renomeado como Forte de San Mateo pelos espanhóis, contando com a ajuda de tribos indígenas da região. E o forte se rendeu às forças de Gourgues e seus aliados. Como represália pelos compatriotas mortos, os franceses mataram os prisioneiros espanhóis, pendurando nos cadáveres esta inscrição: "Não como espanhóis, mas como assassinos".
Vida posterior
De Gourgues retornou ao porto de La Rochelle em 6 de junho 1568. Ele foi recebido cordialmente por Monluc, governador de Bordeaux, mas com frieza pelo tribunal, que temia uma ruptura com a Espanha. Durante vários anos, ele viveu na obscuridade, quase na miséria, em Rouen, até retornar às graças do rei, em 1572. Ele foi dado o comando de um navio, e participou do cerco de La Rochelle, comandando a maior embarcação da esquadra. Em 1592, Don António de Portugal, Prior do Crato, ofereceu-lhe o comando de uma frota para defender seu direito à coroa de Portugal contra Filipe II. No decorrer dessa jornada Dominique de Gourgues morreu.
Fontes
https://en.wikipedia.org/wiki/Dominique_de_Gourgue
http://fcit.usf.edu/florida/docs/d/degour.htm