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14 setembro, 2022

"Cidadão de bem"

"The Good Citizen", em inglês. 
Era o nome do jornal da Ku Klux Klan, cujos integrantes se apresentavam como cavaleiros iluminados diante das hostes da maldade (para eles constituídas de negros, judeus, homossexuais...). Editado pela bispa Alma White e pelo reverendo Branford Clarke, líderes evangélicos nos EUA, o jornal circulou de 1913 até 1933.
É também como se autodenomina o direitista brasileiro dedicado ao antilulopetismo. 

Tira

Teatro Corisco
- Pai, se matarmos todos os homens maus, ficarão só os bons, né?
- Não, filho, ficarão só os assassinos.

17 janeiro, 2019

A Anta de Tênis e o Cidadão de Bem

A Anta de Tênis foi uma criação do Jaguar, um dos fundadores de "O Pasquim".
No início, ela apenas falava a língua geral dos porcos: oinc, oinc, oinc. Foi Ivan Lessa que lhe ampliou as fronteiras linguísticas.
"Eu sou uma anta.Tenho DOIS pares de tênis."
Dizem os "pasquinófilos" que a frase era uma alusão aos basbaques da época. Quando possuir UM par de tênis era coisa de rico, e eles estufavam o peito para proclamar:
– EU tenho DOIS pares de tênis!
Apesar da representante monocórdica, o melhor do Brasil era a anta-brasileira.

O Cidadão de Bem eclodiu de um armário em tempos mais recentes.
Empoderado, ele agora se prepara para assaltar (como se fosse uma Black Friday) as lojas de armas e munições. Em seguida, planeja entrar pela porta (blindada) da frente do seu clube de tiro favorito. Seu líder e guru acaba de assinar a bula que facilita a posse das armas de fogo.
Ao assiná-la, o guru pontificou: "O Cidadão de Bem, com toda certeza, poderá fazer uso dessas armas".
A tal bula estabelece QUATRO armas por pessoa, mas o limite pode ser excedido.
Não importa quantas sejam, em casa deverá manter todas as armas fora do alcance das crianças. Já não basta o perigo que os liquidificadores representam para elas?

Segredos de liquidificador

08 abril, 2009

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"Digno é o cidadão que exime os demais de sustentá-lo se tem meios de fazê-lo por si. O Estado não pode ser asilo dos capazes. Feliz é a sociedade em que o cego contribui com as mãos, o aleijado com a voz, o velho com o conselho, o político com a responsabilidade e todos com a solidariedade."
O médico oftalmologista Nelson Cunha, autor dessa reflexão, falou e disse.