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29 novembro, 2022

Colecionando sofrenças

https://twitter.com/lacerdaeh/status/1504752469125091336

Antes de conhecer o cacto, o balão teve um caso atribulado com o ouriço.

Sofrença ou sofrência? O termo vem sendo repetido, inclusive por escrito, como "sofrência", mas o Dicionário da Língua Portuguesa de Antonio de Moraes Silva, de 1813, já registrava o termo escrito com "ç".

22 abril, 2018

A moda balão

Quem não quer a última capa de iPhone nas cores mais chamativas? Hoje, nos preparamos para comprar os acessórios de moda mais recentes para nossos novos dispositivos eletrônicos e nos apressamos a encontrar para nossos filhos aqueles tênis com luzes que piscam.
Podemos pensar que a ideia de a tecnologia moldar a moda seja coisa nova, mas, no passado, os avanços científicos e tecnológicos também inspiraram tendências da moda. O surgimento da aeronáutica no final do século XVIII fornece um exemplo.
Após a criação do balão de ar quente pelos irmãos Montgolfier, em 1783, europeus e americanos ficaram fascinados por balões de ar quente e hidrogênio. As pessoas compravam balões para realizar seus próprios lançamentos e os livros que narravam viagens em balões de ar quente tornaram-se populares. Os aventureiros até se inscreviam para fazer um voo com aeronautas profissionais, um grupo emergente.
Os balões também inspiraram tendências de moda em roupas e outros itens. Os franceses lideraram o caminho, mergulhando em modas aeronáuticas desde seu ponto inicial. Em uma ilustração, intitulada "La folie du jour" (a loucura do dia), um homem usava uma camisa de balão com bolas de balão, fivelas de sapatos de balão, botões de balão no casaco e desenhos de balão em suas calças.
Na Inglaterra, os chapéus de balão apareceram em março de 1784. Uma loja em Londres vendia os "Air Balloon Hats, cortados ou lisos, ou os fios para fazê-los". Esses chapéus vinham em uma grande variedade de cores. Em Boston, os Nathaniel Fellows anunciaram uma coleção de bonés e chapéus de balão, assim como Samuel Barrett, cujos "chapéus de balão de ar" eram em branco e preto. Os nova-iorquinos foram vítimas da mania do chapéu de balão durante o verão de 1784. Uma "canção de balão" que apareceu no pacote de Nova Iorque, naquele ano, referia-se a capô, chapéu, touca e tupee (peruca), para não mencionar as anáguas - todos haviam caído sob a influência da aeronáutica.
Sob seus chapéus, as mulheres também podiam ter o cabelo no estilo balão. A chegada a Londres do cabeleireiro francês Sieur Dugrenier, um protegido do famoso Leonard que trabalhou como cabeleireiro pessoal da rainha Maria Antonieta, causou alvoroço. Ele prometeu modelar o cabelo em "todos os gêneros modernos", inclusive no após-balões.
Quase todos os artigos mostravam-se sob a influência de balão. Os coletes foram bordados com balões nos bolsos e as fivelas de sapato foram adornadas com globos. Os sacos e os estojos vinham repletos de projetos aeronáuticos, assim como botões de balão em miniatura, bastões com cabeça de balão e espadas com desenhos afins. Brincos em forma de globos e colares com pingentes de balão apareceram. Os vestidos foram concebidos como "balão de vento", os quais podiam deixar a área do tórax "artificial e artisticamente inflada".
Alguns itens de moda se inspiraram em balonistas específicos.
Depois que ele se tornou o primeiro homem na Grã-Bretanha a ascender em um balão, Vincenzo Lunardi, um pequeno diplomata italiano que morava em Londres, tornou-se uma celebridade instantânea. Escrevendo no Morning Herald e no Daily Advertiser, um escritor observou que "as senhoras da cidade honram o Sr. Lunardi com muitas marcas de seu carinho. Elas adornam a cabeça com o chapéu de Lunardi, e estes têm a cor Lunardi."
Uma vez que uma moda começa a ser usada por todos, é hora de os apontadores de tendências entrarem em cena, e assim aconteceu com as modas de balão - que desinflaram quase tão rapidamente quanto haviam inflado. Mas a tendência da ciência e da tecnologia para influenciar a moda ainda não desapareceu.

Michael R. Lynn, o autor deste texto aqui condensado, é professor titular de História da Purdue University, Indiana, EUA. Você pode comprar seu livro, The Sublime Invention, clicando aqui .
A gravura utilizada veio do Pat's blog.
http://ultimatehistoryproject.com/flying-fashion.html
http://pballew.blogspot.com.br/2017/09/on-this-day-in-math-september-15.html#links

23 agosto, 2016

O primeiro casamento num balão

O primeiro casamento celebrado em um balão foi realizado em 19 de outubro de 1874, entre Mary Elizabeth Walsh e Charles M. Colton, dois artistas do Barnum's Roman Hippodrome, em Cincinnati. Ohio. Cinquenta mil pessoas assistiram ao balão, enfeitado com bandeiras e flores, encher-se de gás e elevar-se a uma milha acima do Lincoln Park, onde o ministro religioso Howard Jeffries realizou a cerimônia.

www.sideshowworld.com

23 outubro, 2012

A menor queda livre do mundo

A 14 de outubro de 2012, Felix Baumgartner estabeleceu os seguintes recordes:
  • de maior altitude para um voo de balão tripulado,
  • de maior altitude para um salto de paraquedas,
  • de maior velocidade em queda livre, ao atingir a velocidade estimada de 1.342 quilômetros por hora e assim se tornar a primeira pessoa a romper a barreira do som apenas com o próprio corpo.
Na esteira de suas façanhas, logo surgiriam candidatos à obtenção de novas marcas. Como Alex Brenner, da equipe Slim Jim, que acaba de estabelecer o recorde de "menor queda livre do mundo":



Era um segredo que eu deveria manter entre quatro paredes. O segredo que Felix Baumgartner, com a ajuda de um psicólogo esportivo e de outros especialistas, teve de lutar, e muito, para superar a sua claustrofobia (que o impediria de usar o traje pressurizado indispensável ao salto). Felizmente, Felix nunca sofreu de acrofobia. PGCS

21 outubro, 2012

Os perigos do balonismo

A vida é como um balão: quando nos deparamos com ventos fortes a solução não é lutarmos contra eles, mas procurar novas altitudes e novos ventos que nos levem na direção certa. Bertrand Piccard, psiquiatra, filósofo e balonista que deu a volta ao mundo em um balão

Um acidente, com consequências que podem ter sido fatais, ocorreu em Cannes no domingo passado.
Despleschin M., de Nice, tinha anunciado a sua intenção de fazer uma ascensão em um balão, e dois cavalheiros, M. Hardy, de Cannes, e MA de Sorr, um escritor de Paris, pediram para acompanhá-lo.
Estes dois senhores tinham já tomado os seus lugares na gôndola, M. Despleschin ainda não, quando uma pessoa no meio da multidão, ansiosa para ver o início da subida do balão, gritou:
- Vamos lá.
O homem que segurava as cordas, pensando que a ordem viera do aeronauta, obedeceu, e o balão subiu rapidamente às nuvens e desapareceu. Como M. Hardy e M. de Sorr são completamente ignorantes em manuseio de balão, teme-se que eles tenham sido levados para o mar.
Até o momento não há qualquer informação do paradeiro deles.

15 janeiro, 2011

Infláveis






PROCURE SABER COMO É O PITO
ANTES DE COMPRAR
PARA NÃO SE ARREPENDER DEPOIS.






Nelson Cunha enviou o cartum.

Dois coroas no baixo meretrício
Dois coroas, depois de encherem a cara no bar, decidem ir a uma casa de baixo meretrício.
A dona do bordel olha bem para os dois e chama a sua gerente:
- Vá aos dois primeiros quartos e coloque uma boneca de inflar em cada cama. Esses dois estão tão velhos e bêbados que não vão notar a diferença. Não vou gastar minhas meninas com esses dois.
A gerente cumpre as ordens e os dois coroas vão para os seus respectivos quartos e fazem os seus deveres de casa.
No caminho de volta para casa, um dos coroas diz:
- Acho que a mulher que estava comigo estava morta!
- Morta?... Diz o outro. Por que você acha isso?
- É que ela não se moveu e não falou nada enquanto eu fazia amor com ela.
- Podia ter sido pior, diz o outro. Eu acho que a minha era uma bruxa!
- Uma bruxa! Por que cargas d'água você acha isso?
- Bem, é que eu estava nas preliminares e dei uma mordida na bunda dela. Aí ela bufou na minha cara, saiu voando pela janela e, ainda por cima, levou a minha dentadura!!!...
Marcelo Gurgel publicou a piada.