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02 setembro, 2023

Ri melhor quem ri Millôr

Observador mordaz da realidade brasileira, criador de frases geniais, artista sofisticado, além de tradutor, escritor, dramaturgo e, acima de tudo, jornalista, como gostava de se definir, Millôr Fernandes (1923-2012) teria completado 100 anos em 16/8. Para celebrar a data, o Instituto Moreira Salles, que desde 2013 detém a guarda de sua obra gráfica, disponibilizou 4 mil desenhos originais do seu acervo. É um material impagável, produzido ao longo dos 70 anos em que ele publicou na imprensa – percurso iniciado em 1945 na revista O Cruzeiro, onde por 17 anos manteve a importante seção "O Pif-Paf", passando por veículos como Veja, Pasquim e Jornal do Brasil, entre outros.


Coordenadora de Iconografia do IMS, Julia Kovensky se refere aos desenhos originais como "o coração do acervo do Millôr no instituto": "É um conjunto que permite tanto o deleite para quem gosta da obra do Millôr, do seu humor, quanto para quem queira se aprofundar no pensamento e na produção dele, porque a partir da observação dos desenhos é possível entender as etapas, visualizar como era o seu pensamento gráfico, como ele chegava na confecção do que iria publicar".

18 janeiro, 2023

Instituto Antônio Carlos Jobim


Nesta oficina irritada
Tudo veio da floresta
As longas tábuas do assoalho
A madeira do piano
O jacarandá do violão

A lenha da lareira
Este lápis, esta mesa
Esta cadeira, esta porta
Esta janela ...
Tudo é floresta.


Criado em 2001, localiza-se no corredor cultural do Jardim Botânico - Rua Jardim Botânico, 1008, o Instituto Antônio Carlos Jobim. Esta entidade tem como objetivo preservar e disponibilizar para o público, especialmente para estudantes e pesquisadores, a obra musical e poética do Maestro Antônio Carlos Jobim, e, além disto, seu pensamento, admiração e preocupação com a preservação da natureza do Brasil.
O maestro era frequentador assíduo do Jardim Botânico do Rio, onde costumava se inspirar para compor suas músicas e observar os pássaros. E grande parte da obra de Antonio Carlos Jobim (1927-1994) foi inspirada na Mata Atlântica. Tom Jobim acreditava que o brasileiro deveria se orgulhar por ter o único país do mundo com nome de árvore. "Águas de Março", "Água de beber", "Boto", "Chovendo na Roseira", "A Correnteza", "Matita Perê", "Sabiá" foram algumas de suas composições influenciadas pela fauna e flora desse bioma.
O acervo do Instituto inclui objetos pessoais, partituras, letras de músicas, correspondências, fotografias, livros, entre outros. Dentre as preciosidades, estão o manuscrito da letra da música Dindi, o cartão enviado, de Los Angeles, em 1965, para a mãe, um cachimbo, uma caixa com pios de pássaros e um bilhete dirigido a Vinícius de Moraes.
Seu acervo catalogado pode ser acessado via Web no site www.jobim.org que recebe em média 1200 consultas semanais.
A entrada da exposição é gratuita (o que não acontece com a visitação completa ao Jardim Botânico).