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30 dezembro, 2024

A sonda Parker

A sonda que fez a maior aproximação do Sol em toda a história encontra-se operando normalmente, informou ontem (27) a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa). Nomeada como Parker, em homenagem ao cientista Eugene Parker, a sonda solar alcançou sua maior aproximação do Sol na terça-feira (24/12), véspera de Natal.
A sonda, que foi desenvolvida como parte do programa "Living With a Star" para explorar alguns aspectos do sistema solar que afetam diretamente a vida na Terra, passou a 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar.
O objetivo da Nasa é otimizar os estudos que já existem sobre o Sol — a estrela mais próxima da Terra.
As medições tomadas pela Parker possibilitarão: 1) entender melhor como o material nessa região é aquecido a milhões de graus, (2) rastrear a origem do vento solar (um fluxo contínuo de material que escapa do Sol) e (3) descobrir como partículas energéticas são aceleradas a velocidades próximas à da luz.
Para realizá-las, a sonda Parker Solar Probe (e seus instrumentos) estão protegidos do Sol por um escudo de carbono com 4,5 polegadas de espessura, que pode suportar temperaturas que chegam a 1.377 graus Celsius.

01/01/2025 - Atualização ...
Enquanto quebrava seu próprio recorde de distância, a Parker se movia a incríveis 692 mil km/h. Em outras palavras, ela estava viajando a 0,064% da velocidade da luz. Portanto, a sonda recebeu o (merecido) título de objeto mais rápido já criado pela humanidade.

08 setembro, 2022

O canto de Ganimedes

Lançada em 2011, a sonda Juno vem há anos estudando Júpiter e suas luas. E foi em 7 de junho de 2021, durante uma passagem por Ganimedes, a maior das luas em todo o sistema solar, que a sonda usou um instrumento chamado Waves para medir a intensidade do campo magnético (magnetosfera) ao redor do satélite.
Agora a agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou uma nova forma de ouvir esses dados: eles foram convertidos em áudio, o que nos permite ouvir o canto de Ganimedes.
O som é curioso, e pode ser descrito como uma mistura de grilos, ventos uivantes, um antigo modem se conectando à internet e alguém arranhando uma lousa.



Extraído de Olhar Digital

18 março, 2021

A Placa Pioneer (3)

(3 de 3)
À medida que as notícias da placa se espalhavam, surgiram perguntas sobre o fato de a figura feminina parecer submissa ao homem. Por que havia sido dada ao homem a honra de cumprimentar o Universo?
"O feminismo estava apenas começando a ser um tópico de conversa, e muitas mulheres disseram: 'Bem, por que não estamos saudando o Universo, por que não temos as mãos levantadas?' O problema é que, se os dois levantassem as mãos, os alienígenas pensariam que todos na Terra andam com as mãos levantadas. Tivemos que levar essas coisas em consideração", diz Linda Sagan.


A beleza do design do diagrama reside em sua precisão matemática e científica. Mas, para Linda, isso apresentava um problema: ela precisava decidir quantos detalhes anatômicos incluir.
Embora o início da década de 1970 tenha sido permeado pela temática do amor livre, a sociedade americana era ainda de maneira geral puritana quando se tratava de desenhos de mulheres nuas. "Muitas das estátuas que eu estava vendo não tinham genitália feminina muito específica. Não sabia o que fazer", lembra Linda.
"Carl disse: 'Não faça nada que possa nos causar problemas com a Nasa ou dar a alguém uma desculpa para não colocar o placa na nave espacial.'" Linda Sagan decidiu não desenhar a genitália feminina. Mas isso não acabou com a polêmica.
Mas os mais críticos foram aqueles que viam as figuras nuas como uma forma de pornografia. "A Nasa estava muito preocupada com o fato de alguns membros do Congresso serem muito conservadores e poderem ficar ofendidos, porque o dinheiro dos contribuintes foi usado para enviar obscenidades ao espaço", diz Drake.
"Lembro-me de ter sido convidado para um programa nacional de televisão pela manhã no Canadá e, quando terminei de descrever a placa, olhei em volta e todos ficaram horrorizados. Perguntei e eles responderam: 'Vamos ser todos demitidos.' É a primeira vez que um humano nu é exibido na televisão canadense e isso é proibido!"
Em meio ao debate, a sonda decolou da Flórida com a placa e começou sua longa jornada pelo espaço. Em dezembro de 1973, mais cedo do que o esperado, ela chegou a Júpiter e enviou imediatamente magníficas fotos coloridas da superfície do planeta.
Então, continuou a caminho do espaço sideral. No verão de 1983, a Placa Pioneer havia passado pelas órbitas de Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Em 13 de junho, alcançou a borda do nosso sistema solar. E concluiu a travessia.
A Pioneer 10 enviou sua última mensagem em 22 de janeiro de 2003, e nunca mais se ouviu falar dela.
Obviamente, não sabemos se a Placa Pioneer foi vista por alienígenas. Se isso aconteceu, ainda não recebemos resposta. Mas para Frank Drake, o objetivo e a importância do diagrama original não se perderam.
"A chapa e o disco da Voyager durarão mais que o nosso planeta. Em 4 bilhões de anos, o Sol crescerá, se tornará um supergigante, engolirá a Terra e destruirá tudo o que sabemos. A placa ainda estará lá para mostrar que houve uma civilização como a nossa na Via Láctea."

Extraído de: http://www.bbc.com/portuguese/geral-53220971 (fim)

11 março, 2021

A Placa Pioneer (2)

(2 de 3)
Com a primeira parte da mensagem criada, Sagan e Drake apresentaram seus planos à Nasa na esperança colocá-la na Pioneer 10.
Eles haviam encontrado uma maneira de mostrar onde estava a Terra, mas acharam útil incluir um meio de calcular tempo e dimensões. Eles precisavam encontrar uma unidade universal, e a química básica do Universo deu-lhes a solução.
O desenho do número 4 na imagem abaixo mostra o átomo de hidrogênio em seus dois estados de energia.


"Quando um átomo de hidrogênio muda de um estado de energia para outro, irradia uma onda de rádio com um certo comprimento de onda e com uma certa frequência de oscilação", explica Drake.
A frequência serviu como uma unidade de tempo, e o comprimento de onda como uma unidade de comprimento.
E um número binário, visto à esquerda do número 5, assim como a outra representação da sonda Pioneer na placa, à direita do número 6, serviriam para dar aos destinatários da mensagem uma ideia do nosso tamanho.
A próxima tarefa foi mostrar como somos. Deveria ter sido a parte mais fácil, mas acabou sendo muito mais controversa do que eles esperavam.
A artista profissional Linda Sagan, esposa de Carl, se viu com a responsabilidade de representar toda a humanidade com apenas duas figuras.
"Queria que cada figura tivesse traços raciais diferentes. A mulher tem olhos muito amendoados e cabelos lisos. Fiz o homem com cabelos encaracolados e nariz achatado, para que eles fossem multiculturais", diz ela à BBC.
E as roupas? "Como ia vesti-los? Em trajes tribais? Em roupas de alta costura? Não, decidimos deixá-los nus".

Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53220971 (continua)

04 março, 2021

A Placa Pioneer (1)

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Em 2 de março de 1972, a agência espacial americana, a Nasa, lançou a sonda espacial não tripulada Pioneer 10, de Cabo Canaveral, no Estado da Flórida. Seu destino era Júpiter e, depois, os confins do sistema solar.
Sua missão era tirar fotos detalhadas do imenso planeta e de suas luas e estudar a atmosfera, suas partículas e ventos solares, o fluxo e a velocidade das abundantes partículas de poeira. Mas a Pioneer 10 tinha uma segunda missão.
Acoplado aos suportes da antena, estava um diagrama científico e artístico, a Placa Pioneer. Ela era feita de alumínio banhado a ouro, e o que havia sido gravado nela pretendia revelar à vida extraterrestre inteligente quem somos e onde estamos.
Apenas três meses antes, em dezembro de 1971, o astrônomo americano Carl Sagan havia sugerido a seu colega Frank Drake que trabalhassem juntos para projetar uma mensagem interestelar direta e inequívoca.
"Achamos que a coisa mais interessante para os alienígenas seria saber como somos", diz Drake, fundador do Instituto SETI, que examina sinais de comunicação extraterrestre no espaço, à BBC."Mas pensamos que eles também gostariam de saber de onde a mensagem veio e quando ela foi enviada, porque poderia levar milhões de anos até ela ser interceptada."
Os dois cientistas partiram da premissa de que a ciência e a matemática são linguagens universais, ou seja, podem ser entendidas por qualquer vida inteligente.
Então, para dizer aos alienígenas de onde a mensagem havia sido enviada, os cientistas criaram um mapa mostrando a localização de 14 pulsares em relação ao Sol. É isso que você vê onde está o número 1 nesta imagem:


Cada uma das linhas que irradiam do centro indica a direção e a distância de um pulsar em relação ao Sol. Como existem muitos pulsares no Universo, os dois cientistas registraram em números binários a frequência de pulsos que, sendo distintos, servem para identificá-los.


Dessa forma, os alienígenas saberiam que a mensagem tinha vindo de nosso sistema solar. Mas seria necessário, no entanto, dar mais detalhes de nossa localização.
Na parte inferior esquerda do diagrama, onde está o número 2, vemos o Sol novamente, agora acompanhado pelos planetas. Do terceiro planeta - o nosso - uma seta aponta para a sonda Pioneer.


Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53220971 (continua)

16 setembro, 2017

Cassini e Saturno

A sonda Cassini terminou ontem sua missão espacial com um êxito além de qualquer expectativa. Ao fundir-se com o planeta que foi estudar, fazendo ciência até o último momento. Que fim melhor a gente poderia pedir para ela?

Cassini e Saturno, por @erikanesvold
Cassini-Huygens 
Foi uma missão espacial não-tripulada enviada ao planeta Saturno e seu sistema de luas. Um projeto conjunto da NASA, ESA (Agência Espacial Europeia) e ASI (Agência Espacial Italiana), ela consistia de dois elementos principais, o orbitador Cassini e a sonda Huygens. Lançada ao espaço em 15 de outubro de 1997, Cassini entrou na órbita de Saturno em 1º de julho de 2004 e continuou em operação até 15 de setembro de 2017, estudando o planeta, seus satélites naturais, a heliosfera e testando a Teoria da Relatividade.
Com o esgotamento previsto do seu combustível, a missão teve de ser encerrada, e a espaçonave foi colocada em uma trajetória de impacto com o planeta. Em 15 de setembro de 2017, depois de orbitar a apenas 3000 km da superfície de Saturno, a Cassini mergulhou na atmosfera do planeta, tendo sido completamente vaporizada pelo intenso calor gerado pelo atrito. A decisão de destruir o artefato de maneira a não deixar vestígios deve-se à preocupação de evitar uma possível contaminação com material terrestre de alguma das luas de Saturno, se porventura acabasse se chocando com uma delas. A vasta quantidade de dados enviados ao longo da missão alimentará a continuidade dos estudos sobre o planeta e seu sistema de luas por décadas.
Após 20 anos, quase 300 órbitas e descobertas pioneiras, a espaçonave fez o seu grand finale na atmosfera de Saturno, um pouco antes das 5 horas (horário de verão do Pacífico nos EUA) de ontem.

31 agosto, 2015

De passagem por Plutão


A sonda New Horizons, ao passar por Plutão, marcou um momento de orgulho na história da exploração do espaço.
Capturadas pela sonda, as fotografias em alta resolução de Plutão explodiram na Internet. O que fez com que algumas pessoas engraçadinhas realizassem certos "ajustes" nelas.
Numa delas, reconhece-se a imagem da cabeça do cão Pluto; em outra, Plutão é a "Estrela da Morte".



Sejamos francos:
Se Plutão fosse a "Estrela da Morte", teria sido em 2006 rebaixado a planeta anão?

25 março, 2015

O Pequeno Príncipe na Rosetta

Sabemos que o Pequeno Príncipe (Le Petit Prince) vive no asteroide B612. Esse pequeno detalhe foi deixado de lado pela Slow Factory ao criar a "Le Petit Prince on Rosetta", sua nova coleção de camisas.
Rosetta é o nome da sonda da Agência Espacial Europeia, em órbita ao redor do núcleo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a partir de agosto de 2014, acompanhando-o em sua aproximação do Sol.
Aqui nós também temos acompanhado a saga da Rosetta. [1] [2] [3] [4]
Ela nem sequer é mostrada nas camisas da Slow Factory, apesar de constar o nome Rosetta no título da nova coleção. Nas gravuras das camisas, o personagem de Saint-Exupéry aparece sempre sobre o núcleo do cometa 67P.
Talvez o nome "Le Petit Prince on 67P..." não soasse tão bem.
Parafraseando Bial
Poesia não dá camisa
Mas quando o poeta tem uma mula...
Rosetar quer dizer esporear (aplicar as esporas). O termo é originário de "roseta" peça circular da espora, em forma de estrela, que espeta a montaria quando acionada. Em Minas, o povo do interior usa "rosetar", também, com o significado de transar. "Que me importa que a mula manque, eu quero é rosetar" (marcha carnavalesca de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, gravada por Jorge Veiga em 1946).

22 janeiro, 2014

A Rosetta acordou

A sonda Rosetta, lançada há 10 anos pela Agência Espacial Europeia (ESA), para ir ao encontro do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, acordou e está operacional.
A reativação da Rosetta,  ao fim de 31 meses de hibernação, aconteceu a cerca de 800 milhões de quilômetros de distância da Terra.
A previsão do encontro da sonda com o cometa é para agosto deste ano e, quando isso ocorrer, terá início a fase mais difícil da missão. Quando a Rosetta deverá lançar um módulo de aterrissagem, o Philae, sobre o cometa, o que está previsto para acontecer em novembro.
O plano é que o satélite siga o cometa, conforme este se aproxima do Sol, monitorando as mudanças que ocorram no corpo celeste pelas informações enviadas pelo Philae.
Se a missão der certo, permitirá que cientistas tenham um olhar sem precedentes sobre um dos objetos mais antigos do sistema solar.
Acredita-se que o corpo celeste seja um remanescente original da época do surgimento do sistema solar, há 4,6 bilhões de anos.

Fontes: BBC Brasil e outros sites.