Na década de 1960, foi lançada no Brasil pela "Valisère" uma camisa masculina revolucionária: a "Volta ao Mundo".
Era feita com um tecido sintético que não amarrotava, o
nylon. Bastava lavar, aguardar sua rápida secagem e a camisa estava pronta para ser vestida.
Tinha dois problemas:
1) pela proximidade de uma fonte de calor (mesmo pequena como a ponta de um cigarro), seu tecido podia derreter causando queimaduras no usuário;
2) sendo um tecido que abafava a transpiração, com o passar das horas podia emanar um odor desagradável (inhaca).
\o/ \o/ \o/ \o/ \o/
Pouco está publicado sobre Alfredo Auerbach. As poucas referências indicam que ele foi um judeu alemão naturalizado português, o qual, na década de 1880, se estabeleceu em
Inhaca. Após enriquecer com negócios ("fornecimentos ao Estado") na então pequena cidade da costa oriental da África, radicou-se com sua mulher (uma inglesa) na pitoresca Vila de Sintra, onde viveram em conforto e com algum destaque social – e onde faleceram. Em 1892, o rei português D. Carlos I fê-lo
Barão de Inhaca. Porquê de Inhaca? Não sabemos. Aquilo era um buraco miserável, praticamente sem nada. Mas, ao que tudo indica, este foi o único título de nobreza concedido pelo rei de Portugal a alguém que tivesse algo que ver com Moçambique. Penso que ele nunca meteu os pés nessa pequena ilha à saída da Baía de Lourenço Marques.
Fonte: http://delagoabayworld.wordpress.com/2017/08/30/alfredo-auerbach-o-barao-da-inhaca/