Não há dúvida de que a sociabilidade do carbono quaternário levou as coisas longe demais.
~ PGCS, em SOBRE O TÉDIO
Embora o carbono, com o potencial de 4 ligações por átomo, seja imbatível em sua capacidade de formar um grande número de compostos químicos, o silício é considerado como a próxima melhor solução, se você quiser criar a complexidade necessária para a vida.
O silício, como o carbono, é muito comum em todo o universo e também admite 4 ligações por átomo, que são condições favoráveis a uma química igualmente complexa.
Utilizando-se de enzimas obtidas em um processo chamado de "evolução direcionada", cientistas da Caltech introduziram-nas em uma bactéria chamada Rhodothermus marinus. Após três sucessivas mutações, elas foram capazes de produzir 20 tipos diferentes de compostos de organossilício.
Esta é uma representação artística da vida baseada em organossilício. Os compostos de organossilício contêm ligações carbono-silício. Pesquisas recentes do laboratório de Frances Arnold mostram, pela primeira vez, que bactérias podem criar estes compostos. Isso não prova que a vida à base de silício ou organossilício seja possível, mas mostra que a vida pode ser persuadida a incorporar silício em seus componentes básicos.
Crédito: Lei Chen e Yan Liang (Beauty of Science) para Caltech.
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25 março, 2020
02 julho, 2013
O objeto mais redondo do mundo
É esta esfera (vídeo) fabricada com um cristal de silício.
A matéria-prima usada para construí-la, o isótopo 28 de silício, custou 1 milhão de euros.
Quase perfeitamente redonda, você só poderá manuseá-la através de luvas para não acrescentar nela suas impressões digitais. Só o contato direto com a mão já modifica o exato peso de um quilograma que tem a esfera.
Se magicamente a expandíssemos ao tamanho da Terra, a "montanha" mais alta e o "vale" mais profundo difeririam em suas alturas por apenas 40 milímetros.
Sendo composta por um isótopo específico de silício, medições atômicas ainda mais precisas serão possíveis. Portanto, o próximo passo será o de o de calcular, redefinindo a constante de Avogadro, a massa dos átomos de silício da esfera (2,15x10^25 átomos) para eliminar a dependência do quilograma a um objeto físico.
A história dessa esfera é explicada em um vídeo do Veritasium, que vale a pena ver, porque é também uma magnífica viagem pela história do quilograma.
A matéria-prima usada para construí-la, o isótopo 28 de silício, custou 1 milhão de euros.
Quase perfeitamente redonda, você só poderá manuseá-la através de luvas para não acrescentar nela suas impressões digitais. Só o contato direto com a mão já modifica o exato peso de um quilograma que tem a esfera.
Se magicamente a expandíssemos ao tamanho da Terra, a "montanha" mais alta e o "vale" mais profundo difeririam em suas alturas por apenas 40 milímetros.
Sendo composta por um isótopo específico de silício, medições atômicas ainda mais precisas serão possíveis. Portanto, o próximo passo será o de o de calcular, redefinindo a constante de Avogadro, a massa dos átomos de silício da esfera (2,15x10^25 átomos) para eliminar a dependência do quilograma a um objeto físico.
A história dessa esfera é explicada em um vídeo do Veritasium, que vale a pena ver, porque é também uma magnífica viagem pela história do quilograma.
19 setembro, 2007
Silício
O Brasil, que detém as maiores reservas de silício do mundo, é também o maior exportador desta matéria-prima.
Atualmente, 90 por cento do silício que é usado no Vale do Silício (região da Califórnia que concentra as empresas de informática dos EUA) provém do Brasil, sobretudo do Nordeste. Aqui adquirido na forma de silício bruto, a US$ 60 a tonelada.
Após haver sido usado na produção de componentes de informática, a tonelada de silício passa a valer US$ 600 mil, por conta do valor agregado aos componentes produzidos.
Ingressar no rol dos países que refinam o silício faria com que o Brasil reduzisse, ainda que parcialmente, esta desvantagem comercial.
Está aí mais um desafio.
Fonte: Diário do Nordeste
Atualmente, 90 por cento do silício que é usado no Vale do Silício (região da Califórnia que concentra as empresas de informática dos EUA) provém do Brasil, sobretudo do Nordeste. Aqui adquirido na forma de silício bruto, a US$ 60 a tonelada.
Após haver sido usado na produção de componentes de informática, a tonelada de silício passa a valer US$ 600 mil, por conta do valor agregado aos componentes produzidos.

Ingressar no rol dos países que refinam o silício faria com que o Brasil reduzisse, ainda que parcialmente, esta desvantagem comercial.
Está aí mais um desafio.
Fonte: Diário do Nordeste
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