Mostrando postagens com marcador relatório. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relatório. Mostrar todas as postagens

25 março, 2025

Crime o'clock

9h34 Chegamos à cena do crime.
9h34 Encontramos pegadas no jardim.
9h34 Percebemos sinais de entrada forçada.
9h34 Examinamos o corpo (sinais de luta).
9h34 Encontramos a arma do crime na cisterna.
9h34 Percebemos que o relógio havia parado.
14h24 Colocamos uma bateria nova no relógio.
(relatório de um perito criminal)

15 novembro, 2022

Mundo alcança hoje a marca de 8 bilhões de habitantes, diz ONU

De acordo com o relatório World Population Prospects 2022, a população global deverá atingir 8 bilhões em 15 de novembro de 2022, e a Índia deverá superar a China como o país mais populoso do mundo em 2023.
A população mundial cresceu em cerca de um bilhão de pessoas nos últimos 12 anos.
"Esta é uma ocasião para celebrar nossa diversidade e admirar os avanços na saúde que aumentaram a longevidade e reduziram drasticamente as taxas de mortalidade materno-infantil", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres. "Ao mesmo tempo, é um lembrete sobre a nossa responsabilidade compartilhada de cuidar de nosso planeta".
O pico do crescimento populacional deverá ser registrado em 2080, quando o mundo deverá ter cerca de 10,4 bilhões de habitantes, e só então sua população deverá começar a ser reduzida.
O relatório também afirma que a fecundidade caiu acentuadamente nas últimas décadas para muitos países. Hoje, dois terços da população global vive em um país ou região onde a fecundidade ao longo da vida está abaixo de 2,1 nascimentos por mulher, aproximadamente o nível necessário para um "crescimento zero" a longo prazo para uma população com baixa mortalidade.
Sobre o Brasil
Em 1990, o país registrava a quinta maior população mundial, com 149 milhões de pessoas. Ocupa atualmente a sétima posição (215 milhões) e deverá ficar na oitava posição em 2050, quando deverá ter 231 milhões de habitantes.

07 junho, 2022

Universo paralelo


Relatório científico
Nós fomos bem sucedidos em nossa visita ao universo paralelo. Entretanto, tivemos que voltar antes do tempo. Não encontramos um lugar em que pudéssemos estacionar.

12 junho, 2020

Passando a régua - 2

Marc Abrahams
Imagina-se que as pequenas réguas de plástico são imprecisas para os metrologistas. Agora, são os pesquisadores que mostram que a maioria delas atende aos padrões oficiais, embora estes sejam "chocantemente pobres".
As pequenas réguas plásticas de cortesia, imprecisas, frágeis e desfiguradas pela publicidade, atraem apenas uma quantidade medida de respeito dos metrologistas. Em 1994, dois metrologistas tomaram suas medidas para ver o quanto elas merecem respeito.
Metrologistas são as pessoas que apresentam maneiras cada vez mais precisas de medir as coisas.
A comunidade da metrologia luta incessantemente sobre as novas definições-padrão para os padrões intimidadoramente importantes, nunca tão bons quanto eles idealmente deveriam ser - porém famosos, como o quilograma, o metro e o segundo.
A equipe de pai e filho de TD Doiron e DT Doiron olhou, brevemente, para um padrão negligenciado. Seu relatório, chamado Length Metrology of Complimentary Small Plastic Rulers (Metrologia de Comprimento de Pequenas Réguas de Plástico de Cortesia), atraiu alguma medida de interesse na Conferência de Ciência de Medição em Pasadena, Califórnia.
O relatório Doiron / Doiron implica duas verdades simultâneas e opostas. Às vezes, os metrologistas expressam desprezo pelas pequenas réguas de plástico (conhecidas no mercado como SPRs), porque elas são feitas de poliestireno barato e fabricadas para perder a tolerância. Mas os metrologistas também respeitam profundamente esses objetos elegantes, úteis, esguios e de fundo plano, com as quatro superfícies de trabalho de borda reta e a parte superior que possui uma suficiência de marcações com tinta e graduações elevadas, dizendo que as graduações estão localizadas em bordas externas dos lados superiores chanfrados.
Os Doirons explicam essa atitude ambivalente:
"Não há virtualmente cientistas ou engenheiros ativos que não possuam um número de SPRs em suas mesas, que são usados ​​continuamente para desenvolver os projetos mais antigos e básicos de praticamente todos os objetos fabricados. Uma rápida pesquisa com engenheiros mostrará que esses esboços iniciais (que são a base de nossa economia de fabricação) dependem em grande parte do uso de SPRs. Embora exista um padrão federal para réguas plásticas, a Especificação Federal GG-R-001200-1967 e a mais recente AA-563 (1981), nunca houve um estudo sistemático da metrologia desta ferramenta básica do sistema nacional de medição."
Doiron e Doiron estudaram 50 réguas que "haviam colecionado durante um longo período de tempo em conferências e com colegas". Eles descobriram que a especificação do governo era tão "chocantemente ruim" que eles poderiam apontar para uma passagem importante e dizer: "Não podemos descobrir o que essa afirmação significa".
Depois de medir as coisas da melhor maneira possível (e, sendo bons metrologistas, eles poderiam medir as coisas bem de fato), os Doirons chegaram a um par de conclusões. Primeiro, que a maioria das pequenas réguas de plástico de cortesia "atendeu facilmente" ao padrão oficial (embora obscuro). Segundo, que "quanto mais velha a régua", mais precisa se mostrava.
No próprio Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist), um funcionário me disse que, certa vez, ordenou que um lote dessas "reguinhas" fosse miseravelmente calibrado. Como medida de cautela (eles têm uma reputação a proteger) e, talvez, com algum ressentimento e vergonha, Nist as devolveu ao fabricante.

Does your ruler measure up? The Guardian
• Marc Abrahams é editor dos Anais Bimestrais da Pesquisa Improvável e organizador do prêmio Ig Nobel.

Passando a régua - 1

24 junho, 2017

A geopolítica do gelo


Em 1867, os Estados Unidos compraram o Alasca da Rússia, graças à especial dedicação do secretário de Estado William Seward. Foi uma grande aquisição. [Ver: A loucura de Seward]
Mas Seward também considerou a possibilidade de comprar a Islândia e a Groenlândia, que pertenciam à Dinamarca.
Anna Andersen, do Reykjavík Grapevine, conta a história. Em 1868, Benjamin Mills Pierce, um engenheiro de minas, elaborou um relatório sobre o assunto para o Departamento de Estado. A Groenlândia, disse ele, tinha possibilidades impressionantes de pesca comercial, bem como enormes reservas de criolita (Na3AlF6, hexafluoraluminato de sódio) que eram cada vez mais acessíveis aos novos métodos de mineração.
A Islândia seria menos valiosa, ainda que suas águas fossem muito ricas em peixes. Mas os islandeses eram ferozmente patrióticos e poderiam não receber bem uma anexação.
Pierce argumentava que a maior vantagem de possuir esses territórios era a estratégica. Se os EUA possuíssem a Groenlândia e a Islândia, além do Alasca, cercariam o Canadá. E isso poderia ajudar a persuadi-lo a juntar-se aos Estados Unidos.
A ideia não prosperou. E o Reykjavík Grapevine nos diz que, quando o relatório de Pierce foi apresentado ao Senado, os membros literalmente riram da ideia.

Fontes
http://www.neatorama.com/2016/06/05/1868-US-Considers-Buying-Iceland-and-Greenland/
http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?res=9A07EFDD133AEF34BC4152DFB1668382679FDE
http://www.alternatehistory.com/forum/threads/what-if-united-states-of-america-buys-iceland-in-1869.389783/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Criolita

26 fevereiro, 2015

Uma epidemia de risos e prantos

Uma epidemia pode ser definida como algo que "predomina em uma comunidade, em um momento especial, e que é produzida por causas especiais, geralmente não presentes na comunidade afetada (MacNaulty, 1961)".
Como as epidemias mais comuns são causadas pela disseminação de vírus, bactérias ou outros parasitas, há uma tendência a esquecer que o comportamento emocional anormal pode se espalhar de uma pessoa para outra e, assim, assumir uma forma de epidemia.
Um exemplo disto: foi o que concluiu este relatório sobre uma epidemia de risos, prantos e inquietação que perturbou por seis meses a vida normal das pessoas no distrito de Bukoba (mapa), ao Noroeste de Tanganica, em 1962.
A doença começou em uma escola para meninas, espalhando-se em seguida para outras escolas e aldeias da região. Adolescentes escolares constituíram a maioria dos casos, embora adultos (não alfabetizados) também tenham sido afetados pela doença. Não foram encontrados sinais físicos anormais significativos e todos os exames laboratoriais foram normais nas pessoas acometidas. Não houve mortes. Nenhum fator tóxico nos alimentos consumidos foi detectado. Sugeriu-se que o problema tenha sido uma epidemia de histeria em comunidades culturalmente suscetíveis.

07 janeiro, 2015

Febrilidade

Uma reunião da Associação de Médicos Americanos, em 1985, apreciou um relatório preocupante do Dr. Abraham Jacobi, que apresentou o caso de um jovem cuja temperatura tinha chegado a 65 graus Celsius.
"Bobagem", objetou Dr. William Henry Welch. "Tal observação era impossível". E lembrou um relatório semelhante, publicado no Jornal da Associação Médica Americana, de 31 de março de 1891, em que o Dr. Galbraith, de Omaha tinha medido uma temperatura de 77 graus Celsius em uma mulher jovem.
"Eu não me atrevo a explicar como os erros foram praticados, mas não há nenhuma dúvida em minha mente de que aconteceram", disse ele. "Tais temperaturas, como as registradas nos casos do Dr. Jacobi  e do Dr. Galbraith, estão muito acima da temperatura normal para os mamíferos, e são destrutivas para as células animais."
Jacobi se defendeu: "Talvez a medicina simplesmente não tenha desenvolvido uma teoria para explicar essas coisas".
Mas outro médico comentou para Welch que, pelo menos no caso de Galbraith, existiria uma explicação perfeitamente satisfatória: "Galbraith havia caído no antigo truque do aquecimento do termômetro por uma bolsa de água quente na cama".
N. do E.
Em língua portuguesa febrilidade é sinônimo de entusiasmo.
Valores normais para a temperatura axilar: de 35,5 a 37 °C, com média de 36 a 36,5 °C.
Ver no Acta
107 - A maior temperatura suportável, 177 - Um termograma explicado, Corpo humano. A temperatura ideal e 437 - A termometria clínica

21 junho, 2014

Simbologia para depósitos de resíduos nucleares

por Paulo Gurgel
Conceber um sistema de marcação que possa ser facilmente compreendido por qualquer pessoa, em qualquer lugar e em qualquer língua, nunca vai ser uma tarefa fácil. Agora, imagine também que esse sistema tenha que permanecer intato e eficaz nos próximos dez mil anos.
Para ser mais específico: um sistema a ser adotado em depósitos de resíduos nucleares em grande escala que sirva para informar e desencorajar as pessoas que, inadvertidamente ou não, penetrem nessas áreas.
Um relatório de 351 páginas a respeito do sistema, o SANDIA REPORT, já foi produzido, na década de 1990, por uma equipe de peritos. No meio da simbologia proposta pelo relatório, destaco alguns dos símbolos que são sugeridos para a utilização nas placas de advertência:
1 - A figura humana que o artista norueguês Edvard Munch imortalizou em seu quadro "The Scream".
Do agito ao grito
2 - O Mr. Yuk, o símbolo icônico que é usado para educar crianças e adultos, nos EUA e internacionalmente, quanto ao problema das intoxicações e envenenamentos. Infelizmente, este símbolo é protegido por direitos autorais. Mas tem até uma musiquinha-tema (vídeo)


Mr. Yuk is mean / Mr. Yuk is green / When you see him /Stop and think / Do not smell / Do not drink / Mr. Yuk is mean / Mr. Yuk is green.
3 - O símbolo perfeito que foi proposto por Carl Sagan:
"Queremos um símbolo que será compreensível não só para os membros mais instruídos da população, mas para qualquer pessoa que possa vir ao depósito. Existe o tal símbolo. É testado e verdadeiro. Ele tem sido usado transculturalmente, há milhares de anos, com o significado inconfundível. É o símbolo usado nas vergas das habitações dos canibais, nas bandeiras dos piratas, como insígnia das divisões da SS e das gangues de motociclistas e nos rótulos das garrafas de venenos - o crânio com ossos cruzados. A anatomia do esqueleto humano, podemos estar razoavelmente certos, não vai mudar que o símbolo fique irreconhecível nas próximas dezenas de milhares de anos."