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27 junho, 2021

Pot-pourris, medleys, por aí...

Pot-pourri (em francês, literalmente "vaso podre") é um termo originalmente utilizado para fazer referência a um jarro com uma mistura de pétalas de flores secas e especiarias utilizada para perfumar o ar. Por generalização, a expressão passou a significar qualquer conjunto heterogêneo de coisas, como por exemplo um pot-pourri de canções.
Um pot-pourri é um modo de executar várias músicas em uma única faixa, tocadas uma após a outra, às vezes sobrepostas. São comuns na música popular, e a maior parte são canções e não uma peça musical.
O termo pot-pourri (pronunciado "popurri") existe desde o início do século XVIII. O primeiro registo conhecido da aplicação desta expressão data de 1711, ano em que Christophe Ballard (1641–1715), um editor de música francês, a utilizou numa coletânea de peças que editou. Durante o século XVIII, a expressão foi utilizada na França para coletâneas de canções, com uma temática associada, que por vezes eram apresentadas em palco. Posteriormente, o termo foi também utilizado em coletâneas de música instrumentais
Pot-pourris são encontrados em vários álbuns de músicas, tais como:

*Abbey Road (The Beatles) - O álbum, muito elogiado pela crítica e pelo público, contém um dos medleys (em inglês, medleys equivalem a pot-pourris) mais conhecidos da história da música; ele junta oito canções, que ocupam praticamente todo o segundo lado do disco. As músicas são: You Never Give Me Your Money ~ Sun King ~ Mean Mr. Mustard ~ Polythene Pam ~ She Came in Through the Bathroom Window ~ Golden Slumbers ~ Carry That Weight ~ The End.
http://youtu.be/dcv1EFoaX-8

*Dois na Bossa (Elis Regina, Jair Rodrigues e Jongo Trio) - Gravado ao vivo no Teatro Paramount (SP), em 1965, o álbum inclui o mais famoso pot-pourri da MPB: O morro não tem vez ~ Feio não é bonito ~ Samba do carioca ~ Esse mundo é meu ~ A felicidade ~ Samba de negro ~ Vou andar por aí ~ O sol nascerá ~ Diz que fui por aí ~ Acender as velas ~ A voz do morro ~ O morro não tem vez.
http://youtu.be/IqzePupUisQ

*Toquinho e MPB4 (vídeo) - Com as seguintes canções: Como dizia o poeta ~ Testamento ~ Para viver um grande.amor ~ Morena flor ~ Meu pai Oxalá ~ Maria vai com as outras ~ O Bem-Amado ~ Regra três.
http://youtu.be/odt7lxraM_4


*POLÊMICA. Ataulfo Alves x Carmen Costa
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/12/polemica-ataulfo-alves-x-carmen-costa.html

*POLÊMICA. Noel Rosa x Wilson Batista
http://blogdopg.blogspot.com.br/2017/02/polemica-noel-rosa-x-wilson-batista.html
http://blogdopg.blogspot.com.br/2017/02/antonio-nassara.html

06 dezembro, 2020

Les Klaxons

O comediante canadense Michel Lauzière tem um número chamado Les Klaxons, que ele apresenta em um traje com buzinas. Você não precisa entender francês para acompanhar, enquanto ele executa - - com os movimentos do corpo - - um pot-pourri de várias músicas eruditas e populares, no Plus Grand Cabaret Du Monde de Patrick Sébastien.



Pot-pourri ("vaso podre", em francês), um termo originalmente utilizado para se referir a um jarro com uma mistura de pétalas de flores secas e especiarias que se utiliza para perfumar o ar.

19 dezembro, 2014

POLÊMICA. Ataulfo Alves x Carmen Costa

Faixa do disco "Eternamente Samba" (1966, gravadora Polydor), com Ataulfo Alves, Carmen Costa e o acompanhamento do "Regional do Caçulinha".
Pot-pourri
"Pois é" (Ataulfo Alves)
"A morena sou eu" (Mirabeau-Milton de Oliveira)
"Sai do meu caminho" (Ataulfo Alves)
"Conte o caso direito" (Valdenir-Nilton Carudo)
"Duro com duro" (Ataulfo Alves)
"O vento que venta lá" (Ataulfo Alves)
"Na ginga do samba" (Ataulfo Alves)



Trechos
ELE: Pois é
Falaram tanto
Que desta vez a morena foi embora
Disseram que ela era a maioral
E eu é quem não soube aproveitar
Endeusaram a morena tanto, tanto
Que ela resolveu me abandonar.
ELA: Aqui você rirá dizendo a todos
Pois é, pois é, pois é
Quem sabe a quentura da panela
É a colher, é a colher
Chega o que ela já sofreu
Quem de vocês já conhece
Que a morena sou eu. (bis)
ELE: Sai do meu caminho
Não estrague os dias meus
Deixe-me em paz
Pelo amor do santo deus
Minha morena que eu falei numa canção
É diferente da sua insinuação. (bis)
ELA: Foi o sucesso
Que lhe fez vaidoso
Mas pra seu governo
Sou filha de pai teimoso
Dê a mão à palmatória
E deixe de preconceito
Arrie a trouxa no chão
E conte o caso direito. (bis)
ELE: Se você não vem pra cá
Eu também não vou pra lá.
Mas que mulher caprichosa
Por qualquer coisa se queima
Você é muito dengosa
Mas eu sou o tira-teima. (bis)
ELA: O vento que venta lá
É o vento que venta cá. (bis)
ELE: Em Mangueira eu sou a corda
E você é a caçamba
Tudo isso é brincadeira
Nosso negócio é o samba.
(bis)
JUNTOS: É na ginga bonita
Que o samba tem
Quem não tem ginga
No samba não fica bem.