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28 março, 2019

Um estudo de raiz

Assim como seu nariz, seu cabelo pode detectar odores. Em um novo estudo, os pesquisadores descobriram que os folículos pilosos contêm receptores olfativos - do mesmo tipo de receptores químicos que se encontram nas passagens nasais. No nariz, esses receptores se ligam a moléculas de odores e enviam sinais ao cérebro para avisá-lo de que algo cheira mal ou cheira bem.


Além disso, os pesquisadores descobriram que esses receptores de folículos pilosos podem ser ativados por sândalo sintético para estimular o crescimento do cabelo, de acordo com o estudo, publicado em 18 de setembro de 2018 na revista Nature Communications.

16 março, 2017

Uma imagem do mundo através dos odores

Alexandra Horowitz diz que todos os cães têm a capacidade de criar "uma imagem do mundo através dos odores", graças, em parte, ao design de seus focinhos. O focinho de um cão é "estereoscópico", explica, o que significa que cada narina é controlada separadamente, permitindo que o animal não só possa detectar um odor em particular como também localizá-lo no espaço.
Em seu novo livro, "Being a Dog" (Sendo um Cão), Horowitz discute o funcionamento do olfato canino e explica como os cães podem usar seus focinhos para entender a hora do dia, entre outras habilidades.
Uma das coisas mais surpreendentes que os pesquisadores acidentalmente descobriram é que os cães podiam detectar melanomas. A partir da observação de cães que, persistentemente, cheiravam algo no corpo de seus proprietários. Nos quais um check-up finalmente confirmou que eram portadores de melanoma.
Desde então, tem havido programas de treinamento de cães para detectar vários tipos de câncer – na respiração, na urina, no sangue e na pele. A maioria destes programas relatam altos níveis de sucesso. Os cães são definitivamente capazes de detectar a existência de células cancerosas através do olfato.

Entrevista

29 outubro, 2014

Farejar é contagioso?

Pesquisadores do Departamento de Neurobiologia, do Instituto de Ciência Weizmann, em Rehovot, Israel, colocaram 27 voluntários em uma sala limpa para assistir a um filme. O objetivo da experiência era avaliar como estes reagiriam às cenas em que os personagens do filme apareciam farejando.
A sala limpa incluía filtros de ar de alta eficiência e as paredes da sala revestidas de aço inoxidável a fim de evitar a aderência de partículas odoríferas.
O filme escolhido foi "Perfume" porque, em seus primeiros 60 minutos, contém 28 eventos em que um dos personagens leva uma fungada.
Uma cânula nasal e um espirômetro que registrava as inalações de cada participante foram os equipamentos utilizados.
Imitariam os voluntários os eventos olfativos mostrados no filme?
Os resultados foram significativos, segundo a equipe que fez a investigação.

"Nós descobrimos que os seres humanos farejavam em resposta aos personagens quando estes farejavam na tela. Além disso, observamos que o componente auditivo do farejamento na tela era o aspecto dominante na transmissão do comportamento para os voluntários."
Farejar, portanto, faz parte da lista dos fenômenos comportamentais contagiosos como bocejar e tossir. (PGCS)

Anat Arzi, Limor Shedlesky, Lavi Secundo and Noam Sobel, Mirror Sniffing: Humans Mimic Olfactory Sampling Behavior. In: Chem. Senses 39: 277–281, 2014