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19 julho, 2020

Pregação às galinhas

John Lewis (21/02/1940, Alabama, EUA - 17/07/2020, Georgia, EUA)
Aclamado como "curador do coração da democracia", ele foi a prova de que os começos mais humildes podem gerar vidas de um imponente heroísmo.
Muito antes de ser uma figura-chave na luta contra a segregação racial nos EUA e de tornar-se um congressista, o pequeno John era um dos nove irmãos que viviam na fazenda da família no sul do Alabama. Foi nesse ambiente improvável, de trabalho pesado e amor, que o jovem Lewis encontrou sua voz como líder.
John queria ser um pregador quando crescer - um líder cujas palavras estimulam o coração a mudar, a mente a pensar e o corpo a agir. Mas por que esperar? Um dia, ele é encarregado de cuidar das galinhas da fazenda, é quando John descobre que elas formam uma congregação maravilhosa! Então, ele começa a pregar para elas, que o escutam fascinadas com o ritmo de sua voz.

Ilustração: aquarela de E.B. Lewis (em Preaching to the Chickens)

E assim, diante de uma plateia aviária disposta - ou, pelo menos, tacitamente agradável - o garoto inicia sua incursão a uma liderança em crescente ascensão. De membro da Freedom Riders, presidente de comitê de coordenação (não-violenta) por direitos, manifestante na Ponte Edmund Pettus, em Selma, Alabama, a destacado congressista pelo Estado de Georgia.

14 dezembro, 2017

21 setembro, 2011

O dino líder

Descobertas paleontológicas recentes comprovam que algumas espécies de dinossauros eram socialmente organizadas.


Nessas espécies, a liderança de um grupo era exercida pelo macho que tinha a maior cauda. PGCS

18 fevereiro, 2010

Rei posto, rei morto - 2

Hoje se escolhemos os governantes pelo voto é aos gregos que devemos tal prática. Se bem que, no caso do Brasil, o ambiente seja convidativo a se aplicar outra opção. Sabem aquele jogo em que as pessoas formam um círculo em torno de uma garrafa? O spin the bottle? Nesse jogo, uma garrafa é posta a girar no centro de uma roda de pessoas e, ao final de seu movimento, ela aponta alguém? Eureka, está aí um novo método de como escolher o presidente da República! Com os candidatos ao cargo, divididos em grupos, e se submetendo ao "veredito" da garrafa. Pensando bem, no caso nacional, a garrafa poderia ser substituída por um abacaxi.
A verdade é que, quando votamos, nós assinamos uma espécie de cheque em branco. O que o portador vai fazer depois com o cheque só Deus sabe. E o governante que, em princípio, deveria governar em função dos interesses da maioria nem sempre o faz. Começam as dificuldades pelas formas divergentes quanto ao momento certo de partir o bolo (PIB). Uns acham que o bolo deve primeiro crescer para depois ser repartido, enquanto outros... que o bolo deve ser repartido já! Para não dar bolo nem bololô. Mas... o que deixa no ar esta pergunta: quem parte e reparte deve ficar com a melhor parte? E, mais, est'outra: quem parte e reparte e não fica com a melhor parte é tolo ou não entende dar arte?
Que votemos, tudo bem. Mas parece que o [X] da questão está em controlar o que acontece depois. Os atenienses sabiam-no como. Ao escreverem em peças de barro cozido, com forma de ostra (daí haver surgido o termo ostracismo), o nome do cidadão a ser desterrado. No entanto, por nos acharmos na era da tecnologia, alguém já sugeriu outro método. Implantar no peito do líder, à maneira de um marca-passo cardíaco, um artefato que pudesse implodi-lo - quando esse fosse o desejo dos liderados. Assim, para tanto, cada cidadão disporia de um botão detonador que, em período de insatisfação com o desempenho do líder, pudesse então ser apertado. Aí, quando a soma desses insatisfações alcançasse os cinquenta por cento mais um, o líder seria mandado para o beleléu.
(Na espera do governante seguinte, veríamos na televisão o Carlinhos do Bom-Bril. A limpar o trono com uma esponja de aço Assolan e a recomendar, através de seus trejeitos, juízo ao povo brasileiro.)
Pois bem, mas até que o IBGE informe qual o verdadeiro número de sádicos que existe no país, convém sobrestar o tão engenhoso método. PGCS