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01 maio, 2021

O experimento MOXIE

Além dos bons resultados com os voos do helicóptero Ingenuity, a missão Mars 2020 teve recentemente outro sucesso: com o experimento MOXIE, que o Perseverance fez a bordo, conseguindo produzir oxigênio em Marte. É um resultado muito relevante para a exploração do planeta vermelho.
O MOXIE (de Mars Oxygen In-Situ Resource Utilization Experiment), um experimento de utilização de recursos de oxigênio em Marte, é um dispositivo de 15 quilos e 24 × 24 × 31 cm para captar a atmosfera de Marte, composta principalmente de CO2. Ele filtra, comprime, aquece e consegue separar o carbono do oxigênio. Para isso, usa uma célula eletrolisadora de óxido sólido.


Em seu primeiro teste, o MOXIE produziu 5 gramas de oxigênio; ele é projetado para produzir até 10 gramas por hora. Testes futuros verificarão seu funcionamento em diferentes condições atmosféricas e em diferentes temperaturas internas.
Estes 5 gramas de oxigênio são ridículos como dados frios, já que uma pessoa precisa respirar cerca de 850 gramas por dia. Mas estes 5 gramas foram produzidos em Marte, sem a necessidade de tirá-los da Terra. No futuro, versões maiores e mais capazes do MOXIE poderão gerar oxigênio para um grupo de pessoas que estejam na superfície do planeta vermelho. E oxigênio para a viagem de volta de seu foguete. Isso evitaria ter que enviar oxigênio da Terra, o que dá mais espaço para enviar outros tipos de cargas, e de cara possibilitará que permaneçam mais tempo por lá.
É verdade que isso, por enquanto, ainda pertence ao campo da ficção científica e que ainda faltam muitos detalhes para serem resolvidos antes que tal aconteça. Mas está se tornando menos ficção e mais ciência.

25 janeiro, 2021

No fundo da Fossa

Até o momento, apenas cinco pessoas estiveram no fundo da Fossa das Marianas. Em 1960, Jacques Piccard e o tenente Don Walsh alcançaram uma profundidade de 10,92 km no batiscafo Trieste, da Marinha dos Estados Unidos, passando apenas 20 minutos no fundo do mar.
Uma depressão no fundo do mar em forma de crescente com mais de 2.550 km de comprimento e 69 km de largura, a Fossa das Marianas está localizada a leste das Filipinas, a cerca de 200 km das Ilhas Marianas. Seu ponto mais profundo, o Challenger Deep, fica a cerca de 11 km da superfície do oceano.
Cinquenta e dois anos depois, o cineasta James Cameron foi ao mesmo local e desceu 10,91 km em um veículo submersível que ele projetou. "Nós tratamos isso como uma missão espacial, com muita insistência em acompanhar todos os detalhes do projeto", compartilhou o diretor do filme Titanic, em um artigo publicado na National Geographic. "Então, não fiquei surpreso quando funcionou. Mas senti-me um tanto aliviado porque a alternativa não era agradável".
Lá embaixo, é perpetuamente escuro e totalmente gelado, e a pressão exercida pela água é de cerca de 8 toneladas por polegada quadrada.
Em 2019, o empresário e oficial aposentado da Marinha Victor Vescovo mergulhou 10,93 km no fundo da Fossa, estabelecendo um novo recorde.
Infelizmente, as quatro novas espécies de seres vivos que Vescovo descobriu durante esta viagem não foram as únicas coisas coloridas que ele encontrou nas profundezas do oceano - ele afirmou ter visto também embalagens de doces e um saco plástico.
Em 7 de junho de 2020, Vescovo retornou ao local com uma copiloto: Dra. Kathy Sullivan, da National Oceanic and Atmospheric Administration, uma ex-astronauta que agora é a primeira mulher a viajar para o fundo do oceano.

P.S. Doze pessoas já caminharam sobre a Lua. Eram astronautas das alunissagens tripuladas, que ocorreram entre julho de 1969 e dezembro de 1972 como parte do Programa Apollo.

01 outubro, 2013

Homens das cavernas em Marte

Poderíamos viver em cavernas subterrâneas no planeta vermelho?
Arquitetos alemães acreditam que o basalto (já detectado em Marte) poderia ser utilizado como material de construção. O basalto é mais leve e mais forte do que o aço, à prova de fogo, não corrói e produz um bom isolamento.
Inicialmente, robôs escavariam grandes cavernas subterrâneas, deixando pilares de basalto para a sustentação dos tetos das cavernas.
Quando os exploradores humanos chegassem, eles simplesmente instalariam portas, janelas e os sistemas de suporte à vida (oxigênio, água etc.) de modo a transformar as cavernas em locais habitáveis.