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19 junho, 2019

Evolucionismo cristão

Das centenas de denominações cristãs, frequentemente em conflito, a maior é o catolicismo, seguido pela ortodoxia. Ambas declararam seu apoio à Evolução e denunciaram o Criacionismo. O papa Bento XVI definiu a Evolução como uma "realidade enriquecedora" e a proposta criacionista como "absurda". E dois papas anteriores (João Paulo II e Pio XII) aconselharam os cristãos a considerar a Evolução como "mais que uma hipótese" (é uma teoria) e que aceitá-la não significava nenhum desafio à fé em Cristo.
Os primeiros defensores da teoria evolutiva foram todos cristãos (inclusive Darwin) e muitos de seus atuais defensores são cristãos. Por exemplo, o microbiologista Dr. Ken Miller (que testemunhou contra o projeto inteligente em Kitzmiller contra Dover) é católico. Outro abertamente divulgador da Evolução, Dr. Robert T. Bakker, (que tem doutorados de Harvard e Yale) não somente é um dos paleontólogos mais conhecidos do mundo e sacerdote pentecostal crente na Bíblia, mas que interpreta o Gênesis literalmente. Em seu livro "Ossos, Bíblias e Criação", ele diz que considerar a Bíblia como se fosse uma história comum é degradar seu significado eterno. Um dos primeiros geneticistas, Theodosius Dobzhansky, era um cristão ortodoxo que muitas vezes professou sua crença de que a vida foi criada por Deus mas que nada em Biologia tem sentido, salvo à luz da Evolução.
Todos esses homens concordam que se há realmente um Deus, e se esse Deus é um deus cristão que criou o mundo, a Evolução estaria em sua maior parte correta e o Criacionismo, equivocado.
De todas as nações cristãs desenvolvidas somente os EUA têm um número significativo de criacionistas, e estes estão em minoria inclusive lá! Qualquer outro país predominantemente cristão tende a considerar o Criacionismo como um inacreditável  (senão demente) movimento radical, que é um fenômeno quase exclusivamente estadunidense e que não é levado a sério em nenhum outro lugar.
Ao redor do mundo, a maioria dos "evolucionistas" são cristãos, e a maioria dos cristãos são "evolucionistas". Portanto, a Evolução não é sinônimo de ateísmo, e o Criacionismo tampouco é sinônimo de cristianismo. A maioria dos criacionistas nem sequer são cristãos!
Há mais criacionistas muçulmanos e hindus do que cristãos. Sem importar a religião que professem, os criacionistas constituem a fração dos crentes religiosos que, baseados na fé cega a uma autoridade religiosa, aceitam como verdadeiras suas fábulas preferidas e rejeitam os métodos e as conclusões da Ciência.

Vídeo:
https://youtu.be/KnJX68ELbAY
Uma das principais falsidades do movimento criacionista: a ideia de que aceitar a evolução equivale a declarar-se ateu, ou de que alguém precisa ser criacionista para ser cristão.

Cartoon:

Pensamento:
Existem dois tipos de pessoas neste mundo. Pessoas que acreditam na evolução e pessoas que não evoluíram. ~ Jonco Stl

A evolução da religião: 1, 2 e 3

07 dezembro, 2015

A Reconquista da Espanha

Existe uma divertida, porém esclarecedora, anedota do século XIX sobre um historiador que se encontrava realizando um estudo sobre a Reconquista da Espanha. Ao que parece, aquele escritor apenas se dedicava a relatar as vitórias dos cristãos, pois o seu trabalho não passava da descrição de uma sucessão de batalhas vencidas pelos cristãos.
Diante de tanta hegemonia cristã, um de seus editores lhe perguntou: "E os mouros? Nunca ganharam uma batalha?".
Contam que o escritor sorriu e respondeu altivamente: "Ora, outros que se encarreguem destas".


Se denomina Reconquista al proceso histórico en que los reinos cristianos de la península ibérica buscaron el control peninsular en poder del dominio musulmán. Este proceso tuvo lugar entre los años 722 (fecha probable de la rebelión de Pelayo) y 1492 (final del Reino nazarí de Granada).
Los Reyes Católicos acabaron la reconquista de España el 2 de enero de 1492, tomando Granada, donde se realiza una festividad el 2 de enero de todos los años. El emir Boabdil, de la dinastía Nazarí, tuvo que abandonar Granada. La tolerancia religiosa que había hasta entonces dejó de serlo con la expulsión de los judíos en 1492, y con la prohibición del culto islámico en Granada, contra los términos pactados, en 1500. Acabó del todo un siglo después, con la expulsión de los moriscos, homogeneizando así toda la península.