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05 setembro, 2016

Castidade, mas não ainda

A procrastinação é corriqueira e interessante, mas também intrigante. Embora seja geralmente considerada como prejudicial e irracional, estudos recentes sugerem que a maioria de nós ocasionalmente procrastinamos, e muitos de nós procrastinamos persistentemente.
Nem mesmo os santos são imunes. Santo Agostinho registra, em sua obra "Confissões" como, depois de anos de hedonismo sexual, ele prometia voltar ao cristianismo e rezava para a castidade e a continência.
É desse período de esbórnia uma famosa oração de Agostinho, "Senhor, concedei-me castidade e continência, mas não ainda".
Ele abominava a vida que levava e, sinceramente, desejava mudar seu curso, mas adiou a mudança em sua vida até o verão de 386.
Como ele próprio relatou, a sua conversão foi incitada por uma voz infantil que ele ouviu, pedindo-lhe para "tomar e ler" (em latim: tolle, lege). O que ele entendeu ser um comando divino para abrir a Bíblia, abri-la e ler a primeira coisa que encontrasse.

Ilustração: Conversão de Agostinho.1756. Por Charles-Antoine Coypel, atualmente no Palácio de Versalhes, na França. WIKIPEDIA

15 março, 2010

As virgens vestais

Eram as mulheres que se dedicavam ao serviço de Vesta, a deusa da família, na Roma antiga. Tinham a obrigação de manter sempre aceso o fogo sagrado que, para os romanos, representava a origem da vida. Sofriam punições mortais se deixassem o fogo extinguir-se no altar da deusa ou se perdessem a virgindade.
Não obstante as regras impostas pelo sacerdócio, essas mulheres desfrutavam de grande prestígio na sociedade romana. Após trinta anos de serviço a Vesta, podiam escolher entre continuar como virgem vestal ou libertar-se de suas obrigações.

Reprodução de uma tela de Jean Raoux, 1727