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15 novembro, 2021

Desastres em publicidade

1
Um publicitário retorna de uma viagem à Arábia Saudita, aonde tinha ido para realizar uma campanha de um refrigerante.
Vendo-o triste e cabisbaixo, um amigo lhe pergunta: "Por que essa cara?"
Ele responde: "Minha campanha foi um fracasso total!"
"Como assim?", pergunta o amigo. "Eu pensei que você havia preparado uma boa campanha."
"Bem, quando eu fui para lá, esperava fazer um grande discurso de vendas para os sauditas. Mas havia um problema: Eu não falo árabe! Então, planejei transmitir o significado da mensagem com a utilização de três imagens."
1.º cartaz:
Um homem deitado na areia quente do deserto, em absoluta exaustão - desmaiado.
2.º cartaz:
O homem está bebendo a nova Coca-Cola.
3.º cartaz:
O homem agora aparece totalmente renovado e sentindo-se ótimo."


"E aí?"
"Pois bem. Eu coloquei isto em outdoors  por toda parte! Não era possível alguém ir a qualquer lugar do país sem vê-los."
"Isso deveria ter funcionado!"
"É... Só que ninguém tinha me avisado que, na Árábia Saudita, eles leem da direita para a esquerda!"

2
Em junho (17), a relação entre Cristiano Ronaldo e um dos patrocinadores da Eurocopa se tornou o assunto do momento. Após o jogador, no início de uma coletiva à imprensa, ter retirado da bancada de entrevista duas garrafas de Coca-Cola, substituindo-as por uma garrafa de água mineral. O gesto do jogador fez as ações da Coca-Cola caírem abruptamente em 1,6%, fazendo a empresa perder (temporariamente) US$ 4 bilhões em seu valor de mercado. Mas essa não foi a primeira vez que que ele esnobou o refrigerante americano por não ser saudável. Quando CR7 recebeu o prêmio de melhor jogador do século pela Globe Soccer Awards, em dezembro, ele conversou com a imprensa sobre seu filho, Cristiano Junior, e deixou escapar que não gosta da bebida açucarada. Cristiano Ronaldo é notoriamente meticuloso com sua dieta. ele praticamente só bebe água e faz seis pequenas refeições ao longo do dia, que quase sempre incluem frutas, vegetais e proteínas de frango e peixe, tudo preparado sem óleo.

06 abril, 2018

Meca, Arábia Saudita

Localizado em um vale arenoso a cerca de 50 milhas do Mar Vermelho (onde as temperaturas do verão podem chegar facilmente a 46º C), dificilmente é um destino convencional de férias. Seja como for, Meca é imperdível para os seguidores do Islã. É o local de nascimento do profeta Maomé e, por conseguinte, a cidade mais sagrada dos muçulmanos. Além disso, é um dos "Cinco Pilares" da religião, aquele que exige que seus seguidores cumpram um hajj (uma peregrinação a Meca), pelo menos uma vez em suas vidas, se isto for possível física e financeiramente. Mais de 2,5 milhões de peregrinos muçulmanos devotos se reúnem nessa cidade todos os anos.
O hajj ocorre no último mês do ano civil muçulmano, que é baseado em ciclos lunares (o que significa que suas datas mudam anualmente). Estando lá, os peregrinos seguem um padrão de deveres devocionais. Um desses, envolve circundar a Caaba, um prédio em forma de cubo, que se diz ter sido o primeiro lugar em que Maomé pregou, e o santuário mais sagrado do Islã. Além disso, as peregrinações incluem o ritual do beijo na Pedra Negra. Embora não seja um objeto formal de veneração islâmica (acredita-se que seja um meteorito) a Pedra Negra é reverenciada pelos peregrinos como um símbolo tradicional de Meca. De acordo com a lenda muçulmana, originalmente era uma pedra branca dada a Adão, depois que ele foi expulso do Paraíso, e que, desde então, tornou-se preta por absorver os pecados de todos aqueles que a tocaram ou beijaram.
Ao visitar a mesquita de Foz do Iguaçu, vi um grande monitor em uma parede mostrando ao vivo as cenas dos peregrinos dando voltas em torno da Caaba.

15 janeiro, 2015

A pena aplicada ao blogueiro Raif

Raif Badawi é um blogueiro da Arábia Saudita e foi condenado por criticar o governo monárquico da dinastia Saud, cuja família controla o poder e a economia do país, um estado islâmico.
A pena – não está escrito errado, não – é de mil chibatadas, "parceladas" em 20 sessões semanais de lambadas a serem cumpridas em praça pública.
Além de dez anos de cadeia.
Está marcado para amanhã o pagamento da "segunda parcela" da brutalidade, e a mulher de Raif, que fugiu para o Canadá com os filhos, teme que ele não resista aos novos ferimentos sobre as chagas abertas na semana passada.
Os governos ocidentais fizeram "protestos" pró-forma.
Ninguém retirou embaixador.
Ninguém ameaçou com sanções econômicas.
Os suprimentos de jatos, tanques e mísseis norte-americanos ao governo saudita segue em ritmo animador, armando o seu maior aliado na região.
Ninguém é Raif, porque Raif critica "o governo errado".
Não é a Yoani Sanchez, a blogueira cubana.