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17 novembro, 2025

Os alienígenas do mar

Ctenóforos, também conhecidos pelos nomes comuns de carambolas-do-mar ou águas-vivas-de-pente, são um filo de animais marinhos com distribuição natural cosmopolita nas águas oceânicas. Algumas de suas espécies mostram-se bioluminescentes. São superficialmente semelhantes às medusas por sua morfologia globosa, presença de uma mesogleia gelatinosa e pela transparência das suas membranas, embora estas semelhanças com as medusas representem mais uma convergência evolutiva do que um relacionamento filogenético próximo aos cnidários.
São algumas das criaturas mais estranhas da Terra. "Elas são os alienígenas do mar", disse Leonid Moroz, um neurocientista do Whitney Laboratory for Marine Bioscience em St. Augustine, Flórida.
Os ctenóforos pertencem ao ramo mais antigo da árvore genealógica animal. Eles se separaram dos ancestrais de todos os outros animais vivos há cerca de 700 milhões de anos e viajaram por seu próprio caminho evolutivo estranho desde então.
Um estudo publicado deixa claro que os cientistas mal começaram a entender a biologia bizarra destas criaturas. Pesquisadores descobriram que um par de águas-vivas-de-pente não relacionadas pode se fundir espontaneamente em um único corpo. Essa habilidade surpreendente não está apenas levantando mais perguntas sobre esses animais antigos, mas também dando pistas sobre a evolução do nosso próprio sistema imunológico.


"Isso abre uma caixa de Pandora — uma boa caixa de Pandora", disse o Dr. Moroz, que não estava envolvido na pesquisa.

Extraído de: When Two Sea Aliens Become One. in: The New York Times

27 outubro, 2016

Um peixe preso numa medusa


O fotógrafo Tim Samuel capturou a imagem deste pobre rapaz em Byron Bay, na Austrália.
Olhe para seu rosto.
Você já se sentiu sufocado em um relacionamento do qual você simplesmente não podia sair, mesmo podendo ver a liberdade a poucas polegadas de distância?
Este peixe, sim.

No reddit:
– Está apavorado. Eu nunca vi tal horror na cara de um peixe antes.
– Este peixe praticamente resume a minha vida.
– Querida, fiquei preso numa maldita água-viva.
– Ele não está preso. O peixe está apenas compartilhando um passeio com a medusa. As medusas são o Uber do mar.
– Isto pode ser o começo de uma nova relação simbiótica na natureza.
– Tudo tem um preço. A água-viva, às vezes, usa-o como lanche em troca da proteção que lhe dá.
– E se houver uma medusa dentro do peixe que está na medusa?
– A Disney em breve vai fazer um filme sobre isto.
– O título: Escondendo Nemo.

22 setembro, 2013

Jelly Jeff

De vez em quando, um personagem de desenho animado causa uma favorável impressão no público - e eu acho que pode ser o caso de Jelly Jeff. Ele é bonito, é laranja e ele é uma água-viva. Mas ele também é, coitado, meio infeliz e é constantemente incomodado por uma série de eventos, a maioria dos quais causados direta ou indiretamente por nós, humanos.
Este desenho de animação apresentando Jelly Jeff foi criado por Jacob Frey para o Festival Internacional de Stuttgart Trickfilm, como parte de seu trabalho de graduação na Filmakademie na mesma cidade, um das mais prestigiadas escolas de cinema e mídia na Alemanha, e que também goza de uma excelente reputação internacional.
Em vez de fazer um trailer único, ele optou por fazer uma série de vinhetas, inserindo entre elas mensagens de cunho ecológico.


02 setembro, 2010

Rumo à imortalidade

A salamandra, caso aconteça de perder uma das extremidades, tem a capacidade de criá-la novamente. O fenômeno é conhecido pelos biólogos e pelas pessoas em geral (muitas das quais insistem em provocar a tal perda para o sofrimento da salamandra).
Essa propriedade regenerativa é chamada de transdiferenciação e deve-se ao fato de que, na espécie, existem células que se transformam espontaneamente em células diferenciadas, as quais, por sua vez, reconstroem a parte amputada do corpo do animal.
Superiormente dotada do recurso da transdiferenciação do que a salamandra, a medusa Turritopsi nutricola (uma espécie de água-viva, mostrada na figura abaixo), apresenta uma capacidade de regeneração ilimitada. Regenera todo o corpo de forma sistemática, invertendo inclusive o processo de envelhecimento.


Eis o Santo Graal da biotecnologia no século XXI: a juventude eterna, a imortalidade. Mas, como tudo na vida, apresenta também um preço: a superpopulação. Segundo a Dra. Mary Miglietta, do Smithsonian Tropical Marine Institute, essas medusas imortais, um dia habitantes exclusivos das águas do Caribe, já se espalharam por todo os oceanos.

Bryan, Nelson. The world's only immortal animal. In: Yahoo! Green

Postagem 209 do Acta Pulmonale

30 dezembro, 2009

Acidentes acontecem

"Agora, que estou prestes a completar seis meses neste paraíso tropical, na distante Queensland, eu acho que fiz muito bem em ter evitado o contato com seres perigosos que fazem desta parte do mundo os seus lares. Eu evitei ser boxeado por um canguru, mordido por um tubarão, picado por uma aranha ou uma cobra, porém, em meus últimos dias aqui em Hamilton Island, fui atacado por uma minúscula criatura conhecida pelo nome de Irukandji (Carukia barnesi). Essa pequena água-viva (vista ao lado), de tamanho inferior ao de uma unha humana, e que abunda nas águas costeiras de Queensland, principalmente entre outubro e maio, pode causar nas pessoas a síndrome Irukandji.
Assim começa o relato de Ben Southall, em sua postagem de 29/12, no Island Caretaker Blog. Ben é o felizardo que se encontra nos últimos dias do "melhor emprego do mundo".
Lendo a postagem inteira (em inglês) você vai saber também como é a síndrome Irukandji, que esta água-viva pode provocar (numa descrição feita por um de seus contatos).