A criatura medonha a que se refere, segundo contam, vive no fim do mundo, que ninguém sabe bem onde é, mas costuma aparecer é nos sertões de Ceará e do Rio Grande do Norte. É o Labatut, um monstro gigante de patas redondas, cabelos revoltos, mãos compridas e pelos ásperos por todo o copo. No rosto, destacam-se as presas sobressalentes, que ficam para fora da boca, e o olho único no meio da testa. O bicho, como todos os outros, tem hábitos noturnos.
Essa entidade folclórica nasceu das memórias que os nativos tinham do General Pierre Labatut (também conhecido por Pedro Labatut), mercenário francês famoso pela violência contra os revoltosos no Nordeste, durante a Guerra da Independência do Brasil (1822 – 1824). Sua forma monstruosa foi adicionada pela imaginação nativa, que era fértil na composição de monstros animalísticos.
Busto do General Labatut, em Salvador – BA
Percorre as cidades em busca de comida quando a lua está no céu, por isso, como escreveu Martins de Vasconcelos, é preciso cuidar do silêncio: “O sair da lua, ele, que anda ligeiro, entrará pelas ruas num trote estugada, pairando às portas para ouvir quem fala, quem canta, quem assobia e quem ressonar alto e zás! Devorar!”
Percorre as cidades em busca de comida quando a lua está no céu, por isso, como escreveu Martins de Vasconcelos, é preciso cuidar do silêncio: “O sair da lua, ele, que anda ligeiro, entrará pelas ruas num trote estugada, pairando às portas para ouvir quem fala, quem canta, quem assobia e quem ressonar alto e zás! Devorar!”
Nenhum comentário:
Postar um comentário