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18 julho, 2013

O seixo Makapansgat

Cerca de 3 milhões de anos atrás, um ancestral dos seres humanos na África do Sul escolheu esta pedra e levou-a por pelo menos 4 quilômetros para uma caverna, onde foi descoberta por Wilfred Eizman em 1925. Este seixo, encontrado na caverna de Makapansgat, foi esculpido naturalmente pela correnteza de um rio da região.



Por que a criatura teria feito isso?
Possivelmente, porque reconheceu um rosto nas marcas naturais na superfície da pedra. Se assim foi, esta é a primeira evidência de um sentido estético na história e no patrimônio da humanidade.

25/07/2013 - Como reagiram os internautas à republicação desta nota no Luis Nassif Online:
Sabia que Joaquim Barbosa não me era estranho.
Durvaldisko
Se há 2 milhões de anos ainda éramos meio macacos, há três milhões mais ainda, com certeza emitíamos grunidos ao invés de fala, andávamos em posição corcunda, éramos em quase nada parecidos com o homem moderno, no entanto, fizemos arte, o que me leva a imaginar que a arte não evolui, se constituindo como atemporal. [...]
IV Avatar da Bacia do Parnaíba
Muito legal, Paulo. Lembrei dessa passagem de The Grisly Folk, de H. G. Wells:
"Talvez chegue o dia em que essas lembranças recuperadas poderão tornar-se tão vívidas como se houvéssemos, pessoalmente, lá estado e compartilhado da excitação e do medo daqueles dias primevos; poderá chegar o dia em que as grandes feras do passado, de um salto, recobrarão vida em nossa imaginação, quando, mais uma vez, andaremos por paisagens desaparecidas, estiraremos membros pintados que julgávamos convertidos em pó e, mais uma vez, sentiremos o calor do sol de um milhão de anos atrás."
Marcelo Vieira
Marcelo, que citação interessante. Vou contar então parte da minha história, quando tive uma espécie de revelação. Encontrava-me no trabalho, de plantão. Recolhi-me numa sala e dormi sobre um colchonete e um colega de trabalho fez o mesmo. Quando fechei os olhos tive um sonho que, até hoje, não me esqueço. Foi como viajar no tempo, há milhões de anos atrás. Vi-me em cima de um galho de uma árvore cujos galhos avançavam em direção ao infinito. Não era uma mata fechada, o que me proporcionou observar o infinito, em direção ao poente. Encontrava-me a sós. Naquele momento, tive a percepção do meu próprio corpo, quando vi que tinha uma forma de macaco, sendo que minhas mãos eram humanas. Levei as mãos ao ventre, não sei o motivo do gesto, naquele momento não percebi essa coisa de macho x fêmea, era um ser apenas. Olhei para o infinito e, pela primeira vez, tive a sensação da existência do espaço infinito e que estava tão distante de algum ponto de onde havia partido que minha reação foi gritar. Minha voz não saiu com desenvoltura porque a garganta estava ocupada por tecidos, cartilagens que, com o tempo, deixaram de existir. No dia seguinte, o meu colega que dormia ao lado me disse: Durante toda a noite você grugunhou feito macaco. Fiquei meio sem jeito, desconversei, mas eu sabia o que havia vivido, e como o meu colega poderia entender? Há coisas que é melhor não tentarmos explicar se não quisermos ser vistos como pirados.
IV Avatar da Bacia do Parnaíba
Belo sonho, Avatar. Tem momentos que se a gente tentar racionalizar, estraga. Acho que a mente humana está para o universo, assim como os pássaros estão para o ar. As vezes o melhor é abrir as asas e deixar que a poesia nos leve. Tô inspirado hoje.
Marcelo
Não quero desconfiar da data, mas que quem fez esse trabalho, superou tudo de precoce que eu conheço.
Teremos que estudar muito, mas muito mesmo, os nossos DNAs.
Avelino de Oliveira
Marcelo e Avatar, vocês hoje estão surpreendentes! Parabéns!
Marly

13 dezembro, 2011

O pecado original

O cartoon (que saiu no Bits and Pieces) tem um aspecto envelhecido. Chego a pensar que tenha sido desenhado na época em que a história aconteceu.


- Decidi ensiná-la a falar. Que mal pode haver nisso?
Itapiúna - CE

30 abril, 2010

Um tipo de dor de cabeça

Nos tempos pré-históricos, quando os hormônios sexuais de um homem alcançavam um certo nível, ele sabia o que tinha de fazer: sair à cata de uma mulher. O diabo é que muitos outros, em igual situação, seguiam o mesmo instinto. E a pândega, para ser resolvida, necessitava de uma farta troca de porretadas entre os pretendentes.
Declarado o vencedor do torneio, este se apresentava à fêmea. Só que ela, muitas vezes, não concordava com o resultado da disputa. E, por conta da insubmissão, recebia também a sua porretada. A seguir, era ela arrastada pelos cabelos em direção ao tálamo nupcial.
Esses métodos toscos de conquista e condução deixavam a mulher das cavernas com uma dor de cabeça danada. Apenas quando os mesmos foram abolidos é que o sintoma veio a desaparecer, acredita-se. Sim, veio a desaparecer para ressurgir, muito tempo depois, na cabeça da mulher moderna. Como o sintoma que, por excelência, a protege das relações sexuais indesejáveis. E esse ressurgimento da dor de cabeça na mulher é um exemplo notável de atavismo na espécie humana.
Contudo, um detalhe permanece sem resposta. Por que o homem das cavernas puxava a sua mulher pelos cabelos e não pelos tornozelos? Se os tornozelos parecem mais firmes e apropriados para as operações de carreto? Alguma motivo para isso, e que a mente do homem moderno não vislumbra, os nossos antepassados deviam ter.
É um assunto que deixo à consideração dos paleoantropólogos. Quando eles encontrarem a explicação, terei imenso prazer em ceder espaço no blog para que a exponham. PGCS