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23 maio, 2024

Lançamento de moedas

Um grupo de dezenas de matemáticos assumiu a tarefa de lançar 350.757 moedas ao ar e registrar os resultados para verificar como elas caem e qual é o efeito físico da matéria, em comparação com a previsão matemática de que deveriam cair 50 a 50%. Bem, as moedas têm 51% de chance de terminar da mesma forma que saíram da mão e 49% de chance de cair ao contrário. O resultado, que publicaram agora num trabalho com muitos detalhes, é contrário à intuição e ao que aplicamos nos modelos matemáticos.
A questão não deveria surpreender-nos, embora o faça porque desafia uma das regras da justiça universal do acaso que assumimos para o mundo que nos rodeia: num processo verdadeiramente aleatório, como um lançamento cara/coroa, os eventos são equiprováveis. Mas claro; O mundo não é um modelo matemático e o lançamento de uma moeda é um processo sujeito às leis da física, ao determinismo e a tudo o que isso implica, por isso seria de esperar que se comportasse como um sistema caótico e imprevisível... Ou não?
Os 48 matemáticos lançaram as moedas 350.757 vezes – de 46 denominações e países – e gravaram todos os lançamentos em vídeo para quem quiser examiná-las. Eles obtiveram uma probabilidade de 0,508 (~51%) de “o mesmo rosto a partir do qual foram lançadas” com intervalo de confiança de 95% [0,506, 0,509]. De passagem, confirmou-se a regra matemática de que se a face inicial não for levada em consideração (é aleatória) os resultados de “cara” ou “coroa” são distribuídos 50% (0,500). Os números de lançamentos e voluntários são recordes, até onde sabemos.
O venerável matemático Persi Diaconis vem trabalhando nisso há décadas e já explicou como encontrou uma explicação razoável:
Persi Diaconis expandiu o modelo padrão de lançamento de moeda propondo que quando as pessoas lançam uma moeda comum introduzem um pequeno grau de "precessão" ou oscilação, que consiste em uma mudança na direção do eixo de rotação ao longo da trajetória da moeda. De acordo com este modelo, a precessão faz com que a moeda fique mais tempo no ar com a face inicial voltada para cima . Conseqüentemente, a moeda tem uma probabilidade maior de cair no mesmo lado em que começou, o que poderia ser chamado de “viés do mesmo lado”.
Diaconis estimou esse viés ou diferença muito leve em 51%, o que agora foi confirmado com mais dados experimentais. Claro, eles também alertam que pode ter acontecido que os sujeitos do experimento tivessem consciência da hipótese que tentavam testar e se tornassem “melhores arremessadores” ao exagerarem no movimento de oscilação, e que isso influenciou os resultados. Eles estão investigando isso.
Em qualquer caso, 50,8% em comparação com os 50% teóricos pode não parecer muito , mas se apostar um euro “cara ou coroa” em 1.000 lançamentos, vendo a posição inicial da moeda quando ela sai do controle, a diferença média pode custar cerca de 19 euros, o que é mais do que o que você ganha em alguns jogos de cassino. Então não é tão ruim.

20 abril, 2023

Moedas com surpresas

Roman Booteen esculpe moedas com surpresas. Cada peça única que ele cria é uma obra de arte portátil que precisa ser vista (e manuseada) para acreditar. A quantidade de detalhes que Roman é capaz de esculpir em um pedaço de metal tão pequeno é incrível.
Cada qual com seu segredo!


Ele as vendeu por nada, entre $ 300 - $ 10.000. Elas valerão muito mais no futuro!

Do mesmo artista: Moeda pulsátil

06 julho, 2014

Moedas na Fonte

Pessoas em todo o mundo atiram moedas nas fontes enquanto fazem pedidos ou desejam a si mesmas boa sorte. Provavelmente, a fonte mais usada no lançamento de moedas é a Fontana di Trevi, tornada ainda mais popular por ter sido cenário dos filmes "Three Coins in the Fountain", estadunidense de 1954, e "La Dolce Vita", franco-italiano de 1964, do cineasta Federico Fellini, em que Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.
Diz a lenda que quem joga uma moeda nessa fonte (avaliem três) retorna a Roma, a cidade onde fica a famosa fonte.
Mas...
O que em geral acontece com as moedas que são atiradas nas fontes?
Moedas que expressam desejos de pessoas deveriam ficar para sempre nelas, certo?
Na verdade, essas moedas costumam ser removidas por equipes de limpeza.
Voltando à Fontana di Trevi. Em meados da década de 1980, numa só remoção a equipe de limpeza encontrou cerca de três milhões de liras de moedas.
Destino do dinheiro: as moedas italianas foram recolhidas ao cofre municipal para financiar a manutenção da fonte e as moedas estrangeiras foram para a Cruz Vermelha.

Vídeo


Estória
EM MIÚDOS

22 fevereiro, 2014

Moedas virtuais

Bitcoin: BCB esclarece sobre os riscos decorrentes da aquisição das chamadas “moedas virtuais” ou “moedas criptografadas”
1. O Banco Central do Brasil esclarece, inicialmente, que as chamadas moedas virtuais não se confundem com a “moeda eletrônica” de que trata a Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e sua regulamentação infralegal. Moedas eletrônicas, conforme disciplinadas por esses atos normativos, são recursos armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final efetuar transação de pagamento denominada em moeda nacional. Por sua vez, as chamadas moedas virtuais possuem forma própria de denominação, ou seja, são denominadas em unidade de conta distinta das moedas emitidas por governos soberanos, e não se caracterizam dispositivo ou sistema eletrônico para armazenamento em reais.
2. A utilização das chamadas moedas virtuais e a incidência, sobre elas, de normas aplicáveis aos sistemas financeiro e de pagamentos têm sido temas de debate internacional e de manifestações de autoridades monetárias e de outras autoridades públicas, com poucas conclusões até o momento.
3. As chamadas moedas virtuais não são emitidas nem garantidas por uma autoridade monetária. Algumas são emitidas e intermediadas por entidades não financeiras e outras não têm sequer uma entidade responsável por sua emissão. Em ambos os casos, as entidades e pessoas que emitem ou fazem a intermediação desses ativos virtuais não são reguladas nem supervisionadas por autoridades monetárias de qualquer país.
4. Essas chamadas moedas virtuais não têm garantia de conversão para a moeda oficial, tampouco são garantidos por ativo real de qualquer espécie. O valor de conversão de um ativo conhecido como moeda virtual para moedas emitidas por autoridades monetárias depende da credibilidade e da confiança que os agentes de mercado possuam na aceitação da chamada moeda virtual como meio de troca e das expectativas de sua valorização. Não há, portanto, nenhum mecanismo governamental que garanta o valor em moeda oficial dos instrumentos conhecidos como moedas virtuais, ficando todo o risco de sua aceitação nas mãos dos usuários.
5. Em função do baixo volume de transações, de sua baixa aceitação como meio de troca e da falta de percepção clara sobre sua fidedignidade, a variação dos preços das chamadas moedas virtuais pode ser muito grande e rápida, podendo até mesmo levar à perda total de seu valor.
6. Na mesma linha, a eventual aplicação, por autoridades monetárias de quaisquer países, de medidas prudenciais, coercitivas ou punitivas sobre o uso desses ativos, pode afetar significativamente o preço de tais moedas ou mesmo a capacidade de sua negociação.
7. Além disso, esses instrumentos virtuais podem ser utilizados em atividades ilícitas, o que pode dar ensejo a investigações conduzidas pelas autoridades públicas. Dessa forma, o usuário desses ativos virtuais, ainda que realize transações de boa-fé, pode se ver envolvido nas referidas investigações.
8. Por fim, o armazenamento das chamadas moedas virtuais nas denominadas carteiras eletrônicas apresenta o risco de que o detentor desses ativos sofra perdas patrimoniais decorrentes de ataques de criminosos que atuam no espaço da rede mundial de computadores.
9. No Brasil, embora o uso das chamadas moedas virtuais ainda não se tenha mostrado capaz de oferecer riscos ao Sistema Financeiro Nacional, particularmente às transações de pagamentos de varejo (art. 6º, § 4º, da Lei nº 12.685/2013), o Banco Central do Brasil está acompanhando a evolução da utilização de tais instrumentos e as discussões nos foros internacionais sobre a matéria – em especial sobre sua natureza, propriedade e funcionamento –, para fins de adoção de eventuais medidas no âmbito de sua competência legal, se for o caso.
Banco Central do Brasil
(repassado por Fernando Gurgel Filho)

05 dezembro, 2013

Músculos e moedas

Este vídeo mostra (quando há moedas na jogada) o quanto é possível controlar os músculos abdominais:



Palming
É uma técnica para segurar ou esconder um objeto na palma da mão. É usada com frequência por mágicos para ocultar a presença de uma moeda ou outro pequeno objeto. Quando feita com habilidade, a mão que contém o objeto escamoteado parece estar completamente vazia.

06 abril, 2011

Per ardua

Um aposentado comprou um carro em Jequié (365 km de Salvador) com 34 mil moedas de R$ 1, que diz ter reunido ao longo de sete anos.
“Foi um projeto árduo, mas já enfrentei coisas mais difíceis”,
declarou José Cardoso dos Santos, de 73 anos, ao iG.
O meio de pagamento causou surpresa aos funcionários da concessionária, que levaram duas horas para conferir o dinheiro. “No início foi aquele impacto, mas depois se entusiasmaram (sic)", disse o aposentado.
As moedas utilizadas no pagamento do carro estavam em seis sacos que pesaram em conjunto 238 quilos.

Thiago Guimarães, iG Bahia

13 dezembro, 2010

Moedas de Benin

Benin (país aqui já referido por causa de uma bandeira esquisita) comparece outra vez no blog. Agora é por conta de uma moeda.
O país africano lançou há pouco tempo uma série numismática dedicada às plantas mais famosas do mundo. Na nova série lançada, destaca-se a moeda de 100 francos, a qual tem como motivo a Cannabis sativa, a maconha.

blogdopg
Essa moeda, que vai ter valor legal em Benin, será provavelmente muito disputada por colecionadores (não apenas por colecionadores) de todo o mundo. A fim de ficar irresistível, uma das folhas gravadas na moeda recebeu uma pintura especial. É uma pintura que, segundo La Aldea Irreductible, libera o odor da planta representada. PG