Mostrando postagens com marcador choro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador choro. Mostrar todas as postagens

23 abril, 2025

Je vous salue, Choro

23 de abril, o Dia Nacional do Choro

"Odeon", em edição bilíngue
Música: Ernesto Nazareth
Letra: Vinicius de Moraes
Chanson: Georges Moustaki


Aurélie Tyszblat e Verioca Lherm, duas francesas que amam o Brasil

Relacionada: Je vous salue, Samba

04 agosto, 2024

Por que Nazareth chamava seus choros de tangos?

Quanto à origem da palavra "tango", uns acreditam que seja espanhola. Outros, por sua vez, afirmam tratar-se de alguma corruptela do verbo tanger (tocar), do latim "tangere", na primeira pessoa do singular no presente do indicativo: "yo tango" (ou "eu tanjo"). Já no Dicionário Aurélio a origem é africana, sendo os dois primeiros significados a ela atribuídos os seguintes: "espécie de pequeno tambor africano" e "a dança executada ao som deste instrumento".
(...) originalmente, o choro não constituía um gênero caracterizado de música popular, mas uma maneira de tocar, estendendo-se o nome às festas em que se reuniam os pequenos conjuntos de flauta, violão e cavaquinho. (José Ramos Tinhorão)
Ainda no decênio de 1880, Francisca Gonzaga viu impressos 18 tangos de sua autoria, nenhum choro e muito menos qualquer maxixe; corroborando-se, assim, com o que Tinhorão escreveu no parágrafo anterior.
Ernesto Nazareth há muito conhecia as designações "tango" e "tango brasileiro", principalmente por intermédio de Henrique Alves de Mesquita e Francisca Gonzaga; tendo sido Chiquinha, conforme averiguei em edições originais, o primeiro dos nossos compositores a publicar obras com a classificação de "tango brasileiro".
Porém, a partir do momento em que o gênero platino (relativo à região do rio da Prata) começou a dominar os salões parisienses, isso e a má vontade dos editores patrícios para com o nosso similar e a emergente popularidade dos maxixes e choros (já transformados em gêneros com características próprias), o "tango brasileiro" passou a ter os seus dias contados. Desde então, mesmo aqui no Brasil, "tango" só o argentino!... Nazareth, entretanto, continuaria fiel ao gênero por toda a vida; ainda que isso lhe rendesse muitos dissabores.
O que o brasileiro chamou um tempo de tango não tem relação com o tango argentino. É, antes, a habanera e a primitiva adaptação nacional dessa dança cubana. Também, aliás, conhecida por tango no Uruguay, pelo que informa Vicente Rossi em "Cosas de Negros". A contradição de que os tangos de Ernesto Nazareth possuem rítmica do maxixe e que este é que se dança com eles, não tem valor nenhum. As próprias habaneras são maxixáveis, desde que a gente lhes imprima andadura mais afobada. (Mário de Andrade)
Ernesto Nazareth foi o mais significativo representante do gênero, deixando-nos cerca de 88 títulos. A partir de 1940, alguns editores passaram a substituir nas partituras de Ernesto Nazareth, sem a complacência da família do músico, a classificação "tango" por "choro", termo somente utilizado por ele, em toda a sua obra, duas únicas vezes.
Em 1919, saiu editado pela Casa Carlos Gomes, "O despertar da montanha", "tango de salão", de Eduardo Souto, que chegou a alcançar grande sucesso e alguma repercussão no exterior. Talvez tenha sido, este, o último grande "tango brasileiro" publicado. Mas, para se ter idéia do quanto a maneira de interpretar o nosso gênero já se encontrava descaracterizada, era comum ouvir "O despertar..." com andamento de "tango argentino", o que aborrecia muito o autor.
Fonte: https://ernestonazareth150anos.com.br/chapters/index/16

30 maio, 2024

Expressões idiomáticas com a palavra "chorar"

“Chorar”: protestar ou reclamar de algo que é injusto.
“Chorar como um bebê”: chorar incontrolavelmente como uma criança pequena.
“Chorar por dentro”: manter as emoções e sentimentos dentro de si enquanto os esconde dos outros.
“Chorar sob comando”: Ser capaz de chorar à vontade ou sob demanda, normalmente para atuação ou performance.
“Chorar lágrimas de crocodilo”: choro falso ou insincero, normalmente para enganar ou manipular outras pessoas.
“Chorar pelo leite derramado”: lamentar ou ficar chateado por algo que não pode ser mudado ou desfeito.
“Chorar no ombro de alguém”: buscar conforto ou consolo de alguém durante um momento de turbulência emocional.
“Chorar rios de lágrimas”: chorar exageradamente (em inglês, “Cry rivers of tears”). “Cry me a river”: uma expressão de descrença ou ceticismo em relação às lágrimas ou demonstração emocional de alguém. 
“Chorar cortando cebola”: fingir que está emocionado para manipular a situação, fingir que está chorando.
“Chorar como um porco preso”: Gritar alto ou guinchar, também pode se referir a alguém chorando alto e inconsolável.
“Chorar de todo coração”: expressar emoções profundas em um choro intenso ou ficar profundamente magoado emocionalmente.
Concluindo:
As expressões idiomáticas para chorar fornecem uma maneira rica e matizada de expressar as emoções complexas associadas ao choro. Desde “lágrimas de crocodilo” até “chorar pelo leite derramado”, cada expressão retrata uma imagem única do que significa chorar e do contexto em que isso ocorre.
O choro é uma emoção humana natural e universal, e essas expressões fornecem uma forma de dar-lhe significado, profundidade e compreender como os outros podem se sentir. E lembre-se, não importa como você escolha se expressar, é importante permitir-se chorar quando necessário e buscar apoio quando se sentir sobrecarregado.
Esperamos que esta postagem do blog tenha-lhe proporcionado uma compreensão mais profunda das expressões idiomáticas para chorar e que você possa usá-las em suas conversas diárias para se expressar melhor.
(https://phrasedictionary.org/idioms-for-crying/)

03 março, 2024

Choro, Patrimônio Cultural do Brasil

Executado por conjuntos de bandolim, flauta, violão 7 cordas, pandeiro, cavaquinho e clarinete, em rodas por todo o país, o choro agora é Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão do registro deste gênero musical genuinamente brasileiro foi tomada na última quinta-feira (29), por unanimidade, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, presidido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Atualmente, além do choro, o Brasil tem outros 52 bens imateriais registrados como Patrimônio Cultural pelo Iphan, entre os quais o frevo, o samba, a roda de capoeira e o maracatu.
De acordo com o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o gênero teria nascido em 1870, na cidade do Rio de Janeiro, especificamente, em rodas de música nos bairros de Cidade Nova, Catete, Rocha, Andaraí, Tijuca, Estácio e nas vilas do centro antigo. E o termo choro, segundo o Iphan, viria da maneira chorosa de se tocar essas músicas, que seus apreciadores chamavam de "músicas de fazer chorar".
O choro conta com nomes de artistas que contribuíram para a sua popularização e preservação ao longo dos anos. Entre os nomes mais famosos por trás de suas melodias estão Joaquim Callado, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e os contemporâneos Paulinho da Viola, os irmãos Hamilton de Holanda e Fernando César, além de Reco do Bandolim, presidente do Clube do Choro de Brasília, fundado em 1977, e que criou, também em Brasília, a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, a primeira do gênero em todo o país.
Fonte: Agência Brasil (c/ acréscimos)


"Um a Zero", de Pixinguinha e Benedito Lacerda, interpretada por Fábio Torres, no piano, Paulo Paulelli, no contrabaixo, Edu Ribeiro, na bateria, Nailor Proveta, no clarinete, e Hamilton de Holanda, no bandolim (2017).

21 maio, 2022

Paraquedista


Segundo Ricardo Cravo Albin, "Paraquedista" foi lançado em 1946 pela Orquestra Tabajara, tendo sido José Leocádio (que foi membro da citada orquestra) o autor do choro-gafieira. E o cantor, compositor e sanfoneiro Waldick Soriano relançou-a pela "Chantecler" em 1962 (CH-3038). É a segunda faixa do lado 1 do LP "Sua Majestade a 8 baixos, com Waldik Soriano e seu Conjunto". 

Nos últimos dias, "Paraquedista" e "Seu Libório" (de 1936), esta outra de Braguinha e Alberto Ribeiro (https://youtu.be/P30utOB6Eck) andaram "chicleteando" em minha cabeça. Essas duas músicas apresentam trechos musicalmente coincidentes na segunda parte, quando elas mudam para a dominante do relativo menor. Apesar da repetição de suas linhas melódicas em vários compassos, não estou a afirmar que houve plágio musical.


27 fevereiro, 2018

O treinamento Lego

Quando você chora e a primeira lágrima vem do olho direito, é choro de alegria. Se a primeira lágrima vem do olho esquerdo, então é de dor.
Agora, quando você se põe a chorar com ambos os olhos ao mesmo tempo é porque acabou de pisar numa peça de Lego. 
Um cientista do lar inventou a solução para o problema.

02 fevereiro, 2018

Riso, choro e indiferença

"O que dá pra rir dá pra chorar." ~ Billy Branco
Atribui-se a Diógenes a teoria de que Heráclito não completou algumas de suas obras por causa de uma contumaz melancolia.
Mais tarde, Heráclito foi referido como o "filósofo chorando", em oposição a Demócrito, que ficou conhecido como o "filósofo rindo".
Na visão do satirista Juvenal:
"Vendo isso, então, você não elogia o sábio Demócrito por rir ... e o mestre da outra escola, Heráclito, por suas lágrimas?"
Eles foram considerados uma característica indispensável às paisagens filosóficas. Com base nisso, Montaigne propôs duas visões arquetípicas dos assuntos humanos, selecionando Demócrito para si mesmo.
Imagem: "Heráclito chorando, Demócrito rindo", afresco de Donato Bramante (1444 – 1514) transferido para tela. Pinacoteca di Brera, em Milão.
Os sábios recomendam unanimemente a busca da indiferença perante a opinião dos outros. Schopenhauer cita como exemplo o líder romano Mário. Um chefe bárbaro mandou desafiar Mário para um duelo. Sem ligar para o que os outros achariam de sua resposta, e muito menos para o que o próprio bárbaro pensaria, Mário mandou o seguinte recado: "Se você está entediado com a vida, que se enforque".

31 janeiro, 2018

Seu bebê chora muito durante a noite?

Tenha paciência.
Não faça como Jor-El e Lara que colocaram seu bebê em uma pequena nave rumo a um planeta distante. Junto com a gravação daquela história fantasiosa de que Krypton estava prestes a explodir.


28 abril, 2016

Acalmando o bebê em segundos

É como um milagre, só que ainda melhor
O Dr. Robert Hamilton, do Pacific Ocean Pediatrics, em Santa Monica, tem uma técnica para acalmar quase instantaneamente a maioria dos bebês quando chora.
Ele mostra o seu método em um vídeo no YouTube.
Como é a técnica
  1. Dobre os braços do bebê sobre o tórax.
  2. Prenda os braços enquanto segura o queixo do bebê com uma das mãos.
  3. Use a outra mão (dominante) para segurar por baixo o bebê.
  4. Balance-o levemente em um ângulo de 45 graus – a calma é instantânea!

A técnica funciona melhor em bebês de até 3 meses de idade e não funciona se o bebê estiver com fome ou doente.
Arquivo
A teoria do choro | Bebês chorando

23 abril, 2016

♪Sofres porque queres♪

Tango (ou choro) composto pelo mestre Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho) inspirado em... uma briga de casal! A gravação original foi dele próprio, à flauta, em 1917, ainda no processo mecânico ou acústico, Em 12 de junho de 1946, foi feito na gravadora Victor outro registro da música, fazendo parte de uma série de discos do flautista Benedito Lacerda (coautor aqui por acordo comercial), em dueto com o sax do "velho mestre" e lançado em setembro seguinte com o nº 80-0442-B, matriz S-078544. Fonte: Samuel Machado Filho
Em 1949, Isaura Garcia gravou-o cantado:
http://www.kboing.com.br/isaura-garcia/1-1012699/
Aqui, "Sofres porque queres" na execução do regional cearense "Cordas Que Falam", em uma apresentação na Rádio Universitária FM:



A 23 de abril (data de nascimento de São Pixinguinha) comemora-se o Dia Nacional do Choro.

O que é sofrência
É um neologismo da língua portuguesa, formado a partir da junção das palavras "sofrimento" e "carência", que possui um significado similar ao da expressão popular "dor de cotovelo".
A "sofrência" pode ser entendida como um estado de espírito, quando alguém se sente desiludido e triste por causa de um amor não correspondido, uma decepção amorosa ou uma traição. É também o ato de sofrer continuamente, de uma maneira depressiva e lastimável.
A palavra ganhou notoriedade nacional graças ao cantor baiano Pablo, que pretende fazer de "sofrência" um gênero musical.
https://youtu.be/qaozmx_tc88
https://youtu.be/jOmfuS1LznU

19 outubro, 2015

Bebês chorando

Os bebês deveriam aprender a chorar em silêncio, abafando seus soluços em seus travesseiros, como os adultos fazem todas as noites. ~ Dave Pacheco

A teoria do choro

16 dezembro, 2013

Posso chorar no espaço?

Você pode chorar no espaço, mas não é recomendado
Robert Frost treina astronautas da NASA. No Quora, ele respondeu uma questão interessante sobre o que acontece quando os astronautas choram:
"Certamente, isso acontece", diz Frost. "Mas é muito desconfortável. Sem a ajuda da gravidade para fazer as lágrimas fluírem pelo rosto, elas se aglomeram feito uma bola em torno de seus olhos".
Mas há uma antiga solução da Johnson e Johnson para o problema.
(post não patrocinado)


12 dezembro, 2009

"Treze de dezembro"

Não é só um dia do ano (hoje, por sinal), é também uma canção.
Um belíssimo choro que foi composto por Luiz Gonzaga e Zé Dantas; e que recebeu letra (um presente que quase matou de emoção o nosso Gonzagão) do compositor Gilberto Gil.
No vídeo: uma execução - cinco estrelas - dos sanfoneiros Rodolf Forte e Marcos Farias.



Mas... o que significa esse "Treze de dezembro"?
Não é pouca coisa. Foi o dia em que nasceu Luiz Gonzaga.
P.S.>
Conheci Rodolf Forte a um mês exato. Tocou num evento promovido pela Prefeitura de Caucaia - CE. É cearense, maestro, um grande acordeonista e atualmente exerce o cargo de secretário de cultura de Guaiuba - CE. Falou-me que Marcos Farias (o outro instrumentista do vídeo) é filho do sanfoneiro Abdias e de Marinês, a cantora de "Marinês e sua Gente". E uma busca na internet diz que Marcos Farias é maestro pela Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro e afilhado de Luiz Gonzaga na pia batismal. Afilhado de verdade, portanto.