Fica a lição: emergir sensualmente de uma piscina não é tão fácil quanto parece.
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15 março, 2014
Através de filmes dos anos 80
Um cara persegue a garota de seus sonhos através de filmes de sucesso da década de 1980.
Fica a lição: emergir sensualmente de uma piscina não é tão fácil quanto parece.
Fica a lição: emergir sensualmente de uma piscina não é tão fácil quanto parece.
03 outubro, 2009
O Armário
Marcelo me liga para informar que a coletânea "Ressonâncias", a ser editada pela Sobrames - Ceará, já se encontra à disposição dos autores para a revisão dos textos. Sendo o autor de um deles (o conto "O bingo das pedras frias"), dirijo-me à Expressão Gráfica, na Aldeota, onde o livro será impresso, com a finalidade de revisar o que escrevi.
Situada na rua João Cordeiro, a gráfica fica exatamente ao lado de um estacionamento de carros, o qual vem sendo utilizado pelos clientes de um restaurante que funciona na esquina dessa rua com a avenida Santos Dumont.
Uma placa naquela área descoberta diz se chamar "Estacionamento o Tronco do Sapoti".
Veio-me então à memória o tempo em que ali existiu o Armário. Um bar simples e despojado que, nos primeiros anos da década de 1980, foi muito frequentado pelos boêmios de nossa cidade. Em suas mesas, deixei-me ficar inesquecíveis horas, conversando e ouvindo canções, na companhia de grandes amigos. O cardiologista Vladimir Morais (falecido), sua futura esposa Lúcia Bessa, Lucíola Rabelo, Wilson Medeiros e tantos outros. E o frondoso sapotizeiro (atualmente bem carregado) que assistia a nossos papos ainda está lá, por sinal.
Não dispondo aquele point de uma carta de tira-gostos, era comum o grupo "fazer uma base" no Jairo's. Uma base alimentar (digamos assim), em que forrávamos os estômagos com pedaços de pizzas no Jairo's, antes de irmos drincar no Armário. Poucos passos separavam as duas casas, e o Jairo's, como é do conhecimento geral, ainda teima em sobreviver.
Os irmãos Armando e Mário (daí o nome "Armário" do bar) eram os seus proprietários. E, pelo que ainda se conta, um deles não conseguiu resistir aos encantos de uma famosa cantora da Jovem Guarda numa de suas temporadas em Fortaleza. Desse affaire resultando o fim de um casamento, de uma sociedade comercial em família e, obviamente, do próprio bar.
03 janeiro, 2009
Rhuinas
Na década de 1980, existiu na Praia do Futuro um restaurante de nome Rhuinas.
Bastante espaçoso, o restaurante tinha uma parte ao ar livre que dava para a avenida Zezé Diogo e outra, nos fundos, que dispunha de cobertura.
A decoração do restaurante incluía umas estruturas incompletas de alvenaria com o propósito de dar a impressão de um imóvel em ruínas.
Não sei ao certo quem eram os proprietários. Penso terem sido um homem, procedente de algum país europeu, e sua mulher, uma brasileira loura e que aparentava uns trinta e cinco anos. Ela, por vezes, interrompia os afazeres com o Rhuinas para subir ao palco e cantar músicas francesas.
Um trio musical (na linha dos sambas-canções e boleros, e que lembrava o Trio Irakitan) tocava à noite no restaurante. E um de seus componentes era o Carlinhos Patriolino, um multiinstrumentista que ainda está na ativa em Fortaleza. Na época do Rhuinas, Patriolino, apesar de muito jovem, já se destacava pelas baixarias que tirava do violão.
Uma particularidade dessa casa noturna eram as placas colocadas em suas paredes. Com nomes de praças, avenidas e ruas, que nunca existiram em nossa cidade. Homenagens que o Rhuinas prestava a seus principais frequentadores.
Eu fui um deles, acho, mas não puseram lá o meu nome num mísero beco.
Um dia, porém, o Rhuinas teve o destino que o nome previa.
26 agosto, 2007
Santiago Drinks
Em Fortaleza dos anos 80, funcionou no térreo do edifício Marinho de Andrade, na Avenida Beira-Mar, este barzinho do Otávio Santiago.
Um dos seresteiros mais conhecidos da cidade, naquela época, Santiago montou uma casa noturna onde recebia os amigos e os admiradores de sua voz. Uma voz belíssima, a serviço da seresta tradicional, ao tempo em que eram ainda assíduas as canções de Silvio Caldas, Francisco Alves e Orlando Silva.
No Santiago Drinks, nem sempre ele estava em seu ofício de cantar. Costumava ficar atrás de um pequeno balcão, a conversar com amigos, embora fizesse periódicas interrupções em sua prosa – sabia identificar os momentos certos – para interpretar uma ou várias canções. Na maior parte do tempo, eram os próprios freqüentadores da casa que a mantinham sob o clima musical. Pois, em suas mesas, cantores e instrumentistas (geralmente violonistas) estavam sempre a postos para mostrar a arte.
O bar era modesto e pouco espaçoso, apesar do truque dos bancos colocados nas paredes (e estas com uma mostra permanente de fotografias de cantores e compositores brasileiros). Ocupava uma sala comercial, e dispunha de umas poucas mesas além do já citado balcão do Santiago, atrás do qual ficavam também as bebidas. Um ajudante dele é que se encarregava de levá-las até as mesas, conforme fossem solicitadas. Não tinha o bar qualquer serviço de cozinha. E era a esse ajudante a quem eu também recorria, quando ao passar das horas a fome apertava, para me trazer algum repasto de uma delicatessen próxima. Recompensando-o, ao fechar a conta, pelo serviço externo prestado.
No barzinho do Santiago, a mais inesquecível das noites foi acontecer em um meio de semana. Quando se deu, ao acaso, um encontro musical do Canhoto da Paraíba com o cearense Zivaldo Maia, dois virtuoses do violão. Num cordial enfrentamento de cordas que só fez bem à música popular brasileira.
No onividente YouTube encontrei este vídeo caseiro. Registra Otávio Santiago cantando na festa de aniversário dos 85 anos do maestro Mozart Brandão.
Um dos seresteiros mais conhecidos da cidade, naquela época, Santiago montou uma casa noturna onde recebia os amigos e os admiradores de sua voz. Uma voz belíssima, a serviço da seresta tradicional, ao tempo em que eram ainda assíduas as canções de Silvio Caldas, Francisco Alves e Orlando Silva.
No Santiago Drinks, nem sempre ele estava em seu ofício de cantar. Costumava ficar atrás de um pequeno balcão, a conversar com amigos, embora fizesse periódicas interrupções em sua prosa – sabia identificar os momentos certos – para interpretar uma ou várias canções. Na maior parte do tempo, eram os próprios freqüentadores da casa que a mantinham sob o clima musical. Pois, em suas mesas, cantores e instrumentistas (geralmente violonistas) estavam sempre a postos para mostrar a arte.
O bar era modesto e pouco espaçoso, apesar do truque dos bancos colocados nas paredes (e estas com uma mostra permanente de fotografias de cantores e compositores brasileiros). Ocupava uma sala comercial, e dispunha de umas poucas mesas além do já citado balcão do Santiago, atrás do qual ficavam também as bebidas. Um ajudante dele é que se encarregava de levá-las até as mesas, conforme fossem solicitadas. Não tinha o bar qualquer serviço de cozinha. E era a esse ajudante a quem eu também recorria, quando ao passar das horas a fome apertava, para me trazer algum repasto de uma delicatessen próxima. Recompensando-o, ao fechar a conta, pelo serviço externo prestado.
No barzinho do Santiago, a mais inesquecível das noites foi acontecer em um meio de semana. Quando se deu, ao acaso, um encontro musical do Canhoto da Paraíba com o cearense Zivaldo Maia, dois virtuoses do violão. Num cordial enfrentamento de cordas que só fez bem à música popular brasileira.
No onividente YouTube encontrei este vídeo caseiro. Registra Otávio Santiago cantando na festa de aniversário dos 85 anos do maestro Mozart Brandão.
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