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26 setembro, 2025

Mas um dia...

Que dia, meus leitores!
A censura do Cine Familiar deixou passar um filme que o menino aqui quase não acreditou. Com Cleópatra sendo entregue ao imperador romano embrulhada num tapete (o Sedex da época). Com a beldade egípcia nua em pelo, digo, em película como foi constatado ao abrir César o presente.
Mas acho que isso só aconteceu no Cine Familiar por que se tratava da cena final.
O bonequinho viu e aplaudiu.

Romances, pinturas, séries e filmes nos transmitiram a popular imagem de Cleópatra saindo de um tapete, mas na verdade isso se deve a um erro na tradução, feita em 1770, da obra de Plutarco.


O que o historiador grego registrou:
Cleópatra, com apenas um dos seus amigos com ela, Apolodoro, o siciliano, embarcou em um pequeno barco e chegou ao palácio quando já estava anoitecendo.
Como não parecia haver outra maneira de entrar sem ser vista, ela entrou dentro de um saco (de dormir?). E, depois de amarrar o saco, Apolodoro levou-a para César.
Este pequeno truque de Cleópatra, que mostrava à primeira vista a sua impudícia provocante, diz-se que foi a primeira coisa que cativou César. (Vidas, César, Capítulo 49)
Parece que ela e César sentiram uma afinidade instantânea e, na manhã seguinte, quando Ptolomeu XIII chegou para se encontrar com César, este e Cleópatra já tinham chegado a um acordo.

13 março, 2008

Lançamento de livro

Nossos amigos e conhecidos estão sendo convidados para a solenidade de lançamento do livro "Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores", escrito por Marcelo Gurgel em homenagem ao Bairro de Otávio Bonfim. A obra e Marcelo (que completa hoje 55 anos de idade e de quem sou irmão) serão por mim apresentados.

Local: Centro de Formação Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora das Dores (antiga sede do Cine Familiar).

Data: 13/03 (hoje), às 19h30.

Não haverá vendas de exemplares, mas, de bom grado, aceita-se a doação de cestas básicas e produtos de cama e mesa, para a distribuição aos carentes assistidos pelas Pastorais da Criança e do Idoso em Otávio Bonfim.

09 março, 2008

Otávio Bonfim


"Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
(...) E assim, chegar e partir"
(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Um caso peculiar o nome deste bairro em Fortaleza, assim chamado por causa de uma estação da Rede Viação Cearense (RVC). Inaugurada no bairro em 31 de dezembro de 1922, com o nome de Otávio Bonfim (em homenagem a um engenheiro da RVC), a estação era a primeira parada do trem que, partindo da Estação Central de Fortaleza, fazia o percurso para o Crato.
Não demorou muito, o nome da estação ferroviária passou a ser também o nome do bairro. Um dia, porém, autoridades municipais mudaram o nome do bairro para Farias Brito: uma designação - oficial - que não “pegou”. Mas que serve de aviso para não se subestimar a "inércia mnemônica" de uma população, lá isso serve.

Estação Ferroviária Otávio Bonfim
Desenho a bico-de-pena do artista Tarcisio Garcia

02 março, 2008

"Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores"

Já concluído o novo livro do médico e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Trata-se de “Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família”. Um livro com o qual o meu irmão homenageia Otávio Bonfim, o bairro de Fortaleza em que nós, os Gurgel Carlos, vivemos por cerca de cinco décadas.
Com o lançamento previsto para 13/03, às 19h30, no Centro de Formação Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora das Dores (antiga sede do Cine Familiar), a obra em epígrafe vem a ser uma importante contribuição literária de Marcelo Gurgel à preservação da memória do mencionado bairro.
Até lá tornarei a escrever sobre o assunto.