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24 abril, 2020

Os Cysnes

«Na palavra lagryma, (…) a forma do y é lacrymal; estabelece (…) a harmonia entre a sua expressão graphica ou plastica e a sua expressão psychologica; substituindo-lhe o y pelo i é offender as regras da Esthetica. Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mysterio… Escrevel-a com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformal-o numa superficie banal.»
Estas linhas de Teixeira de Pascoaes foram vertidas na revista A Águia n.º 5, de 1 Fevereiro 1911, como manifestação de repulsa pelas normas da Reforma Ortográfica de 1911.

Esqueceu-se Pascoaes de citar (ou não o quis fazer) as palavras lyrio e cysne. Em lyrio, no y é que se concentra toda a grácil e clara beleza daquela flor, na haste! E como o y de cysne imita o longo e recurvo pescoço da ave, nadando no "manso lago azul" do poeta Júlio Salusse!

Os Cysnes
Júlio Salusse (1872-1948)

A vida, manso lago azul, algumas
vezes, algumas vezes mar fremente,
tem sido para nós, constantemente,
um lago azul, sem ondas, sem espumas.

E nele, quando, desfazendo brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
nós dois vogamos indolentemente
como dois cysnes de alvacentos plumas.

Um dia, um cysne morrerá por certo.
Quando chegar esse momento incerto
no lago, onde talvez a água se tisne,

- que o cysne vivo, cheio de saudade,
nunca mais cante, nem sozinho nade,
nem nade nunca ao lado de outro cysne.

13 abril, 2020

Hino Nacional Brasileiro: do contexto em que foi composto à sua reforma no período republicano

A música do Hino Nacional, isto é, a sua parte instrumental, foi composta pelo maestro Francisco Manuel da Silva (1795-1865), então membro da Imperial Academia de Música. Esse maestro era profundamente ligado ao movimento de oposição ao reinado de D. Pedro I, bem como à influência que muitos portugueses que viviam no Brasil exerciam sobre o Império. Quando, em 7 de abril de 1831, motivado por pressões políticas diversas, D. Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho, aqueles que eram contrários ao seu regime festejaram enormemente o ocorrido. O maestro Francisco foi um deles.
O maestro, assim como muitos outros brasileiros do período, acreditavam que o governo da Regência e o futuro imperador, o menino Pedro de Alcântara, nascido no Brasil (e não lusitano, como o pai), seriam opções melhores para a nação. Um poeta da época, Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, escreveu um poema que foi quase que imediatamente acrescentado à música de Francisco. Na letra de Ovídio, era possível perceber o tom antilusitano e a esperança na Regência e no futuro imperador.
Assim sendo, a música de Francisco e a letra de Saraiva foram executadas pela primeira vez em 13 de abril daquele mesmo ano, na cidade do Rio de Janeiro.
Com a Proclamação da República, em 1889, alguns dos membros do golpe deflagrado contra o Imperador D. Pedro II solicitaram a composição de um novo hino nacional, que tivesse a ver com o novo contexto político do país. Ocorreu que, do concurso feito para se eleger o novo hino, a música eleita desagradou fortemente o então presidente Deodoro da Fonseca, que abandonou a ideia e preservou a música de Francisco Manuel da Silva como Hino Nacional.
Em 1906, já no governo de Afonso Pena, outro maestro, chamado de Alberto Nepomuceno, membro do Instituto Nacional de Música, propôs ao presidente da República uma reforma da música de Francisco Manuel. Afonso Pena autorizou a reforma e, para complementar, um concurso para eleger uma nova letra para o hino foi feito. O vencedor do concurso foi Osório Duque-Estrada (1870-1927), poeta e professor. A letra de Duque-Estrada foi combinada com a reforma instrumental que Nepomuceno fez na música de Francisco. Assim, nasceu o Hino Nacional tal como o conhecemos hoje.
Essa nova versão do hino, que prevalece ainda nos nossos dias, só foi oficializada em 1922, no centenário da Independência.
Claudio Fernandes

Extraído de: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/hino-nacional.htm

25 agosto, 2015

O aumento do número de ministérios nos últimos governos

O governo anunciou nessa segunda-feira (24) uma reforma administrativa para cortar gastos. Os planos incluem o fim de dez ministérios e o corte de mil cargos de confiança.
Em 1985, no governo José Sarney, eram 25 ministérios. O governo Fernando Collor reduziu para 16. Itamar Franco aumentou para 23. Fernando Henrique deixou o governo com 32 ministérios. O presidente Lula, com 37. E o governo da presidente Dilma tem atualmente 39 ministérios.

Só para comparar: o governo do Estado de SP tem atualmente 25 secretarias.


Fonte: TV Globo, Jornal Nacional, edição de 24/08/2015
Reportagem: Governo anuncia planos de eliminar 10 dos 39 ministérios
LINK http://glo.bo/1MJO1iP

Observe o leitor como os últimos governos federais aumentaram o número de seus ministérios com relação ao número de ministérios do governo imediatamente anterior:
Itamar: +7 (44 por cento)
FHC: +9 (39 por cento)
Lula: +5 (16 por cento)
Dilma: +2 (5 por cento)

14 janeiro, 2015

Uma reforma na fachada


Quando fizeram uma reforma no exterior da Academia Médica de Tver, na Rússia, os trabalhadores da construção civil aproveitaram para resolver um antigo problema estrutural, fazendo passar os cabos elétricos através da fachada.

Slideshows do PG - Apresentação 353

31 dezembro, 2012

A reforma das constelações

Uma constelação é um grupo de estrelas que forma um padrão particular. A esfera celeste é
tradicionalmente dividida em 88 constelações, organizadas para que se assemelhassem a seres da mitologia grega. E todas têm nomes em latim.
Estes descritores arcaicos e os mitos a que estão associados têm pouco sentido para a juventude de hoje. Adolescentes têm dificuldade em se relacionar com objetos desatualizados como harpas, pastores e cavalos voadores. Daí a necessidade de uma reforma das constelações.
Como eles são apaixonados por modernidades como carros, computadores e coffee shops algumas ideias já "cintilam" a respeito.
Nessa reforma das constelações, Taurus seria substituído por uma guitarra, Gemini, por um telefone celular, Leo, por uma motocicleta, e assim por diante.
Seria uma forma de atrair os jovens para a astronomia.

Constellation Reformation by Ursula Majors. In: Annals of Improbable Research

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Um presente durável e As constelações não existem