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18 julho, 2026

Sagas nórdicas

Erling Haaland, ao lado do pai Alf-Inge, comprou a edição impressa de 1594 das "Sagas dos Reis" (também conhecida como Heimskringla). O raro exemplar de quase 430 anos, que detalha a história dos antigos reis nórdicos e guerreiros vikings, custou 1,3 milhão de coroas norueguesas (cerca de R$ 700 mil), tornando-se o livro mais caro já vendido na Noruega.
Após adquirir a obra do poeta e historiador islandês Snorri Sturluson, Haaland doou o volume para a biblioteca pública de sua cidade natal, Bryne. Ele exigiu que o livro ficasse permanentemente em exposição para acesso público e que fosse integrado a um projeto de incentivo à leitura nas escolas locais.

Imagem gerada por IA, via ge.globo.com

16 outubro, 2021

Marrom Múmia

Há mais de 100 anos, o historiador de artes Edward Waldo Forbes iniciou uma busca mundial por cores. Com mais de 3.000 amostras de materiais (entre pós, insetos, plantas e outras fontes), Forbes conseguiu montar uma coleção inigualável de pigmentos, como se fosse uma biblioteca de cores, hoje conhecida como The Forbes Pigment Collection. O acervo pertence ao Harvard Art Museums, e traz estudos de corantes de todas as tonalidades, incluindo matizes metálicas e fluorescentes.
Marrom Múmia
As antigas múmias foram usadas para o reaproveitamento do linho, sua transformação em papel e até como, digamos, combustível fóssil. Sua transformação em pigmento talvez seja o reuso mais místico – sim, a etiqueta da amostra ao lado identifica: "Pigmento betuminoso de múmias embalsamadas com asfalto", e foi produzida prensando corpos mumificados. Sua origem advém de diversos experimentos realizados em uma busca obsessiva pelo belo e distinto marrom dos mestres Rembrandt e Ticiano.
No entanto, até onde os químicos de arte sabem, não foram identificadas pinturas que usaram o Marrom Múmia – há apenas histórias e amostras, como a da coleção. A busca continua, pois atualmente a equipe do Museu está examinando uma pintura de Juan Pantoja de la Cruz, pintor da corte espanhola, antes de Diego Velázquez, que afirmou em seus diários haver usado o Marrom Múmia em sua obras.

Fonte: A breve história (louca) por trás das 8 cores mais raras do mundo, FTC

TudoPorEmail informa que essa cor foi descontinuada em 1964, quando o fabricante ficou sem o "ingrediente principal".

16 julho, 2018

O Lápis da Natureza

O primeiro livro ilustrado com fotografias, "The Pencil of Nature" (O Lápis da Natureza), foi publicado em Londres, entre 1844 e 1846, em seis tiragens. Em suas páginas, o autor William Henry Fox Talbot anunciava "o inicio de uma nova arte" e mostrava suas potenciais aplicações em ciência e tecnologia.
A citação de Virgílio escolhida para a página de título do livro (ao lado) mostra claramente que Fox Talbot estava ciente do significado desse trabalho:
"É um prazer ser o primeiro a atravessar uma montanha".
Special Collection Feb 2007, Universidade de Glasgow

Apenas quinze exemplares originais de "The Pencil of Nature" ainda estão preservados. O livro em arquivo PDF, no Projeto Gutenberg.

Bônus: Lápis x Câmera (slideshow)

31 janeiro, 2018

A Superlua Azul de Sangue

Uma raridade que aconteceu pela última vez há 152 anos!


A Lua Azul é só um nome e não gera um efeito visível.
A Superlua se refere à Lua cheia no ponto mais próximo em sua órbita ao redor da Terra. Essa proximidade faz com que a Lua aparente ter um tamanho maior e ser mais brilhante. Quando a Lua está de 10 a 15% maior, a mudança é considerável e visível a olho nu.
E o eclipse é o resultado do alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua.  Os observadores do eclipse veem uma grande Lua de cor avermelhada, chamada de "Lua de Sangue". Isso, explicam os especialistas, se deve ao efeito da atmosfera terrestre. O Brasil não esteve na parte da Terra em que este eclipse foi visto.
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P.S. Deus, imaginei que éramos Júpiter com seus 67 satélites naturais. No Twitter, 99,99% das postagens falavam de luas.