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18 fevereiro, 2018

Lobachevsky é o nome dele

"Quem me fez o gênio que sou hoje
o matemático que outros citam?
Quem é o professor que me fez dessa maneira
o maior que já pegou giz no casaco?
Um homem merece o crédito.
Um homem merece a culpa.
E Nicolai Ivanovich Lobachevsky é o nome dele, oi!"

"Lobachevsky" é uma canção humorística de Tom Lehrer que faz referência ao matemático russo Nikolai Lobachevsky. De acordo com o autor, que é também matemático, a música "não se destina a uma insinuação sobre o personagem". Um dos criadores da geometria não euclidiana, Lobachevsky é também chamado de "Copérnico da Geometria" devido ao caráter revolucionário de seu trabalho. E o nome foi escolhido "apenas por razões prosódicas", ponto.
Lehrer canta esta música do ponto de vista de um matemático russo preeminente que aprendeu, com Lobachevsky, que o plágio é o segredo do sucesso em matemática (embora acrescentando: "apenas certifique-se de sempre chamá-la, por favor, pesquisa"). O narrador posteriormente usa essa estratégia para obter um artigo publicado antes de um rival, depois para escrever um livro e ganhar uma fortuna vendendo os direitos para o cinema.
A canção é parte de "The Physical Revue", uma revista musical (1951-1952) de Lehrer e de alguns outros professores. Na versão inicial, Ingrid Bergman protagoniza o papel de hipotenusa, em "The Eternal Triangle", um filme supostamente baseado no livro do narrador. Foi gravada novamente em "Revisited" (álbum Tom Lehrer), com Brigitte Bardot como hipotenusa. Uma terceira gravação foi incluída no "Tom Lehrer discovers Australia" (e vice-versa), um álbum ao vivo gravado na Austrália, em que Marilyn Monroe foi hipotenusa. Uma quarta gravação foi feita em 1966, quando "Songs" de Tom Lehrer foi reeditada em estéreo, com Doris Day como hipotenusa.
A canção é frequentemente citada, especialmente nos trabalhos sobre o plágio. Escrevendo sobre ela na Billboard, Jim Bessman considerou a canção "deslumbrantemente inventiva em sua incalculável promoção de plágio" e destacou a sequência em que Lehrer acumulou rimas com os nomes de dez cidades russas.
Fontes
https://en.wikipedia.org/wiki/Lobachevsky_(song)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tom_Lehrer
http://www.guntheranderson.com/v/data/lobachev.htm
http://pballew.blogspot.com.br/2018/02/on-this-day-in-math-february-12.html#links
https://www.youtube.com/watch?v=U-nI1oUeDjs (RHAPSODY HUNGARIAN NO.2 (FRISKA))



Não é brilhante que esta música tenha sido copiada de outras músicas? Como é inteligente e sutil esse cara que plagia parte de uma música para fazer uma canção sobre plagiar.
https://youtu.be/U-nI1oUeDjs

25 setembro, 2017

Dando trela a uma tela

Uma curiosidade é a famosa tela de Pedro Américo retratando a cena do Ipiranga, pois hoje sabe-se que quase tudo nela representado é falso e que se constitui num plágio da pintura "1807, Friedland" (que retrata a vitória de Napoleão Bonaparte na batalha de Friedland), de Ernest Meissonier. Veja no link abaixo como as telas do Ipiranga e de Friedland são muito semelhantes:
Pedro Américo já tinha sido acusado anos antes de ter copiado a "Batalha de Montebelo", de Appiani, para fazer a sua "Batalha de Avaí".
Embora menos espetacular, existe uma obra que retrata com um pouco mais de realismo a cena do Ipiranga e que não é muito badalada: a tela de François-René Moreaux, intitulada "Proclamação da Independência", pintada em 1844 (a pedido do Senado Imperial), que está no Museu Imperial, em Petrópolis.
Os grifos são nossos.
Cadê meu Imosec?! por Celso Serqueira. In: Mapas Antigos, Histórias Curiosas!

Ver também: O plágio de nossa bandeira.

18 dezembro, 2010

Balançando o palanque

Uma das postagens do EntreMentes tem o título de "Palanque". Foi publicada no blog em 23 de abril de 2010. Na verdade, é apenas o início de uma crônica com uma ilustração a ela relacionada. Para ler o texto completo, o leitor precisa clicar num link que inseri na postagem. Ao fazê-lo acessa o Preblog, no qual publico meus textos mais antigos.
Essa crônica "Palanque" tem já uma longa história nas mídias eletrônica e impressa.
23/10/10 - Publicada no EntreMentes
11/12/09 - Publicada no Preblog
Agosto/1994 - Publicada no jornal "O Povo"
30/07/94 - Publicada no jornal "Diário do Nordeste"
Dezembro/1989 - Publicada no "JAMB"
15/07/89 - Publicada no "POVO CULTURA".
Uma prova de que, como diz o provérbio, o diabo esconde os chifres mas não esconde o rabo. Pois a tal crônica é do tempo em que a blogosfera não existia! E, assim como ela, há outros textos e imagens de EntreMentes que Olívio Sampaio pôs em seu enxovia cibernética. Precisam sair de lá.


A propósito
A ilustração acima, além de trazer a cópia de "Palanque" feita por ele (imagino o seu trabalho de copiar e colar), mostra uma foto de Olívio Sampaio. É como ele gosta de aparecer em seu blog, tendo ao fundo os equipamentos que utiliza para fazer o "back-up" de EntreMentes. O diacho é que ele não consegue se conter e sai logo publicando as minhas postagens - SEM FAZER AS CITAÇÕES DE FONTE E AUTOR!!!


Post scriptum
Meu agradecimento ao jornalista Nonato Albuquerque por haver divulgado este fato em seu blog Gente de Mídia.