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16 setembro, 2021

O efeito Mona Lisa

Na ciência, o efeito Mona Lisa se refere à impressão de que o olhar de uma pessoa retratada parece seguir o observador, conforme ele se desloque na frente da imagem. Dois pesquisadores do Cluster of Excellence Cognitive Interaction Technology (CITEC), da Universidade de Bielefeld, demonstraram que, embora o efeito Mona Lisa exista, ele não ocorre com a mundialmente famosa pintura de Leonardo da Vinci.
Esta conclusão resultou de um estudo realizado por Gernot Horstmann e Sebastian Loth (foto) sobre o  propalado olhar direcional de La Gioconda. Os testes observacionais foram aplicados em 24 participantes, que compareceram a três repetições de cada combinação de zoom e deslocamento lateral (randomizados) para cada distância tela-régua, sendo os resultados publicados no i-Perception. Com base nisso, a Mona Lisa não se qualificou para o seu próprio efeito.


"Não há dúvida sobre a existência do efeito Mona Lisa, mas ele simplesmente não ocorre com a própria Mona Lisa."

Num comunicado à imprensa, Horstmann disse que o termo efeito Mona Lisa é "nada mais que um nome equivocado". Em sua avaliação, as pessoas devem ficar atentas para suas próprias tendências narcisistas, caso sintam que os olhos da Mona Lisa as seguem. "Isso ilustra o forte desejo de ser percebido e de ser o centro da atenção de outra pessoa, mesmo que você não conheça essa pessoa", concluiu Hortmann.

28 novembro, 2019

O olhar triste dos cães

Cientistas acreditam ter decifrado como os cães fazem para ganhar o afeto das pessoas: dois músculos situados em volta dos olhos os ajudam a ter um olhar triste, uma técnica também dominada pelos bebês humanos.
Os pesquisadores explicam que dissecaram cadáveres de cães domésticos e lobos selvagens, em um artigo publicado, em 17/06/2019, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Eles comprovaram que os cães tinham esses dois músculos bem formados em volta dos olhos, diferentemente dos lobos. Ambos os animais separaram seus caminhos evolutivos há cerca de 33 mil anos.


Musculatura facial no cão (Canis familiaris) e no lobo  (Canis lupus) com diferenças na anatomia destacadas em vermelho. Imagem de cortesia de Tim D. Smith (Cambridge University Press, Cambridge, Reino Unido).

Em outra parte da pesquisa, os cientistas filmaram interações de dois minutos entre cães e uma pessoa desconhecida e, depois, entre lobos e uma pessoa igualmente desconhecida. Somente os cães conseguiram mover o contorno dos olhos com intensidade ao olhar para os seres humanos.

https://doi.org/10.1073/pnas.1820653116

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Sobre a domesticação dos cães