A NASA confirmou que Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, antes de receberem as honrarias locais e mundial pelo histórico voo que fizeram à Lua, na nave Apollo 11, tiveram que atender a uma exigência das mais prosaicas: uma passagem pela alfândega norte-americana onde preencheram um formulário.
Assinado pelos três astronautas, o documento informava o itinerário deles - saída da Lua e chegada em Honolulu, Havaí, em 24 de julho de 1969 - e a carga que eles traziam: rochas e poeira da Lua.
Esse formulário até hoje se encontra arquivado na alfândega do aeroporto de Honolulu.
Na época, houve rumores de que havia um litro de uísque contrabandeado na mala de Aldrin , mas isso não ficou provado.
Voo da muamba, do passado para o futuro
Em julho de 1994 a torcida brasileira estava eufórica. Depois de sucessivos fracassos em edições anteriores da Copa do Mundo, desde o mundial de 1970, o Brasil apesar de não ter apresentado um futebol encantador, sagrou-se tetra campeão do mundo, isolando-se de todos os demais países em número de títulos.
A torcida se aglomerava no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na expectativa de ver o retorno dos craques (alguns nem tanto!) e principalmente o troféu do campeonato mundial de seleções. É a glória suprema do futebol, este esporte que absorve muito do interesse e empolgação da população mundial, e com ele, cifras quase inimagináveis aos nossos pueris desejos de dinheiro nos contratos de atletas, patrocínios, premiações, etc.
Mas eis que um empecilho quase impede o pouso da aeronave. É que juntamente com o caneco a delegação trazia consigo 17 toneladas de muamba de produtos importados. Óbvio, sem a pretensão de pagar a tributação de importação.
Depois de muita pressão do Sr. Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que se posta até hoje como um verdadeiro agente com status da diplomacia brasileira, enaltecendo o ato heróico dos jogadores, ameaçou desviar o vôo para outro aeroporto, se a delegação tivesse que se submeter as inspeções e vistorias de práxis, como deve ocorrer com todo aquele que desembarca no país.
Diante de tamanha ameaça, de alguém que naquele momento se sentia mais importante e poderoso que o próprio Presidente da República, ninguém da delegação foi importunado e todo o acervo de importados e bugigangas contrabandeados foram liberados sem nenhuma inspeção alfandegária e sem o pagamento de nenhum vintém de tributos.[...]
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