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29 abril, 2026

Arre, que arrogância!

Donald Trump não é uma exceção na política americana; ele é seu resultado natural. Sua trajetória de estrela de reality show a Presidente mostra o declínio intelectual e político dos Estados Unidos. Trump não entende de ideologia, história ou diplomacia. Em vez disso, ele usa a arrogância para encobrir sua ignorância. Tristemente, muitos americanos acham isso atraente.
Ele se assemelha ao herói americano superficial que vemos em filmes de Hollywood — forte, mas não pensativo, excessivamente confiante e orgulhoso de saber muito pouco. No mundo real, guerras não são vencidas apenas pela força; diplomacia exige inteligência e liderança demanda responsabilidade. Mas para pessoas como Trump, o mundo é um palco para um filme de ação, cheio de grandes ameaças e gestos chamativos. Ele transforma política, governança e relações internacionais em um programa de TV.
O verdadeiro problema não é Trump em si, mas o sistema que permitiu que ele se tornasse Presidente. Se os Estados Unidos, vistos como uma das grandes potências dos séculos XX e XXI, podem eleger uma pessoa tão superficial, o país pode estar já no caminho do declínio. Outrora conhecida por liderar em ciência, tecnologia e cultura, a que se diz América agora é governada por discursos populistas, teorias da conspiração e uma política que trata a ignorância como uma virtude.
Trump também é um símbolo. Ele reflete o que uma grande parte do público americano — consciente ou não — escolheu: uma sociedade que vê a ignorância como bravura e rejeita o conhecimento e a expertise. Em um ambiente como esse, um líder como Trump parece quase inevitável.
Isso é perigoso para o mundo inteiro. Enquanto uma figura como Trump liderar uma superpotência como os Estados Unidos, a estabilidade global dependerá de seus caprichos, truths e rancores pessoais. A ideia da diplomacia e da diplomacia cuidadosa desaparecem, e até mesmo as questões mais sérias se tornam parte de um show. Isso poderia marcar o começo do fim, não apenas para a que se diz América, mas para todos.

10 junho, 2020

Estátuas na mira dos manifestantes

É o efeito George Floyd.
Em Bristol, no Reino Unido, manifestantes decidiram corrigir um erro histórico. Eles derrubaram domingo, 7, a estátua de um escravocrata do século 17, Edward Colston. Em seguida, jogaram a homenagem ao traficante de escravos no fundo do rio. Agora a luta é para acabar com outras referências a ele (como o nome Colston Tower em uma torre).


O debate se espalhou pelo país.
O prefeito de Londres Sadiq Khan criou uma comissão para reavaliar o patrimônio público da cidade. Não só de suas estátuas, mas também de suas ruas e prédios públicos. A idéia é mudar o que não mais reflete os valores da cidade.
Em Oxford, há também um movimento que pede a retirada da estátua do imperialista Cecil Rhodes da Universidade. Os manifestantes falam que a estátua enaltece o racismo colonial.
Enquanto isso, em Antuérpia, na Bélgica, as autoridades da cidade retiraram a estátua de Leopoldo II. Ele ficou marcado na história pela política imperialista que praticou no Congo, no Congo, onde matou mais de dez milhões de pessoas. Contudo, a estátua deverá ficar em um museu.
Seria interessante que também ficassem: 1) uma placa, no local de onde a estátua foi retirada, explicando as razões de sua remoção; e 2) outra placa, no museu em que ela for recebida, contando um pouco da verdadeira história do "homenageado". Nunca se sabe.

http://t.co/VopQu8vixY, um tweet de Nathália Urban.
Comentário - Mark Twain escreveu uma sátira sobre Leopoldo II da Bélgica chamada "Solilóquio do rei Leopoldo: Uma defesa de seu domínio no Congo", em que ele zombou da defesa que o monarca fez de seu reinado de terror no país africano (em grande parte com as palavras do próprio Leopoldo). ~ PGCS