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22 novembro, 2024

Siga o fio

Supostamente este esquema foi inventado por um escritor que queria escrever a noite toda sem interrupção.
Ele montou uma fileira de velas e ligou a base de cada uma ao topo da próxima com um pedaço de barbante. Quando a primeira vela queimava até o barbante, este naturalmente pegava fogo, e uma língua de chama subia até a vela adjacente, acendendo-a para continuar a iluminação.

James Scott, "Strange Devices", Strand , agosto de 1895, 184-189. 

05 setembro, 2019

Acendedores de lampiões, por Debret

Esta aquarela de Jean-Baptiste Debret mostra o sistema de iluminação pública do Rio de Janeiro, na primeira metade do século 19, à base de óleo de baleia.


O desenho dá uma ideia de como era o serviço de iluminação pública no Rio, antes do advento do gás. Dois negros escravos, um descendo o lampião suspenso na fachada de uma casa, na antiga Rua da Ajuda, e outro trazendo à cabeça, enorme canjirão de óleo de baleia com o respectivo funil, preparam um candeeiro de quatro mechas para servir à noite.
Com as primeiras "minas" de petróleo sendo descobertas no Brasil, o óleo de baleia deixou de ser utilizado como fonte de energia para a iluminação pública, a partir da década de 1870, embora a função de acendedor de lampiões continuasse a existir nos tempos da iluminação com derivados do petróleo.

ANP. Petróleo e Estado. Rio de Janeiro: 2015. 310p. Arquivo PDF

O acendedor de lampiões 1 2

23 maio, 2013

Plantas luminosas

Criar plantas bioluminescentes que funcionem como "lâmpadas" em nossas ruas poderá ser uma realidade em menos tempo do que pensamos. Graças a uma iniciativa do Kickstarter, os cientistas procuram substituir a forma tradicional de iluminação, obtida a partir do consumo de eletricidade, por um sistema mais eficiente baseado em biologia sintética, engenharia genética e biotecnologia.
Todas as coisas vivas armazenam em seu DNA as instruções genéticas necessárias ao seu desenvolvimento. Durante cerca de 40 anos, temos sido capazes de manipular o genoma (conjunto de genes de um dado organismo) de diferentes seres vivos, de uma forma controlada em laboratório, através das técnicas de engenharia genética e dos avanços na biotecnologia. No entanto, por milhares de anos, essas modificações genéticas têm ocorrido por meio de técnicas não controladas, como a auto-seleção de determinadas culturas e outras ações nas áreas da agricultura e da pecuária.
A proposta agora levantada pelos cientistas Amirav-Drory, Evans e Taylor é baseada em técnicas de engenharia genética que incorporam avanços da biologia sintética. A partir do aproveitamento de um tipo de bactéria que pode ser fluorescente, o Vibrio fischeri , um "primo" do organismo causador do cólera, no qual uma investigação anterior (Universidade de Cambridge) identificou genes que podem ser de interesse. Genes de interesse são a parte do genoma da bactéria que poderá ser usada para manipular geneticamente as plantas escolhidas para a experiência.
Avanços na biologia ajudarão a resolver alguns problemas da sociedade moderna, como o grande consumo de energia e, com isso, reduzir as emissões de gás carbônico (o que pode atenuar o problema das mudanças climáticas). Embora, como se avalia atualmente, as plantas projetadas ainda venham a apresentar um nível de fluorescência baixo para servir como ferramentas de iluminação.
Vai demorar alguns anos para a execução do projeto chegar a um bom termo, mas este é certamente um grande começo. Versão resumida: PGCS.
Fontes
A Dream of Trees Aglow at Night, The New York Times
Plantas bioluminescentes, ALT1040


Post scriptum
Republicada em 26/05/2013, por Luis Nassif, no portal LNOL, esta nota originou o comentário Lâmpada de algas absorve 200 vezes mais CO2 que árvores, do leitor Gão. O comentário (excelente), por sua vez, foi reeditado como nota do citado portal.
Republicada em 27/05/2013, por Anderson Porto, no Blog Tudo Sobre Plantas.

03 fevereiro, 2010

A poluição luminosa

O uso irracional dos sistemas de iluminação nas cidades é a grande causa da poluição luminosa. E esta forma de poluição apresenta fortes impactos biológicos, econômicos e astronômicos nas regiões em que acontece. Estima-se, como exemplo das suas consequências, que 1/5 da população mundial e 2/3 da população dos EUA já perderam a visibilidade a olho nu da Via Láctea.
Saulo Gargaglioni, do Laboratório Nacional de Astrofísica, em artigo a respeito da poluição luminosa, escreveu o seguinte:
"Tal fenômeno é o resultado do mau planejamento dos sistemas de iluminação. Uma das grandes vantagens da conscientização para o planejamento desses sistemas é a economia de energia elétrica, visto que existe grande desperdício de energia pela escolha inadequada da iluminação dos municípios. A visibilidade do céu noturno tem sido prejudicada não só pelas luminárias das vias públicas, mas também pela iluminação ineficiente de estádios de futebol, outdoors, monumentos e fachadas de prédios."
Fonte: Canadian Space Agency

Link para o seu artigo Poluição luminosa e a necessidade de uma legislação, publicado em Com Ciência, a revista eletrônica da SBPC.