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09 dezembro, 2024

A quase abolição do golfe

Em uma carta de 3 de abril de 1971 ao editor do Saturday Review, o leitor KJ Sitewell relatou uma notícia alarmante:
Um congressista chamado AF Day apresentou um projeto de lei que aboliria todos os parques privados com mais de 50 acres e todas as atividades recreativas públicas em áreas que fossem usadas por menos de 150 pessoas por dia. O efeito prático disso seria a abolição dos campos de golfe do país.
Sitewell disse que entendia o motivo de Day porque cresceu com ele. 
O avô do congressista "morreu em uma armadilha de areia" e seu pai "morreu de ataque cardíaco depois de acertar 19 bolas em um lago". The Abolition (Almost) of Golf
Seguiu-se um alvoroço. Os clubes de campo prometeram combater o projeto de lei, os eleitores sitiaram seus representantes e os editoriais condenaram a medida, que a Golf World chamou de "uma ameaça sinistra ao golfe".
Mas, eventualmente, ficou claro que tal projeto de lei não existia e os leitores perceberam a ligação entre o nome do suposto congressista e a data da carta de Sitewell. Descobriu-se que tudo não passava de uma brincadeira inventada pelo brincalhão inveterado e editor da Review, Norman Cousins.
"Escrevi desculpas a cada assinante que ficou ofendido ou irritado", escreveu Cousins. “Implorei aos meus amigos jogadores de golfe, que ameaçaram me expulsar de todos os campos do país, que me perdoassem pela minha piada. Eu sofri bastante cada vez que joguei, disse a eles, e uma penitência me esperava em cada tee." No Play Zone


Tee é um suporte usado no golfe (e outros esportes) para apoiar e elevar uma bola parada antes de golpeá-la com o taco (ou o pé).

27 junho, 2022

As covinhas das bolas de golfe

A razão pela qual as bolas de golfe têm essas covinhas é uma história que mistura física e seleção natural. Isso porque originalmente as bolas eram totalmente lisas. Porém, com o passar do tempo, os golfistas passaram a perceber que as bolas mais velhas e surradas pareciam ir mais longe do que as novas. A partir daí, tornou-se comum os jogadores preferirem as bolas desgastadas às bolas novas.


Especialistas em aerodinâmica explicam que esses alvéolos na esfera, que funcionam como geradores de vórtice, acabam criando uma espécie de turbulência na camada de ar próxima à bola, impulsionando-a.  Consequentemente, as bolas chegavam a viajar duas ou até mesmo três vezes mais, o que deixava o esporte mais interessante, já que novos recordes poderiam serem quebrados.

Se as covinhas em uma bola de golfe reduzem o arrasto, por que não vemos covinhas em outras coisas, como aviões ou carros?

Em 2012, Jamie Hyneman e Adam Savage testaram exatamente essa premissa no programa de TV Mythbusters (Dimple Car Experiment). Aqui está o carro que eles usaram; covinhas foram aplicadas adicionando uma camada de argila à superfície, o que na verdade aumentou o peso do carro visivelmente.


Em seus testes, o carro não modificado fez 26 milhas por galão a uma velocidade constante de 65 milhas por hora. Na mesma velocidade, o carro com covinhas fez 29 milhas por galão, um aumento de 11,2 por cento.
Ora bem, aqui vai minha pergunta: você dirige um carro assim? Suspeito que a maioria das pessoas não faria isso. Portanto, é provavelmente uma questão de aparência e, talvez, de custo.
Resposta
Vou encaminhar uma proposta sobre este carro de argila com covinhas para os fabricantes do Volkswagen Golf. Não é isso que o granizo já faz?