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23 janeiro, 2016

Queixas reais recebidas por agentes de viagens

1. "Em minhas férias em Goa, na Índia, eu fiquei revoltado ao descobrir que quase todos os restaurantes servem com curry. Eu não gosto de comida picante."
2. "Eles não deviam permitir o topless na praia. Foi muito perturbador para meu marido que queria apenas relaxar. "
3. "Nós fomos de férias para a Espanha e houve um problema: todos taxistas eram espanhóis."
4. "Nós reservamos uma excursão a um parque aquático, mas ninguém nos disse que tínhamos de levar nossos próprios trajes de banho e toalhas. Partimos do pressuposto de que esrariam incluídos no preço."
5. "A praia era muito arenosa. Tivemos que limpar tudo quando voltamos ao nosso quarto."
6. "Nós encontramos areia, mas não como no folheto. Seu folheto mostrava uma areia muito branca, mas era amarela."
7. "São preguiçosos os comerciantes em Puerto Vallartato, à tarde. Muitas vezes eu precisava comprar coisas durante o tempo da siesta – esta deveria ser proibida."
8. "Ninguém nos disse que haveria peixes na água. As crianças estavam com medo."
9. "Embora o folheto mostrasse uma cozinha totalmente equipada, não havia fatiador de ovo nas gavetas."
10. "Eu acho que o folheto deveria explicar que a loja de conveniência local não vende biscoitos com cremes de caramelo."
11. "As estradas eram irregulares, e eu não podia ler o guia durante o percurso de ônibus até o resort. Devido a isso, nós não sabíamos de muitas coisas que teriam feito as nossas férias mais divertidas."
12. "Isso nos fez levar nove horas para voar para casa, da Jamaica para a Inglaterra. Os americanos levaram apenas três horas para chegar à casa. Isso nos parece injusto."
13. "Eu comparei o tamanho da nossa suíte de um quarto com a de três quartos de nossos amigos: a nossa foi significativamente menor."
14. "O folheto dizia: 'Não há cabeleireiros no resort'. Somos cabeleireiros estagiários e nós pensamos que eles sabiam disso para nos arranjar algum serviço."
15. "Quando estávamos na Espanha, havia espanhóis por lá. O recepcionista falava espanhol, a comida era espanhola. Ninguém nos disse que haveria tantos estrangeiros."
16. "Tivemos de esperar para pegar o barco e este não tinha ar-condicionado."
17. "É seu dever como operador turístico nos avisar sobre a presença de hóspedes ruidosos ou indisciplinados antes de viajarmos."
18. "Fui mordido por um mosquito. O folheto não mencionava mosquitos."
19. "O meu noivo e eu solicitamos camas separadas. Mas, em vez disso, fomos colocados em um quarto com uma cama king size. Nós agora queremos ser reembolsados pelo fato de que eu fiquei grávida. Isso não teria acontecido se vocês nos tivessem colocado em um quarto da forma que solicitamos."

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20 dezembro, 2014

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As chances de isso acontecer são maiores do que você pensa
A última pessoa na Terra com que a maioria das pessoas gostaria de esbarrar acidentalmente durante as férias seria o seu chefe. Pode parecer uma coincidência enorme encontrar alguém que você conhece muito longe de casa, mas muitas pessoas têm histórias de como isso aconteceu com elas.
Tomemos o caso de Katherine, uma jovem britânica que planejava passar umas férias de verão no exterior com seus amigos.
"O problema era que eu não poderia dispor daquele tempo de afastamento do trabalho. Então, eu decidi telefonar para avisar que estava doente e ir de férias de qualquer maneira", diz ela.
Mas quando ela chegou no resort com os amigos, e saiu para fazer um reconhecimento do local, viu o chefe do supermercado onde ela trabalhava em Weston Super Mare.
"Obviamente, ele se surpreendeu em me ver, pois pensava que eu estava doente."


Qual era a probabilidade de tal coincidência?
Katie Chicot, uma matemática da Universidade Aberta do Reino Unido, analisou as probabilidades envolvidas. E começou fazendo esta pergunta: Quais são as chances de Katherine passar suas férias em um mesmo lugar e ao mesmo tempo com o seu chefe?
"Vamos supor que sejam eventos independentes, que ambos escolheram um período ensolarado de verão e que ambos optaram por um pacote barato."
"Eles não têm filhos, então eles devem ter evitado a época das férias escolares", diz Chicot.
Ela faz a suposição de que há apenas sete semanas de verão para escolher, quando se excluem as férias escolares que se iniciam no final de julho e vão até o final de agosto.
Além de trabalhar com a probabilidade de escolher a mesma semana, ela avalia as chances de Katherine escolher o mesmo destino.
Ela diz que a Espanha é o destino de férias mais popular para os britânicos.
"Há cerca de uma chance em três de escolher a Espanha, assim, as chances de escolher a mesma semana e de escolher a Espanha, são de uma em 20", ela calcula.
Mas acontece que há um agente de viagens perto do supermercado onde Katherine e seu chefe trabalham.
"Esta agência de viagens no Reino Unido envia 800 mil pessoas por ano para a Espanha, das quais 20 mil vão para Magaluf – a localidade do resort onde Katherine foi pega em flagrante.
"Usando estes números, a probabilidade de que uma pessoa selecione Magaluf é de cerca de dois em 100."
Para recapitular
Há uma chance em três de Katherine escolher a Espanha, e se ela o faz, há duas chances em 100 de escolher Magaluf.
"Assim, a chance de Katherine selecionar Magaluf são de cerca de oito em 1000", diz Chicot.
Mas, como mencionado acima, há uma chance em sete de Katherine e de seu chefe selecionarem a mesma semana, por isso "a chance de que ela selecione a mesma semana e Magaluf é de cerca de um em 1000", diz Chicot.
Isto é, se assumirmos que os acontecimentos de Katherine escolher Magaluf e de seu chefe escolher Magaluf sejam eventos independentes.
Mas, evidentemente, Chicot suspeita que eles não são independentes, visto que provavelmente usaram os serviços do mesmo agente de viagens.
"A qualquer momento, um agente de viagens terá o mesmo melhor negócio em oferta. Portanto, se duas pessoas vão a pé ao mesmo agente de viagens, dentro de um período de tempo similar, e requisitam férias semelhantes, é muito provável que lhes seja oferecido o mesmo pacote de férias."
Assim, as chances de isso acontecer a Katherine não são tão remotas como uma em 1000.
"E a lição aqui é que, se você NÃO quer passar as férias com o seu chefe, não use o mesmo agente de viagens dele", diz Chicot.

10 outubro, 2013

A Morte de férias

A Sra. Wildred West, cujas funções no Alton (Illinois) Evening Telegraph incluem a elaboração dos obituários, tirou uma semana de férias. E, pela primeira vez na memória de seus colegas de trabalho no jornal, uma semana se passou sem mortes nesta cidade de 32 mil habitantes. Normalmente, 10 ocorrem a cada semana.

Death Takes a Holiday, New York Times, 1º. de setembro de 1946

by Robert Brandenburg

Férias anteriores: A Peste em Givry

13 janeiro, 2012

Férias feridas

Fernando Gurgel Filho, de Brasília

Turismo sem mico ou, no mínimo, uma passagem inusitada, não tem graça.
Isto porque, além de todo turista ser um trouxa em potencial, a língua pátria se presta a malabarismos tão divertidos que até Camões, morto, deve duvidar até hoje.
Assim, noves fora os aeroportos, rodoviárias, estradas, restaurantes e muitos lugares ditos turísticos que são apenas enganação, férias são coisas maravilhosas e devem ser aproveitadas ao máximo.
Para mim, se for para colocar o carro na estrada, melhor ainda. Quando a família está toda confinada temos a certeza de episódios instrutivos.
Depois de algumas horas de estrada esburacada, o cara pega enfim uma reta. Numa subida, com um caminhão quase parando à sua frente e a estrada cheia de faixas contínuas. Depois de alguns segundos que parecem uma eternidade, a pergunta inevitável:
- Beinhê, quanto tempo ainda vamos ficar cheirando o escapamento desse caminhãozinho de merda? - pergunta a esposa, pacientemente.
Como pai de família responsável, respeitador das leis de trânsito, o cara informa:
- Não dá pra ultrapassar. É proibido. É uma subida íngreme. E esse caminhãozinho aí na frente é uma carreta, tem trinta e dois metros! Com esse tamanho não dá nem para sentir o odor do escapamento.


Depois de mais dois ou três comentários ácidos da esposa, o cara resolve ultrapassar de qualquer jeito. Acelera e, do nada, surge um outro caminhãozinho descendo a ladeira, buzinando igual uma locomotiva. Dá tempo apenas de voltar para trás da carreta, sentindo até o deslocamento de ar na orelha.
- Idiota, quer matar todo mundo? Não tem responsabilidade, não? Deve ser a idade, daqui a pouco não dá mais para pegar estrada com você, dirigindo assim sem prestar atenção, parece até um alucinado, blablablá, blablablá, blablablá...
Se o cara tiver sorte, a esposa deverá reclamar apenas mais umas duas ou três horas até parar. Terá mais sorte ainda se, até o fim das férias, ela já tiver esquecido o episódio. É bem provável que sim, porque outros episódios surgirão. Claro.
Como as placas ao longo das rodovias. Não há nada melhor para distrair a atenção:
Criativa: "Não percam as Feijoadas do Sábado. Todas as sextas-feiras". "Sábado" deve ser o cozinheiro.
Verdadeira: "A 100 metros: Comida Aquilo". E é "Aquilo", mesmo, sem sombra de dúvida!
Poliglota: "O melhor selve-serfice da região". No dialeto inglês-brasileiro.
E ainda temos que constatar que todo frentista de posto de gasolina é obrigado a saber ensinar todos os trajetos da região:
- Por favor, amigo, onde pego a BR 101?
- Seguinte: o senhor segue direto naquela avenida ali, passa três semáforos (ou farol, sinal, sinaleiro) e entra à direita, depois do viaduto entra à esquerda na avenida Marechal Espada Torta, aí vai dar numa praça...
- Vou dar nada!
Risos.
- Desculpe. O senhor vai chegar numa pracinha. Contorna o balão (ou rotatória, círculo, queijinho, rótula), pega a segunda saída à direita e segue reto. Passa mais dois semáforos (ou farol, sinal, sinaleiro) e entra à esquerda. Vai dar fácil na BR 101.
- Brigado!
Sem risos. Mas temos que parabenizar esses googles tupiniquins. Não erram nunca. Mesmo porque, antes de chegar ao balão (ou rotatória, círculo, queijinho, rótula) já não sabemos mais para onde ir.
- O rapaz ensinou certo, você não prestou atenção, diz a esposa convicta e emburrada.
E todos os vendedores de praia devem ser mestres em meteorologia:
- E aquelas nuvens? Chove hoje?
- Pode até chover, mas passa rápido.
A chuva começa com uns pingos, fininha, e logo despenca um temporal. Demorado.
- Cê num disse que a chuva passa rápido?
- Passou rapidinho: de fina pra grossa.
Tome gargalhada geral. Mas também temos que parabenizar esses sábios. Na língua pátria, difícil é errar uma previsão dessas.