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10 março, 2011

"Perversos e drogados"

Achei interessante este artigo do qual extraí os trechos a seguir:
"Trocando em miúdos: no leite materno existe uma substância chamada beta-caseína, que, ao entrar em contato com o intestino do bebê, transforma-se num peptídeo vasoativo denominado beta-casomorfina, uma endorfina ou endomorfina indutora de efeitos anestésicos: analgesia e sedação.
(...)
A função adaptativa desse circuito opióide no cérebro dos mamíferos é óbvia: fazer com que, mormente à noite, as crias se aquietem, pois seus ruídos - de dor ou alegria - são chamarizes de predadores.
Mais preocupante (ou interessante, dependendo do ponto de vista), todavia, é o que acontece depois do desmame: a função analgésica - e, em excesso, sedativa - da beta-casomorfina passa a ser desempenhada pela anandamida e pelo glicerol araquidonil, que são (pasmem!) canabinoides endógenos, isto é, substâncias análogas ao tetraidrocanabinol: o princípio ativo da maconha e do haxixe."

Perversos e drogados, Manuel Soares Bulcão Neto.
In: "Diário do Nordeste", 20/06/10

27 outubro, 2008

O aleitamento materno

Um cuidado para toda vida
A amamentação é vital para a saúde da mãe e da criança durante toda a vida. A recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde é que as crianças sejam amamentadas exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade e, após essa idade, deve-lhes ser dada a alimentação complementar apropriada, continuando, entretanto, a amamentação até pelo menos a idade de 2 anos. Essa continuidade na amamentação das crianças objetiva ampliar-lhes a disponibilidade de energia e micronutrientes, particularmente do ferro.
A exceção à prática do aleitamento materno é para as mães portadoras de HIV/AIDS ou de outras doenças de transmissão vertical, as quais devem ser orientadas para as adaptações necessárias à correta alimentação de seus filhos.
Dentre outras vantagens, o aleitamento materno confere importante proteção contra a morbimortalidade (doenças e óbitos) por doenças infecciosas nos primeiros anos de vida, sendo reconhecido como importante fator de redução da mortalidade infantil no mundo. Outra questão diz respeito aos efeitos a longo prazo do aleitamento materno. Estudos recentes mostram que as crianças amamentadas tendem a apresentar menor prevalência de obesidade infanto-juvenil.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília - DF, 2008. 210 p.