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28 setembro, 2017

A crença em que empresários seriam melhores administradores públicos

por Fernanda Odilla, da BBC Brasil em Londres

Um estudo realizado na London School of Economics (LSE) - uma das mais renomadas universidades do Reino Unido - contesta o argumento de que empresários são melhores administradores públicos.
Instigados pelo anúncio, feito em meados de 2015 pelo então megaempresário do setor imobiliário Donald Trump de que pretendia concorrer à Presidência dos Estados Unidos, dois pesquisadores da universidade londrina resolveram averiguar empiricamente se a experiência na direção de empresas se revertia em boas gestões públicas.
"Na época, muita gente se perguntou se um empresário estaria apto a ser um político melhor. Fomos tentar responder a essa pergunta", diz Eduardo Mello, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, que concluiu este ano o doutorado na LSE.
A pesquisa, ainda em andamento, foca em prefeitos de cidades brasileiras, segundo os autores, por causa do fácil acesso a dados que permitissem comparações adequadas.
Os primeiros achados do estudo indicam que prefeitos que se declararam empresários, comerciantes, vendedores e os que têm quotas ou participam da administração de empresas não são nem mais nem menos eficientes que seus colegas que vieram de outras áreas.
A análise de indicadores de gastos públicos sugere que a performance dos empresários é muito parecida com a dos demais ao executar o orçamento e ao investir em saúde e educação. Homens e mulheres de negócios não são melhores em reduzir o deficit fiscal nem na execução do orçamento, tampouco são melhores em conseguir mais verbas do governo federal.
"Não achamos o efeito Trump (a crença em que empresários seriam melhores administradores). Analisamos todos os indicadores (que medem a performance de empresários como prefeitos) e nada apareceu como estatisticamente significante", assinala Mello.
"Empresários não produzem indicadores melhores. A princípio, se comportam como todos os políticos."
Mello, que assina o estudo com Nelson Ruiz-Guarin, também da LSE, cruzou dados de fontes diversas, como Tribunal Superior Eleitoral, Receita Federal, DataSus, e Censo Escolar.
Os pesquisadores analisaram dados de candidatos eleitos prefeitos em cinco eleições, entre 2000 e 2016. Por meio de regressões estatísticas, eles selecionaram municípios com cenários de disputa acirrada entre um empresário e outro candidato e depois compararam o desempenho dos prefeitos - levando em conta diferentes variáveis.
Assim, selecionaram cerca de 200 a 300 municípios por eleição. Em nenhum dos cruzamentos, contudo, foram identificados sinais de que empresários no comando de prefeituras melhoraram as contas públicas.
Mello disse à BBC Brasil ter se surpreendido com os resultados, pois acreditava que a experiência pregressa em administração poderia fazer uma diferença.
"É uma premissa na qual os eleitores acreditam tanto", afirmou o pesquisador. "Mas parece que é um mito. Precisamos repensar quais são as habilidades que formam um bom prefeito."
Mello disse que ainda quer averiguar se há diferença significativa entre a performance dos empresários de primeiro mandato e a dos que estão na política há mais tempo. Ainda assim, ele considera que dificilmente os resultados principais do estudo vão mudar.

Grato a Jaime Nogueira por indicar este artigo ao blog EM.

18 julho, 2016

O modelo Tayloriano

As principais contribuições da teoria de Frederick Taylor são:
  1. Análise do trabalho a ser realizado assim como de cada tarefa a ser executada.
  2. Estudo dos movimentos e do tempo necessário para cada tarefa.
  3. Estabelecer métodos claros para cada tarefa ou função.
  4. A supervisão constante do trabalhador para garantir um bom desempenho.
  5. Propôs que o trabalho pode ser desenvolvido melhor e mais economicamente através da divisão de funções.
  6. O trabalho de cada pessoa deve se limitar única e exclusivamente a um papel predominante.
  7. O objetivo de toda empresa deve ser o de obter a maior produtividade através da economia.
Trad.: PGCS

Rita Salazar Monge, El modelo Tayloriano, in: De todo un poco

25 abril, 2016

Da arte de delegar

Eu acabei de escrever um livro chamado "Como delegar tarefas". Bem, na verdade, foi minha mulher que escreveu... mas eu disse a ela como deveria fazer. ~ Jonco Stl

O que o menor sabe fazer o maior deve deixar. ~ Humberto Vitorino


A fórmula de Theodore Roosevelt: critério suficiente para escolher quem vai fazer + autocontrole suficiente para não atrapalhar quem está fazendo.

Delegar é diferente de "delargar" – quando o gestor transfere a responsabilidade (e a culpabilidade se o resultado não for o desejado).