Você certamente já ouviu o ditado "um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar". Mas, o lago Maracaibo, na Venezuela, é a prova de que isso não é verdade. Em uma noite tranquila, o lago pode ser palco de milhares de relâmpagos.
O fenômeno é conhecido por vários nomes, entre eles, Farol de Maracaibo, Relâmpago do Catatumbo e, mais sugestivamente, Tempestade Eterna. Talvez este último nome seja um exagero, mas é fato que há uma média de 260 dias de tempestade por ano no local em que o rio Catatumbo encontra o Lago Maracaibo.
Ali, o céu noturno é iluminado por nove horas com milhares de clarões de eletricidade produzidos naturalmente.
O número de tempestades diminui nos meses de janeiro e fevereiro, mais secos, e atinge seu ponto mais espetacular no ápice da estação chuvosa, em outubro. Nessa época do ano, é possível avistar, em média, 28 relâmpagos por minuto.
Os relâmpagos têm desempenhado um papel significativo na história da Venezuela, pois ajudaram a impedir, pelo menos, duas invasões noturnas ao país.
A primeira tentativa foi em 1595, quando os navios comandados por Sir Francis Drake, da Inglaterra, foram iluminados pela tempestade, revelando seu ataque surpresa aos espanhóis, em Maracaibo. A outra foi durante a Guerra da Independência da Venezuela, em 1823, quando eles denunciaram a frota espanhola tentando surpreender os venezuelanos.
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21 junho, 2020
11 setembro, 2016
O canal do Cassiquiare
Uma singularidade geológica extremamente curiosa, que o diga Herr Alexander von Humboldt (ex-aluno da Bergakedemie Freiberg): o canal natural do Cassiquiare (em lilás, no mapa ao lado), que liga o rio Negro, no Brasil, ao Orinoco, na Venezuela.Assim, o Cassiquiare interliga duas das mais importantes bacias hidrográficas do mundo: a do Amazonas, a maior do planeta, com cerca de 6 200 000 km², e a do Orinoco, a terceira maior da América do Sul, com uma área de 948 000 km². Na sua totalidade, essas bacias perfazem uma superfície conjunta de 7 850 000 de quilômetros quadrados, correspondentes a 44 por cento do território da América do Sul.
Jaime Nogueira
Francisco de Orellana menciona que os dois grandes rios eram interligados por um grande lago, abaixo da Linha do Equador, denominado lago Manoa ou lago de Parimé.Walter Raleigh, na sua expedição de 1596 pelo Orenoco, recolheu informações entre os nativos sobre a interligação, que atribuiu à existência de um grande lago que poderia ser ou não o próprio Rio Amazonas.
Cristóbal de Acuña, em 1639, faz a primeira descrição do canal, mas que foi desconsiderada já que tal bifurcação fluvial foi considerada improvável e anti-natural.
Manuel Román, em 1744, navega ao longo do Cassiquiare até ao rio Negro, regressando depois pela mesma via ao Orenoco.
Charles Marie de La Condamine apresentou, perante a Academia Francesa, uma descrição da viagem do padre Manuel Román, confirmando a existência do canal. Na oportunidade, a maioria dos acadêmicos europeus manifestou-se contra a existência do canal.
A Comissão de Demarcação espanhola, em 1756, comandada por José de Iturriaga, percorreu demoradamente a região, comprovando a existência do Cassiquiare.
Alexander von Humboldt, em 1800, explora detalhadamente o rio e publica, em 1812, um mapa (abaixo) detalhado da região, mostrando o curso do canal e os seus pontos de inserção nos rios Orenoco e Negro.
O canal é uma ocorrência geográfica raríssima, resultante da captura fluvial de uma bifurcação de outro curso de água, a qual faz da região do estado brasileiro do Amazonas ao nordeste dos rios Solimões e Amazonas, os estados brasileiros do Amapá e Roraima, a parte da Venezuela a leste do Orinoco e as três Guianas uma única e gigantesca ilha marítimo-fluvial.
A comunicação das duas bacias através do canal do Cassiquiare torna possível a navegação fluvial entre o Brasil e a Venezuela, no trecho São Gabriel da Cachoeira–Puerto Ayacucho, podendo-se obter, nessas localidades, respectivamente, conexão para o delta do Amazonas, em terras brasileiras, ou para o delta do Orinoco, em terras venezuelanas.
Embora não haja linhas regulares de navegação e pouca gente tenha feito esse imenso percurso, é perfeitamente possível sair do Caribe e chegar ao Oceano Atlântico através dos rios amazônicos. O percurso soma mais de 7 000 quilômetros de rios navegáveis: Orinoco, Cassiquiare, Negro e Amazonas, formando uma hidrovia natural, que, embora impondo limitações ao calado e sendo muito pouco utilizada, já está (quase) pronta.
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30 julho, 2016
O Mercosul, acéfalo
Deu no Página 12:
El gobierno uruguayo dio por terminado su período en la presidencia pro témpore del Mercosur, sin que Brasil y Paraguay acepten la asunción de Venezuela, como lo ordena el estatuto de la entidad regional. Mañana había prevista una reunión de cancilleres en suelo uruguayo para buscar un acuerdo, pero fue suspendida.
La canciller venezolana, Delcy Rodríguez, consideró como "patadas de ahogado" la negativa de Brasil y Paraguay a que su país asuma la presidencia rotativa del Mercosur. "Es imposible que no se pueda respetar el cumplimiento del tratado", sostuvo Rodríguez.
La ministra venezolana señaló que los estatutos del Mercosur solo establecen dos condiciones para traspasar la presidencia: que el país que la ejerce -en este caso Uruguay- haya completado su período- y que la sucesión se dé por orden alfabético.
Por tanto, la canciller indicó que "debe ser transferida sin ningún tipo de retardo, sin ningún tipo excusa, a Venezuela" y llamó a mantener la "unidad" contra los que pretenden mediatizar "política e ideológicamente" la situación.
31/07/2016 - Atualizando ...
Em carta enviada às chancelarias dos países do Mercosul, a Venezuela, de Nicolás Maduro, comunicou que está assumindo a presidência do Mercosul, a despeito da oposição de Brasil e Paraguai – dois países que viveram rupturas democráticas, com seus golpes parlamentares; "Informamos que, a partir de hoje, a República Bolivariana da Venezuela assumirá com beneplácito o exercício da Presidência Pro Tempore do Mercosul, com fundamento no artigo 12 do tratado de Assunção e em correspondência com o artigo 5 do Protocolo de Ouro Preto", diz o documento.
El gobierno uruguayo dio por terminado su período en la presidencia pro témpore del Mercosur, sin que Brasil y Paraguay acepten la asunción de Venezuela, como lo ordena el estatuto de la entidad regional. Mañana había prevista una reunión de cancilleres en suelo uruguayo para buscar un acuerdo, pero fue suspendida.
La canciller venezolana, Delcy Rodríguez, consideró como "patadas de ahogado" la negativa de Brasil y Paraguay a que su país asuma la presidencia rotativa del Mercosur. "Es imposible que no se pueda respetar el cumplimiento del tratado", sostuvo Rodríguez.
La ministra venezolana señaló que los estatutos del Mercosur solo establecen dos condiciones para traspasar la presidencia: que el país que la ejerce -en este caso Uruguay- haya completado su período- y que la sucesión se dé por orden alfabético.
Por tanto, la canciller indicó que "debe ser transferida sin ningún tipo de retardo, sin ningún tipo excusa, a Venezuela" y llamó a mantener la "unidad" contra los que pretenden mediatizar "política e ideológicamente" la situación.
31/07/2016 - Atualizando ...
Em carta enviada às chancelarias dos países do Mercosul, a Venezuela, de Nicolás Maduro, comunicou que está assumindo a presidência do Mercosul, a despeito da oposição de Brasil e Paraguai – dois países que viveram rupturas democráticas, com seus golpes parlamentares; "Informamos que, a partir de hoje, a República Bolivariana da Venezuela assumirá com beneplácito o exercício da Presidência Pro Tempore do Mercosul, com fundamento no artigo 12 do tratado de Assunção e em correspondência com o artigo 5 do Protocolo de Ouro Preto", diz o documento.
06 agosto, 2007
“Bibliomulas”
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Aplaudimos o projeto acima noticiado.
A seus executores:
Recomendamos manter as mulas sob vigilância.
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