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09 setembro, 2019

"Elementar, meu caro Watson"

Nas histórias de Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes com frequência comentava que suas conclusões lógicas eram "elementares", considerando-as simples e óbvias. No entanto, a frase completa "Elementar, meu caro Watson" não aparece em nenhuma das 60 histórias de Holmes escritas por Doyle.
O começo de "The Crooked Man" (1893) é o mais próximo que "Elementar" e "meu caro Watson" aparecem no texto, mas as duas expressões estão separadas por um parágrafo - e estão na ordem invertida.
"Elementar, meu caro Watson" apareceria mais tarde no capítulo 19 de "Psmith, Journalist" (1915) de PG Wodehouse, e no final do filme de 1929, "O Retorno de Sherlock Holmes", o primeiro filme sonoro com este personagem. A frase também é proferida no filme de 1935, "O Triunfo de Sherlock Holmes", uma adaptação da história "O Vale do Medo".
en.wikiquote.org

Em 21/12/2018: "Toque de novo, Sam"

06 agosto, 2019

Sobre a produção escrita interpessoal

Um especialista em Conan Doyle explicou, certa feita, que a importância que a correspondência por escrito desempenha nas histórias de Sherlock Holmes só poderá ser bem avaliada se lembrarmos que na Londres vitoriana o correio fazia doze entregas por dia, com o intervalo de uma hora! Computando o tempo destinado à coleta e à distribuição, uma carta levava no máximo três horas para chegar ao destinatário, o que permitia a Holmes rabiscar pela manhã um bilhete apressado para Watson e receber a resposta quando se preparava para acender o tradicional cachimbo de depois do almoço. Com toda essa facilidade, era natural que as pessoas se carteassem intensamente, fazendo com a pena o que depois seria feito pelo telefone. Veio então a santa internet, e todos voltaram a escrever; o correio eletrônico, com sua rapidez de foguete, permite, num ritmo de bate lá, volta cá, um volume espantoso de produção escrita interpessoal.
Sua Língua, Prof. Claudio Moreno

29 maio, 2018

Um capítulo sobre as orelhas

Mais uma curiosidade de Sherlock Holmes: "The Adventure of the Cardboard Box" apareceu em The Strand Magazine em 1893. Nela, Holmes diz a Watson:
"Como médico, você está ciente, Watson, de que não há parte do corpo que varia tanto quanto a orelha humana. Cada orelha é, em geral, bastante distinta e difere de todas as outras. No último Anthropological Journal do ano, você encontrará duas curtas monografias de minha pena sobre o assunto."
Poucos meses depois, em outubro e novembro de 1893, The Strand publicou "A Chapter on Ears", analisando as orelhas de britânicos famosos. Curiosamente, o artigo não é assinado.
Inspirado pela história ou foi trabalho do próprio Sherlock Holmes?

Paperback, por George Cavendish