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31 outubro, 2021

Ponte Juscelino Kubitschek

Também conhecida como Ponte JK ou Terceira Ponte. É uma ponte em arco de aço e concreto sobre o Lago Paranoá em Brasília, Brasil. Liga a margem leste do lago - onde ficam o Lago Sul, o Paranoá e o Aeroporto Internacional de Brasília - ao centro de Brasília, por meio do Eixo Monumental. Inaugurada ao tráfego em 15 de dezembro de 2002, sua silhueta rapidamente distinguível logo se tornou um marco de Brasília.
Foi projetado pelo arquiteto Alexandre Chan e calculada pelo engenheiro estrutural Mário Vila Verde. 
A estrutura da ponte tem 1.200 metros de comprimento e 24 metros de largura, apresentando três faixas de rodagem em cada um dos sentidos, além de passarelas com guarda-corpos para ciclistas e pedestres.

Vista panorâmica da Ponte JK. Wikipédia

O arquiteto brasileiro Chan afirma que se inspirou no movimento de uma pedra lançada sobre a água, que sai quicando sobre o espelho d’água.
(http://chicosantanna.wordpress.com/2020/09/18/arquitetura-tera-a-australia-copiado-a-ponte-jk/)

Ver também: Ponte Rio Negro

e.pos.tra.cis.mo substantivo masculino. [Antigo] Jogo de crianças, que consistia em atirar conchas ou pedras sobre a superfície do mar, rio ou lago, ganhando aquela cuja concha desse mais resaltos à tona da água.

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https://archtrends.com/blog/60-anos-de-brasilia/

04 abril, 2019

Toniquinho de Jataí

"Já que Vossa Excelência está anunciando o propósito de cumprir integralmente a Constituição, queria saber se, eleito fosse, construiria a capital do Brasil no Planalto Central, conforme nela consta.” Lá do meio da multidão, a voz se levantou. Lá em cima do palanque, o candidato a presidente estacou. E agora, o que responder? Dizer que não construiria e desmentir-se na frente do povo sobre uma promessa que acabara de assumir? Ou manter-se firme e encarar um dos maiores desafios que um chefe da nação poderia enfrentar em seu mandato?

Os destinos de Antônio Soares Neto, um jovem que acabara de se formar em Direito, e Juscelino Kubitschek de Oliveira, o ex-governador de Minas Gerais que se propunha a administrar o Brasil, se encontraram no dia 4 de abril de 1955. JK viera a Goiás abrir oficialmente sua campanha à Presidência da República e escolheu Jataí para sediar o primeiro comício. "Todos discursaram e depois houve o momento em que ele abriu as perguntas para o povo. Por uma inspiração feliz, acredito eu, resolvi fazer a pergunta", relata Antônio, conhecido como Toniquinho de Jataí.

"Eu havia acabado de estudar Direito aqui em Goiânia e havia lido muito a Constituição. Resolvi então perguntar sobre a transferência da capital, que estava prevista na lei. Quando fiz a pergunta, percebi que Juscelino se assustou, ficou meio surpreendido. Mas logo depois ele respondeu que sim, que daquele momento em diante a construção da nova capital seria um de seus objetivos principais, caso fosse eleito", recorda Toniquinho, hoje com 92 anos de idade. JK, sempre que podia, relatava essa história, ainda que historiadores relativizem a importância do episódio ocorrido em Jataí.

Extraído de: Toniquinho de Jataí - A pergunta que fundou Brasília, de Rogério Borges, "O Popular"

13 julho, 2012

Deixando a medicina

No final da década de 1930 Juscelino Kubitschek dava a impressão de haver encerrado para sempre seu namoro com a política. A medicina lhe proporcionava satisfação, prestígio e dinheiro. Formara já um razoável patrimônio: tinha comprado uma boa casa, em estilo moderno – a primeira com piscina em Belo Horizonte. Na Força Pública, promovido a tenente-coronel médico, fora nomeado chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Militar.
Estavam as coisas nesse pé quando, em fevereiro de 1940, Benedito Valadares o chama ao palácio com um convite: a prefeitura de Belo Horizonte. JK recusa, não quer afastar-se outra vez da profissão. Mas a 16 de abril a nomeação é publicada no Minas Gerais, o diário oficial do estado. Tomou posse dois dias depois.
Virou prefeito sem deixar de ser médico: operava todas as manhãs no Hospital Militar e ainda chefiava o Serviço de Urologia da Santa Casa.
A última vez que empunhou um bisturi foi no Hospital São Lucas, de Belo Horizonte, quando operou de apendicite aguda o escritor Eduardo Frieiro.
JK disse então à mulher do autor de "O cabo das tormentas": "Hoje vou dar duas altas, d. Noêmia. Uma ao Frieiro, que já está bom e pode retornar a suas atividades. E outra, a mim mesmo, pois encerro, com o caso de seu marido, minha atividade profissional".
Despediu-se e saiu. "A opção, sobre a qual eu havia hesitado durante tanto tempo, acabara de ser feita. Já não era médico. Mas político."