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26 setembro, 2016

"Página infeliz da nossa história"

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O jornalista Renato Dias, sociólogo, especialista em Políticas Públicas, mestre em Direito e Relações Internacionais, lança, nesta quinta-feira, 29 de setembro, de 18 h às 22 h, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em Goiânia, o livro "1964-2016 - Página Infeliz da Nossa História - Golpe depõe Dilma Rousseff e anuncia um Futuro a Temer".
Entre os temas, a crise de 2014, os desdobramentos de 2015, a queda de Dilma Rousseff na Câmara Federal e Senado da República, a cassação de Eduardo Cunha e a denúncia oferecida pelo MPF contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Produção independente
Preço: R$ 60 [Mais frete - para outros estados]
Com prefácio de Jean Wyllys e apresentação da presidente da Federação Nacional dos Jornalistas [Fenaj], Maria José Braga
A obra pode ser adquirida por [email protected]
O título do livro, com a reprodução de um dos versos do samba "Vai Passar", de Francis Hime e Chico Buarque, é uma sacada das boas. PGCS
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O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16
Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro.
Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

17/04/2017, Dia da infâmia - Atualizando ...
O professor Wanderley Guilherme dos Santos acaba de publicar o livro "A Democracia Impedida - O Brasil no Século XXI" (FGV, 2017), analisando as raízes da crise institucional e social enfrentadas hoje. Considerado um dos maiores cientistas políticos da atualidade, Guilherme dos Santos prenunciou o golpe militar dos anos 1964, dois anos antes, no seu livro "Quem Dará o Golpe no Brasil" (Civilização Brasileira, 1962).

29 maio, 2012

A frase de Collor na CPI

Paulo,
Quequiéisso?
— Não se me acoime de ter comportamento alapado, lançadiço ou rafeiro em relação ao hebdomadário em tela.
Nelson Cunha
Aí vai:
— Não me acusem de ter comportamento oculto, imprestável ou bajulador com o semanário em questão.
Acontece que Collor usou em seu discurso o vocabulário das cantigas de escárnio e maldizer da era medieval. Não há dúvida de que o ostracismo fez um bem danado ao caçador de marajás. Ele voltou da temporada das ostras, tinindo nos cascos e nisto se inclui o relinchar. Para ver como o tempo é senhor da razão: desta vez Collor está do lado certo. Ao contrário de muita gente por aí que, desde que a CPI do K.choeira começou, vem tendo comportamento alapado, lançadiço e rafeiro.
PGCS

16 maio, 2012

Engavetadores-gerais

Deixa ver se eu entendi:
Havia um brindeiro (epônimo para engavetador geral) que, a seu tempo, arquivava tudo que pudesse comprometer a situação. Agora, temos outro brindeiro para engavetar exclusivamente o que compromete a oposição?!

19 março, 2010

A CPI da pizza

São tantas as irregularidades relacionadas com o famoso prato que urge a instalação de uma CPI. Para averiguar até onde, no rol das denúncias surgidas, alguma delas tem fundamento. A começar de que estaria, depois de tantos anos no Brasil, ainda resistindo ao aportuguesamento do nome. Se bem que a grafia "píteça", como alguém já sugeriu, não seja muito de encorajar a mudança. É sensaborona, com risco de transmitir o indesejável atributo ao prato que pretende designar.
Só flancos, atacam a pizza por todos os lados. Ajudados pelo fato de ela já chegar cortada à mesa de refeição. Agora, por que a dividem em pedaços desiguais, se isso só serve para privilegiar os comensais mais rápidos? Bem, aplicar a lei de Gerson é preciso, pode ser a resposta.
Quem come escargot e caviar é gastrônomo, e quem come pizza? Diz-se que não passa de um reles comedor, equiparado ao farofeiro de praia (cujo nível é o do mar, claro). Pois não há sofisticação alguma em se pedir uma quatro-queijos, besuntá-la de mostarda e ketchup e, na sequência, perpetrar o pior: fazê-la descer, goela abaixo, na companhia de uma coca-cola.
A propósito, como explicar também o não aparecimento, até hoje, de uma pizza na versão diet?
É lastimável que o Instituto do Peso e Duas Medidas se mantenha omisso em assunto de sua competência. E não tenha dado a palavra final sobre o tamanho dos discos. Sabendo que estes, deixados ao alvedrio dos donos das pizzarias, tendem ao gradual encolhimento. De sorte (?) a acontecer o seguinte: "gigante" virar "brotinho", "brotinho" virar... canapé - e sem que se detecte o menor remorso neles! Enquanto nós, os come-pizzas, espichamos o dinheiro.
A entrega domiciliar é um caso (de polícia) à parte. Não poucas vezes, a pizza vem gelada e a cerveja, quente. Se é isso em obediência à lei da compensação, ora, dispensamos o cumprimento da referida lei. Como também pedimos que, haja o que houver, não vá o entregador além das pizzas. Significando isto resistir à provocação de mulher que, na ausência do marido, entende de priorizar o sexo sobre o estômago.
Por essa e anteriores, bem que o mafioso prato está a merecer uma CPI. Mas, se possível, que não acabe em pizza.

Crônica publicada, em 05/04/94, na seção Cartas, do jornal Diário do Nordeste e, em 17/04/94, no Jornal do Leitor, de O Povo.

18 janeiro, 2010

Por motivos intestinos

Os deputados distritais de Brasília (afora algumas honrosas exceções) não vão "digerir" bem o panetone dessa CPI.
Digo mais: vão só "arrudear" o dito-cujo.