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16 agosto, 2025

Vodu conjugal

A esposa gritou do outro quarto:
"Você está sentindo uma dor aguda no corpo?"
"Não."
"Como se alguém o estivesse esfaqueando?"
"Não."
"Que tal agora?"

Pesquisa: http://blogdopg.blogspot.com/2014/07/glicemias-e-bonecos-de-vodu.html

28 novembro, 2021

O cachorro-quente

A teoria mais aceita sobre o surgimento desse peculiar sanduíche começa com um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome da raça de seu cachorro: Dachshund (cão bassê, em alemão). Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou essas salsichas para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos. Para chamar a atenção dos consumidores, ele anunciava na porta dos estádios "Get your hot dachshund!" ("Pegue seu cachorro-salsicha quente!", em português).
No Brasil, por volta de 1926, o empresário Francisco Serrador, que idealizou a famosa Cinelândia, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, lança o cachorro-quente em seus cinemas. A novidade inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso, a criarem em 1928, a marchinha de carnaval "Cachorro-Quente".
Comer
Cachorro quente lá no bar
Por certo a moda vai pegar
Por não ser vulgar
Comer
Vai toda a gente ao "quarteirão" (do Serrador)
Pois há linguiça (sic) em profusão
Pra comer com pão
A partir de 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, quando o nosso país passou a sofrer grande influência da cultura americana, o cachorro-quente conquistou definitivamente seu lugar no Brasil.

Vodu acidental

07 setembro, 2021

A moda e as pessoas que conseguem mudá-la

Durante a 2.ª Guerra Mundial, bonecos com a imagem de Hitler (portando agulhas e alfinetes) eram usados nos ateliês das costureiras aliadas. 
Roosevelt também tinha um deles em seu escritório.


"A moda muda as pessoas, mas há pessoas que mudam a moda." Outro, com a imagem de Trump:


A retaliação em um boneco de vodu a um supervisor abusivo restaura a justiça [estudo de 2018].

12 setembro, 2018

A retaliação em bonecos de vodu a supervisões abusivas

A retaliação em um boneco de vodu simbolizando um supervisor abusivo restaura a justiça
29 de março de 2018 [novo estudo]
Maltratado por um supervisor no trabalho? Isso faria você se sentir um pouco melhor se pudesse, digamos, atormentar um boneco de vodu?
A professora Lindie Hanyu Liang (da Lazaridis School of Business and Economics at Wilfrid Laurier University, Canada) e seus colegas investigaram essas coisas. Em troca de um pagamento de 1 dólar, 195 funcionários em tempo integral que moram nos EUA e Canadá participaram de uma experiência, na qual tiveram a oportunidade de retaliar (depois de relembrar um cenário abusivo no local de trabalho) contra um boneco vodu online fornecido pela Dumb.com ("Sua fonte para coisas estúpidas").


Verificou-se que a tortura de bonecos, com alfinetes, alicates e fogo, ajudou (em algum grau) a aliviar os sentimentos negativos associados à recordação de incidentes de supervisão abusivos.
Resumo
Quando um subordinado recebe tratamento abusivo de um supervisor, uma resposta natural é retaliar contra o supervisor. Embora a retaliação seja disfuncional e deva ser desencorajada, examinamos o potencial papel funcional que a retaliação desempenha em termos de aliviar as consequências negativas da supervisão abusiva sobre as percepções da justiça subordinada. Com base na noção de que a retaliação após maus-tratos pode restaurar a justiça para as vítimas, propomos um modelo pelo qual a retaliação após a supervisão abusiva alivia o efeito negativo da supervisão abusiva sobre as percepções da justiça subordinada. Em dois estudos experimentais [estudos 1 e 2], em que manipulamos a supervisão abusiva e a retaliação simbólica subordinada - em particular, prejudicando um boneco de vodu que representa o supervisor abusivo -, encontramos um amplo apoio para nossas previsões.
https://doi.org/10.1016/j.leaqua.2018.01.004

Glicemias e bonecos de vodu

06 julho, 2014

Glicemias e bonecos de vodu

A agressividade com relação ao parceiro íntimo é um problema que afeta a milhões de pessoas em todo o mundo
Pensando nesse fenômeno, Brad J. Bushman e outros pesquisadores resolveram estudá-lo numa amostragem de 107 casais por três semanas.
Cada noite, eles mediram os níveis de glicemia nos participantes da experiência. E, para avaliar os impulsos agressivos nas duplas, eles anotaram quantos alfinetes cada participante enfiava diariamente em um boneco de vodu que representava o cônjuge.
Os mais baixos níveis de glicemia foram encontrados naqueles que alfinetavam mais vezes seus bonecos de vodu, isto é, seus cônjuges.
O estudo, que se chamou "Low glucose relates to greater aggression in married couples" (http://www.pnas.org/content/early/2014/04/09/1400619111.abstract), também apresentou um problema incomum.

Bushman teve que atender um telefonema de sua empresa de cartão de crédito. Queriam saber se fora realmente ele que gastara 5.000 dólares comprando mais de 200 bonecos de vodu.