Mostrando postagens com marcador picantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador picantes. Mostrar todas as postagens

23 agosto, 2011

Foi infinita enquanto durou

Esta nota - A Pimenta Infinita - foi publicada em 18 de agosto. Mas tinha sido escrita há alguns meses.
Enquanto isso, a Pimenta Infinita (1.257.468) perdeu o seu título para a Niger Viper (1.382.118) e as duas, em seguida, foram ultrapassadas pela Trinidad Scorpion Butch T (1.463.700).
Esses números pertencem à escala Scoville, que mede a ardência dos picantes. Quanto maior é ele, mais ardida é a pimenta.
A fila andou, portanto. O que também prova que, no mundo das pimentas, nenhuma delas esquenta o trono.
Apesar dos pesares, a Pimenta Infinita foi infinita enquanto durou.
E, para evitar novas decepções, só resta apelar para a capsaicina pura (15.000.000). Por ser exatamente o limite superior da escala Scoville, ela jamais será tratada como refresco.

As garotas Jarmilla Elders e Linda Sartoris na colheita da Trinidad Scorpion.
 Blog Carcará

18 agosto, 2011

A Pimenta Infinita

Medindo 1,17 milhão na escala Scoville (que mede o grau picante de uma pimenta), esta é agora a mais "quente" das pimentas do mundo. Ela foi cultivada por acidente em Lincolnshire, na Inglaterra.
Apelidada de Infinity Chilli, é consideravelmente mais "quente" que a detentora anteriora do título, a Bhut Jolokia, da Índia.
Nick Woods, proprietário da empresa Fire Foods, um dia percebeu a ocorrência de uma nova pimenta mestiça em sua estufa. Intrigado com ela, Nick decidiu prová-la, o que foi uma experiência deveras lamentável. Uma experiência descrita como uma sensação insuportável de queimação que lhe atingiu a garganta, deixando-o por alguns momentos sem condições de falar.
A destronada Bhut Jolokia já foi assunto do blog, em 10/01/10. Clique aqui.
The Presurfer
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Comentário
Com o título mudado para Pimenta que derruba até baiano a nota acima foi publicada no Luis Nassif Online, no qual recebeu, até o momento, 15 comentários. Dentre eles, destaco o que foi enviado pelo leitor de nome Alfeu.
Transcrevo-o a seguir:
"Meu pai era um grande adorador de pimentas. Pernambucano, gostava de desafios. Havia em casa uma coleção delas. Vários tipos, uma para cada tipo de prato, ou uma para cada dia de desafio. Convivia com uma gastrite e já tinha sofrido de úlcera. Quando sucumbia por uma crise estomacal, me pedia para eu ir na Granado, e aviava uma receita para o seu bombardeado estômago. Depois de alguns dias de "tratamento" o seu estômago estava zero, pelo menos era assim que ele dizia, e isso era a senha para regar os seus pratos com a sua coleção de pimentas. Nada mais óbvio que o ciclo recomeçava. Se alguma visita experimentava uma pimenta por ele oferecida, e mostrasse a sua resistencia, um novo tipo mais explosivo era apresentado. Como é de se esperar, uma pessoa, no caso eu, vendo tudo isso, não vai ter a pimenta como uma iguaria dentre os seus favoritos.
Mas isso não impede de ser vítima de armadilhas pelo mundo afora. Quando, num período dos anos 80, morei no Japão, em pleno verão entrei numa casa que era especialista em lamen (longe do sabor e da qualidade dos chamados "miojo", aqui no Brasil). Um wakame lamen (wakame é um tipo de alga vermelha - Undaria sp;Rodophyta) que era imersa, na minha opinião, em pimenta malagueta; mas eles usam o togarashi que é uma pimenta, e que detalhes e sutilezas não me importam, pois queimam a língua, a garganta e principalmente a paciência. Mas uma coisa me chamou a atenção, ao sair do restaurante, o ambiente não me pareceu tão quente quanto antes de entrar. É essa a filosofia da pimenta.
Duas coisas para terminar: caso meu pai estivesse vivo e lesse esse post iria na caça destas variedades de pimenta; outro é que no Japão quando tinha essas "agradáveis" experiências com a pimenta, inclusive no inverno, ficava pensando na culinária baiana - pois diversas vezes fui para a Bahia - e achava o baiano um povo com estômago de aço (ou de adamantium, igual às garras do Wolverine); pois, para mim, é impossível se gostar de tanta pimenta."
Alfeu

09 janeiro, 2010

A mais "quente" das pimentas

Este homem ousou desafiar os efeitos picantes da Bhut Jolokia. No estado natural nada consegue superá-la. La Aldea Irreductible a define como "a bomba nuclear dos picantes".
Os efeitos devastadores desta pimenta começam cinco minutos após ser ingerida. E beber água só piora a situação.



Assim como existe a Escala Richter para os terremotos, há a Escala Scoville para classificar os picantes. Nesta, os lugares mais altos são ocupados pela capsaicina pura, pelos capsaicinoides e pelo spray de pimenta da polícia estadunidense. A seguir, pela Bhut Jolokia, a mais "quente" das pimentas no estado natural.