Mostrando postagens com marcador Atenas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atenas. Mostrar todas as postagens

18 junho, 2021

A mosca de Atenas

As moscas-dos-cavalos (apelidadas no Brasil de mutucas) são insetos da família Tabanidae da ordem Diptera. Geralmente são grandes, ágeis e preferem voar sob o sol, evitando áreas escuras e sombreadas. Os machos têm um aparelho bucal fraco e apenas as fêmeas mordem os animais com a finalidade de obter a proteína necessária à produção dos ovos. Para exercer sua hematofagia, o aparelho bucal das fêmeas é um órgão forte e penetrante, com dois pares de lâminas cortantes e uma parte esponjosa usada para lamber o sangue que escorre do ferimento.
As moscas-de-cavalo têm aparecido na literatura desde que Ésquilo, na Grécia Antiga, mencionou que elas em sua perseguição persistente levavam as pessoas à loucura.
A história conta que Sócrates era conhecido entre seus concidadãos como "a mosca de Atenas". Diz-se também que o filósofo ficou encantado com o apelido porque o descrevia muito bem: sua missão era provocar as pessoas por meio de perguntas e explicações que incomodavam e, sobretudo, faziam despertar. 
Aos que o condenaram à morte, Sócrates, de acordo com os escritos de Platão, argumentou que a dissidência, como a mosca, era fácil de vencer, mas o custo de silenciar indivíduos irritantes poderia ser muito alto para a sociedade: "Se você matar um homem como eu, vocês vão se machucar mais do que vão me machucar".
Sócrates se comparou a um moscardo que, a serviço da verdade, picava o nobre corcel (que era Atenas) para tirá-lo de sua existência complacente e monótona.
É uma boa metáfora: as moscas são conhecidas por morder e incomodar o gado e outros animais de curral. Nisso são implacáveis, pois mordem, continuam mordendo e não há muito o que os animais possam fazer para enxotá-las.

06 setembro, 2019

O ensinamento de Diógenes

Diógenes de Sinope (412 a.C. – 323 a.C.) foi um filósofo grego. Ele era o expoente máximo do cinismo (lembrando que a palavra cínico tem outro sentido no âmbito filosófico), uma corrente filosófica que exigia do praticante uma vida despojada de bens, o repúdio à maioria das convenções humanas e a completa independência da mente e do espírito.
Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se a seu comportamento semelhante ao de um cão, e seu elogio às virtudes dos cães. Os modernos termos "cínico" e "cinismo" derivam da palavra grega "kynikos", a forma adjetiva de "kynon", que significa "cão".


Ele também gostava de usar a sagacidade para desafiar os valores e crenças de seus concidadãos na antiga Atenas.
Aqui está um exemplo.
A Diógenes foi perguntado: "Qual é a diferença entre a vida e a morte?"
Ele respondeu: "Nenhuma diferença".
"Bem, então, por que você permanece nesta vida?"
"Porque não há diferença", disse Diógenes.

Ler também: Tamerlão e a existência miserável

23 agosto, 2016

O quarto tipo de medalha olímpica

Apesar de as medalhas de ouro, prata e bronze representarem toda a glória, ainda há mais um tipo de premiação olímpica: a medalha Pierre de Coubertin, que é dada a atletas que resumem o espírito esportivo dos Jogos Olímpicos. Ao contrário das medalhas desportivas, a medalha de Coubertin não é concedida em cada ciclo dos Jogos - ela só é entregue quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconhece que alguém realmente merece recebê-la.
Aqui estão os nomes de cinco de seus destinatários mais notáveis:
  1. Luz Long, 1936
  2. Eugenio Monti, 1964
  3. Lawrence Lemieux, 1988
  4. Vanderlei Cordeiro, 2004
  5. Shaul Ladany, 2007
Vanderlei Cordeiro de Lima e por que ele ganhou o prêmio
Nos Jogos de 2004, em Atenas, o corredor brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima (foto) liderava a maratona masculina. Quando lhe faltavam apenas quatro milhas para completar o percurso, algo então aconteceu: um padre irlandês saiu da multidão e deteve o atleta por sete segundos . Embora o atraso tenha sido curto, isso, pode ter prejudicado o desempenho do atleta logo em seguida. Ele perdeu o ouro por mais de um minuto e a prata por mais de 40 segundos, no entanto é difícil dizer como ele teria corrido suas últimas milhas se um estranho não lhe tivesse interrompido a concentração. O COI recusou-se a mudar o resultado da corrida, mas, além do bronze que ele ganhou, o corredor brasileiro foi agraciado com a medalha Pierre de Coubertin. Mesmo agora, mais de uma década depois, o reconhecimento continua: Vanderlei foi escolhido para acender a pira olímpica no Rio, este ano.

Fonte: mentalfloss.com