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27 janeiro, 2025

O mistério da resina

Ninguém sabe ao certo por que algumas árvores secretam resina. No entanto, com a ajuda de uma maravilhosa macrofotografia, embora o mistério que rodeia este tema não possa ser resolvido com certeza, a sua beleza – por vezes mortal – torna-se evidente.


A resina é um produto químico que escorre de várias árvores. É conhecido como secreção e não como excreção. As excreções são puramente resíduos, ao passo que, embora as razões por trás da resina ainda sejam um pouco obscuras, a maioria dos cientistas acredita que ela tenha algum tipo de propósito ou função. Provavelmente não se trata simplesmente de capturar insetos, embora haja algo de quase mórbidamente satisfatório em ver um inseto sendo "consumido" pela resina. Talvez seja o fato de termos visto Jurassic Park demasiadas vezes e de termos alguma satisfação em imaginar um cientista a descobrir o DNA de um ser prehistórico num inseto preso no âmbar. Muito provavelmente é a maravilha de ver algo preso no tempo tão perfeitamente preservado como estava no dia em que morreu.
A resina é um hidrocarboneto – ou seja, é composta por dois elementos e apenas dois elementos – hidrogênio e carbono. Portanto, também se qualifica como composto, que é quando algo é composto por dois ou mais elementos. Além disso, também pode ser chamado de composto orgânico – que é quando um dos elementos é o carbono. Alguns hidrocarbonetos são impuros porque contêm vestígios ou se ligaram a outras substâncias, e o mesmo pode ser dito da resina, que neste sentido é impura. Portanto, em suma, a resina é um hidrocarboneto composto orgânico impuro – o que é um bocado, para dizer o mínimo.
A maioria das pessoas já ouviu falar de âmbar – que é a resina em sua forma fossilizada. O âmbar é muito usado para a manufatura de objetos ornamentais. Embora não seja um mineral, é por vezes assim considerado – e usado como se fosse uma gema.



07 dezembro, 2020

A Sala de Âmbar

Você já ouviu falar da Oitava Maravilha do Mundo? Pois, certa vez, ela existiu mesmo, na forma da Sala de Âmbar - uma obra-prima de design complexo e um dos artefatos mais valiosos da Rússia. Originalmente projetado e construído no início do século XVIII, a Sala de Âmbar trocou algumas mãos antes de desaparecer em 1945.
Origem
A Sala de Âmbar é o resultado de uma colaboração entre o escultor barroco alemão Schluter e o artesão dinamarquês Gottfried Wolfram. Embora esteja associada principalmente à Rússia Imperial, a sala foi originalmente construída para a Monarquia Prussiana em 1701 e abrigada no Palácio de Charlottenburg, em Berlim. Em 1716, a sala foi presenteada ao czar russo Pedro, o Grande, como parte de uma aliança entre a Rússia e a Prússia contra a Suécia. Os painéis de âmbar que decoravam as paredes foram desconstruídos, colocados em grandes caixas e transferidos para o Palácio de Inverno na recém-fundada cidade de São Petersburgo. Em 1755, a sala foi realocada novamente, a pedido de Elizabeth, filha do czar, para o Palácio de Catarina em Tsarkoye Selo.​
Foi nesse local que a sala foi ampliada e, em sua conclusão em 1770, alcançou um total de pouco mais de 54 metros quadrados, adornado com mais de 6 toneladas de âmbar e outras pedras preciosas. Os historiadores estimam que o valor atual da sala seria de aproximadamente US $ 176 milhões. Nos dois séculos seguintes, a grandiosa sala deslumbrou visitantes da Rússia e do resto da Europa, seu esplendor excedendo até as próprias expectativas de Schluter.


Desaparecimento
A Sala de Âmbar sobreviveu à Revolução de 1917. Porém, quando a Alemanha nazista invadiu a então URSS em 1941, nenhum tesouro nacional no país estava seguro. Os curadores soviéticos sabiam que a valiosa Sala de Âmbar estava em grande perigo e tentaram protegê-la realocando-a para longe do front. No entanto, ao tentar realizar a tarefa, o curador Anatoly Kuchumov descobriu que os painéis de âmbar haviam-se tornado frágeis ao longo dos anos e a realocação poderia causar muitos danos. Em vez disso, ele ordenou cobrir as paredes da sala com papel de parede fino, na esperança de que os nazistas passassem por ela sem perceber.
Infelizmente, esse plano falhou. Hitler conhecia bem a história da Sala de Âmbar e a via como propriedade alemã que deveria ser devolvida à sua terra natal. Em apenas 36 horas, os nazistas descobriram os painéis preciosos e desmontaram a sala completamente. Os painéis foram enviados para a Alemanha e a sala foi reconstruída no Castelo Konigsberg. Lá permaneceu em exibição para povo alemão por dois anos. Em 1943, quando os ventos da guerra começaram a virar em favor dos aliados, Hitler ordenou que todas as posses saqueadas e guardadas em Konigsberg fossem realocadas. Mais uma vez a sala foi parar em grandes caixas e posta em movimento, desta vez, para nunca mais ser vista.
Teorias da conspiração
Siga lendo:
http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15728
http://br.rbth.com/arte/historia/2017/07/08/onde-encontrar-a-verdadeira-camara-de-ambar_794480
A nova Sala de Âmbar
Em 1979, o governo soviético ordenou que uma réplica da sala fosse reconstruída onde a original ficava no Palácio de Catarina. O projeto levou 25 anos para ser concluído e custou US $ 11,3 milhões. Sua inauguração em 2003 marcou o 300.º aniversário de São Petersburgo. Embora seja uma reprodução, se você já estiver na área, vale a pena visitar a "nova Sala de Âmbar".
O barão Eduard von Falz-Fein, empresário de origem russa do Liechtenstein, passou 30 anos de sua vida à procura da famosa sala. Em 2004, ele declarou que, embora a câmara original tivesse perdida para sempre, a nova versão era um substituto digno. "Eu vi a Câmara de Âmbar antiga quando tinha cinco anos, e vi a nova. A nova é ainda melhor", disse von Falz-Fein à revista russa "Argumenti i Fakti".

20 outubro, 2020

O inseto preso em âmbar

No Jurassic Park (1993), o inseto preso em âmbar  não poderia conter DNA de dinossauro.

Explicação:
Eles precisavam de um mosquito muito grande para que parecesse "pré-histórico" e fosse também facilmente visto por todos. O mosquito-elefante (Toxorfinchitas) atende a esses requisitos, mas não suga sangue de animais grandes. Ele se alimenta de outros mosquitos.

27/09/2012 - Pequenas janelas coloridas para o passado
31/08/2013 - Um pesadelo dividido

31 agosto, 2013

Um pesadelo dividido

A evidência do ataque de uma aranha a uma vespa - congelado no tempo. Uma ação que teve lugar no Vale Hukawng, em Mianmar, no Período Cretáceo, quase certamente com dinossauros vagando nas proximidades.
Há uns cem milhões de anos, esta vespa se viu de repente presa a uma teia de aranha. Estava prestes a virar refeição de aranha, mas não chegou a tanto. Pois a resina de uma árvore fluiu naquele instante, capturando a vespa e a aranha.


Esta imagem foi registrada por George Poinar Jr., entomologista da Universidade de Oregon e perito mundial em insetos presos no âmbar. É dele a proposta de extrair o DNA de insetos fossilizados em âmbar, uma ideia que foi depois explorada por Michel Chrichton, no livro que deu origem ao filme Jurassic Park.
Esta aranha, que pode ter esperado pacientemente por horas para capturar a presa, foi sufocada em resina apenas um pouco antes antes de seu ataque. E esta vespa, segundo Poinar, não era lá uma boa bisca. Pertencia a um grupo que ainda é hoje conhecido por parasitar ovos de aranha.
Nesse contexto, o ataque da aranha, ainda que não se tenha concluído, pode ser considerado uma vingança.

FOSSIL OF ANCIENT SPIDER ATTACK ONLY ONE OF ITS TYPE EVER DISCOVERED, Oregon State University

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Pequenas janelas coloridas para o passado

27 setembro, 2012

Pequenas janelas coloridas para o passado

Âmbar, a seiva fóssil das árvores, pode conter insetos, aracnídeos, crustáceos, anfíbios e lagartos que viveram há muitos milhões de anos - por vezes perfeitamente preservados.
A fossilização em âmbar permite, por exemplo, que pequenos detalhes como a cor e a disposição das escamas nas asas de uma borboleta se apresentem atualmente como eram há 20 milhões de anos.
Pelas surpreendentes coisas que nos mostram, alguém comparou o âmbar a... pequenas janelas coloridas para o passado.

No filme "Jurassic Park" expandiu-se a ideia de extrair DNA do aparelho digestivo de mosquitos que teriam sugado o sangue de dinossauros. Aprisionados no âmbar, esses mosquitos fossilizados conteriam no ventre material genético de dinossauros, o qual, através da clonagem, poderia ser usado para criar na atualidade um parque temático de dinossauros.

PGCS