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14 junho, 2015

Erro crasso

segundo Câmara Cascudo
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os Partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

Ambrose E. Burnside, outro militar com queda para o erro crasso!

22 julho, 2013

O homem que gostava da guerra

O Tenente-General Sir Adrian Carton de Wiart (5 de maio de 1880 - 5 de junho de 1963) foi um oficial do exército britânico de ascendência belga e irlandesa. Ele lutou na Guerra dos Bôeres, Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial. Foi baleado no rosto, cabeça, estômago, tornozelo, perna, quadril e ouvido, sobreviveu a um acidente de avião, cavou um túnel para escapar de um campo de prisioneiros e arrancou seus dedos quando um médico se recusou a amputá-los.
É dele esta transfixante declaração:
"Francamente, eu gostei da guerra."
Sobreviveria Chuck Norris a tantos ferimentos? 
Não há como responder esta pergunta. Ninguém consegue ferir Chuck Norris.

01 abril, 2013

Ordem unida




Os comandos de ordem unida são dados pelo oficial, graduado ou o mais antigo presente à frente do grupo, em tom firme, enérgico e que inspire respeito à figura da autoridade presente. Eles podem ser dados por corneta ou clarim, apito, gestos, voz de comando e perspectiva de alimentos para pombos.

31 de março
Data em que as vivandeiras comemoram no Brasil o 1º. de abril.

07 setembro, 2012

TAPS - O toque de silêncio

Vinte e quatro notas. É uma melodia simples, de 150 anos, que pode expressar a nossa gratidão quando as palavras falham.

Taps-Funeral Militar



Grato à médica oftalmologista Maria Célia Ciarlini Teixeira que me trouxe à lembrança a história desta música.

08 janeiro, 2007

O corneteiro de Pirajá

Por conta de um recente fato político vem proliferando, na mídia nacional, referências ao corneteiro de Pirajá. Para que fiquemos a par deste assunto, é importante saber o que fez de tão relevante o citado corneteiro.
Consta das estórias da História do Brasil. As veteranas tropas portuguesas na Bahia, que consideravam a independência do Brasil um ato de traição a Portugal, combatiam os bisonhos defensores da nossa nacionalidade. A batalha era em Pirajá, no Recôncavo Baiano. Os portugueses estavam prestes a vencer a refrega. Nisso, ouviram soar no lado brasileiro o “toque de avançar e degolar”, e a seguir perceberam que as nossas tropas estavam a adquirir um ímpeto redobrado de lutar. O sol, que se punha atrás das linhas brasileiras, cegava naquele momento as tropas lusitanas. Não podiam ver, mas suspeitaram de que haviam chegado importantes reforços para os defensores – a cavalaria brasileira! E recuaram das posições já conquistadas, sendo a partir daí levados de vencida pelos brasileiros. Soube-se depois que o indômito corneteiro, de nome Lopes, do seu comandante havia recebido uma outra ordem. A ordem para executar o “toque de retirar”. Mas, por que não a cumpriu? Para responder esta pergunta há duas hipóteses: A primeira que, por puro nervosismo, o corneteiro houvesse se confundido e tocado a música errada. O que, quando se considera a simplicidade melódica de tais musiquinhas, eu particularmente não acredito. A segunda que ele, com melhor visão do cenário futuro no campo de batalha, tenha decidido executar o toque que animou as tropas brasileiras para a vitória final. Por iniciativa própria, portanto. Pela qual melhorou muito a sua biografia, lá isso melhorou. Mas... havendo sido um ato de insubordinação, da qual sobrevieram riscos para os companheiros, não era o caso de o corneteiro Lopes ter sido mandado a uma corte marcial?
Ora, não é de hoje a assertiva de que... tudo está bem quando termina bem.