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09 agosto, 2024

O maratonista desaparecido

Shizo Kanakuri detém o recorde mundial do tempo mais lento na maratona olímpica. Ele terminou sua corrida após 54 anos, oito meses, seis dias, 5 horas e 32 minutos.
Shizo não era um corredor lento. Pelo contrário, antes de ir para as Olimpíadas de 1912, ele havia estabelecido um recorde mundial de apenas 2 horas, 32 minutos e 45 segundos. Ele era o favorito para vencer a maratona nas Olimpíadas de Estocolmo.
Foi a primeira vez que o Japão ou qualquer nação asiática participou das Olimpíadas, e Shizo foi um dos dois atletas enviados para representar seu país.
Apesar de ser o favorito, as probabilidades estavam contra ele desde o início. Ele era rápido, mas um atleta inexperiente de apenas 20 anos de idade. Além disso, para chegar a Estocolmo, ele enfrentou  uma viagem de navio e trem de 18 dias. Ele lidou com o problema correndo no convés do navio e em cada estação da Ferrovia Transiberiana com tempo de parada suficiente para treinar um pouco. Quando ele finalmente chegou, ele e seu companheiro de viagem tiveram problemas com a comida local. Seu companheiro judoca ficou doente, e Shizo teve que cuidar dele, reduzindo ainda mais o tempo de treinamento.
O dia da maratona foi escaldante. Aos vinte e sete quilômetros da corrida, o japonês desmaiou devido à hipertermia e foi cuidado por alguns fazendeiros locais. Shizo não foi o único. Os corredores estavam caindo como moscas naquele dia, incluindo o corredor Francisco Lázaro, cujo colapso no meio da corrida e subsequente morte fizeram dele a primeira fatalidade olímpica. Sessenta e oito corredores de todo o mundo entraram na corrida, mas apenas a metade cruzou a linha de chegada.
Diferentemente dos outros corredores que desistiram , Shizo nunca notificou sua falha em terminar aos oficiais da corrida. Ele foi contado como desaparecido.
Shizo retornou ao Japão, continuou seu treinamento e correu ainda em outras duas Olimpíadas. Em seu país natal, ele era conhecido como o Pai das Maratonas Japonesas, mas na Suécia, era conhecido como o maratonista desaparecido.
Depois de 50 anos, as autoridades suecas descobriram que ele estava vivo no Japão e o convidaram para terminar a corrida. Aos 75 anos de idade, ele finalmente cruzou a linha de chegada (foto).
Ao ser entrevistado, comentou: "Foi uma longa corrida. Ao longo do caminho, eu me casei, tive seis filhos e dez netos".


01 agosto, 2024

O Soldado de Maratona

por Ana Margarida Arruda Rosemberg
O Museu do Louvre surpreende com sua exposição sobre as relações entre Arte, Arqueologia e História retratando os Jogos Olímpicos (JO) da Grécia Antiga e a criação dos JO da Idade Moderna.
Maratona, prova desportiva individual de corrida, não existia nos jogos da Grécia Antiga.
Ela é uma criação do francês Michel Bréal para os primeiros JO da era Moderna, de 1896, em Atenas.
Bréal baseou-se na lenda do soldado grego Fidípides, que correu 42 Km de Maratona até Atenas para anunciar a vitória dos gregos contra os persas na Batalha de Maratona, em 490 a.C.
Chegando sem fôlego no Areópago, Fidípides morreu ali depois de ter entregue sua mensagem.
Na exposição do Louvre "L'Olympisme - une invention moderne, une héritage antique" (Olimpismo - uma invenção moderna, uma herança antiga) tem uma pintura de Lyc-Olivier MERSON (1846 -1920) "Le Soldat de Marathon", 1869, que retrata essa passagem.


N. do E.
No Louvre, há também em exposição uma escultura de Jean-Pierre CORTOT (1787 - 1843), Le soldat de Marathon annonçant la victoire, 1834.

07 março, 2015

Duas horas de maratona em 2041

O fundista queniano Dennis Kimetto, 30, é o atual recordista mundial da maratona, título que conquistou na Maratona de Berlim de 2014.
Cruzando a linha de chegada com 2:02:57, ele reduziu em 26 segundos o recorde mundial anterior (proeza de outro queniano).

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Estudando a progressão linear dos recordes nos últimos anos, o blogueiro Allen Downey extrapolou para 2041 o ano em que um atleta (queniano, certamente) conseguirá correr uma maratona em duas horas.

Deu o favoritoA maratona épica de Dorando Pietri | Moda Meia Maratona |  A maratonista dos metrôs

24 agosto, 2014

A maratonista dos metrôs

Em 21 de abril de 1980, Rosie Ruiz, 23, foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada na Maratona de Boston. Ela tinha conseguido o terceiro melhor tempo já registrado por um corredor do sexo feminino em todas as maratonas (duas horas, 31 minutos e 56 segundo). O feito era ainda mais notável porque ela parecia livre de suor e bastante relaxada ao subir no pódio para receber sua coroa de flores (foto).
No entanto, oficiais da corrida logo após começaram a questionar sua vitória. O problema era que eles não se lembravam de tê-la visto durante a prova. Monitores em vários postos de controle da corrida tampouco a tinham visto, nem qualquer um dos outros corredores. Inúmeras fotografias tiradas durante a corrida não mostravam qualquer sinal dela. Sua ausência era esmagadora.
Finalmente, alguns membros da multidão apareceram para revelar que a tinham visto iniciar a corrida na última meia milha. Ela tinha simplesmente corrido no trecho da linha de chegada.
Enquanto os organizadores da maratona se preparavam para anunciar sua desclassificação, descobriram evidências de que ela também trapaceara na corrida de Nova Iorque (onde tinha se classificado para correr na maratona de Boston). Rosie Ruiz, aparentemente, conseguira seu tempo em Nova Iorque andando de metrô em dois terços da corrida.
Sua vitória em Boston foi anulada e concedido o título à verdadeira vencedora: Jackie Gareau.

01 outubro, 2013

Moda Meia Maratona


Há cinco anos
Em outubro de 2008, cobríamos pela metade a Meia Maratona do Rio de Janeiro – a prova masculina. Neste ano, focamos apenas o quesito moda.