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08 novembro, 2021

Sadako e os 1000 grous de papel

Os mil grous de papel foram originalmente popularizadas através da história de Sadako Sasaki, uma garota japonesa que tinha dois anos quando foi exposta à radiação do bombardeio atômico de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial. Sasaki logo desenvolveu leucemia e, aos 12 anos, após passar um tempo significativo em um hospital, começou a fazer grous de origami com o objetivo de fazer mil, inspirado na lenda do senbazuru.
 Em uma versão ficcional da história, contada no livro "Sadako and the Thousand Paper Cranes", ela dobrou apenas 644, antes de ficar muito fraca para dobrar e morrer (em 25 de outubro de 1955). Para honrar sua memória, seus colegas concordaram em dobrar os 356 grous restantes para ela.
Na versão da história contada por sua família e colegas de classe, o Museu Memorial da Paz de Hiroshima afirma que ela completou os mil grous e continuou apesar de seu desejo não se concretizar. Há uma estátua de Sadako segurando um "grou" no Parque Memorial da Paz de Hiroshima (FOTO: coisas do Japão) e, todos os anos, no dia de Obon, as pessoas deixam grous na estátua em memória dos espíritos de seus ancestrais que partiram.
De acordo com sua família e especialmente seu irmão mais velho, Masahiro Sasaki, que fala sobre a vida de sua irmã em eventos, Sadako não apenas ultrapassou as 644 aves de papel, ela excedeu sua meta de 1.000 e morreu após ter dobrado aproximadamente 1.400 delas. Em seu livro, "The Complete Story of Sadako Sasaki", coescrito com Sue DiCicco, fundadora do Peace Crane Project, Masahiro garante que Sadako excedeu seu objetivo.

WIKI
http://coisasdojapao.com/2017/03/grou-conheca-o-valor-simbolico-dessa-ave-no-japao

19 junho, 2021

A lenda do senbazuru

Se não o viram, muitos de vocês já ouviram falar sobre o grou, esta ave graciosa do leste asiático. Famosa por sua beleza, sua dança e pelo ruído que o grupo faz.
O grou não é cegonha nem garça. Devido às semelhanças com estas últimas, é comum as pessoas confundirem. Existem diversas espécies de grous no planeta. Uma delas, quiçá a mais majestosa de todas, é o grou japonês (Grus japonensis).


Ao longo dos tempos, associados a histórias que foram sendo criadas, os gruiformes ganharam diversos significados. Os chineses, referem-se ao grou como sendo o "pássaro celeste", por acreditarem em uma lenda que diz que suas poderosas asas são capazes de transportar as almas ao paraíso. Assim, tornou-se comum por lá a imagem do grou em urnas funerárias, com o objetivo de que a alma do morto seja levada para o céu.
O povo japonês acredita que ele simboliza sorte, paz, saúde, felicidade e fortuna. Diz-se que esse pássaro simboliza o amor conjugal e a fidelidade porque essas aves são monogâmicas, ou seja, elas possuem somente um parceiro durante a vida toda. Devido a isso, é frequente a presença de figuras de grous bordadas nas decorações de casamentos.
Na mitologia japonesa, o grou é considerado o pássaro mais velho da Terra, com expectativa de vida de mil anos. De acordo com a lenda, esses pássaros faziam companhia aos eremitas que meditavam nas montanhas. Acredita-se que os eremitas tinham poderes sobrenaturais capazes de retardar o envelhecimento. Dessa forma, segundo o mito, os grous ganharam uma vida longa e os mesmos poderes místicos, tornando-se a ave símbolo da longevidade.
Devido a simbologia do grou na cultura japonesa, ele passou a ser representado em diversas expressões de arte como no origami, em pinturas e na literatura. A dobradura do grou (tsuru), por exemplo, é bastante tradicional e também carrega o simbolismo da ave. Para os japoneses, dar um tsuru a um amigo, indica que se deseja felicidade, vida longa e sorte a essa pessoa.
O ritual de dobrar 1.000 tsurus é chamado de senbazuru (千羽鶴). Acredita-se que aquele que fizer mil dobraduras desse pássaro, com o pensamento voltado para aquilo que deseja alcançar, terá seu pedido realizado.
Uma situação comum em que as pessoas se juntam para fazer o senbazuru é quando um amigo ou parente está enfermo. Neste caso, o objetivo é a sua rápida recuperação.