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26 outubro, 2020

Claudio e seu "edito" sobre a flatulência

Imperador romano por 13 anos, de 41 a 54 d.C., Cláudio (imagem) era um governante ambicioso - embora impopular - que ordenou a invasão da Grã-Bretanha, instigou a aplicação de inúmeros projetos de construção de estradas a aquedutos e supervisionou julgamentos públicos.
Ele também publicou até 20 editais por dia, incluindo um aparentemente preocupado com a flatulência, que ainda circula frequentemente na Internet, repetida como se fosse fato. CARECE DE CONFIRMAÇÃO
Nossa única fonte para esta bizarra proclamação é um dos mais proeminentes historiadores romanos Suetônio, que produziu um conjunto de biografias dos imperadores romanos chamado "De Vita Caesarum" (As Vidas dos Doze Césares).
Escrevendo quase 80 anos após o reinado de Cláudio, Suetônio comentou: "Dizem que ele até considerou aprovar um decreto, pelo qual daria licença para peidar no jantar, porque ouvira falar de um homem que quase se matara ao segurar essa necessidade por vergonha".
A descrição do falecimento de Cláudio, por exemplo, pode ser tomada pelo valor de face como "Cláudio começou a desistir do fantasma e não conseguiu resolver o problema", mas, lendo de forma diferente, também pode ser traduzido como "Cláudio começou a pressionar o vento, mas não conseguiu encontrar uma passagem".
O filósofo Lucius Annaeus Seneca, também conhecido como Sêneca, o Jovem, havia sido banido por Cláudio e, uma década após sua morte, produziu uma obra de sátira que zombava do falecido imperador.
Basicamente, quando ele estava morrendo, Sêneca, o Jovem, sugere que o último ato do imperador Cláudio foi uma tentativa desesperada de peidar.
Assim, embora o imperador Cláudio provavelmente não tenha aprovado nenhuma lei relativa à flatulência, ele provavelmente brincou a respeito e disse a todos que pretendia, e isso certamente se encaixava em sua imagem de um governante grosseiro, desleixado e vulgar.

Extraído de: Roman Emperor Claudius and his "Edict" About Public Flatulence, Vintage News

27 agosto, 2019

Roupas íntimas para flatulentos

Uma empresa têxtil do Reino Unido anunciou o lançamento de roupas interiores voltadas para usuários flatulentos.
As roupas apresentam um painel traseiro de carvão ativado que absorve os odores característicos dos flatos. O que significa dizer que elas podem reter o mau cheiro deles, impedindo-os de poluirem as áreas circunvizinhas.
As peças passaram por testes rigorosos em que se comprovou a extraordinária eficácia do tecido para absorver os mercaptanos. Seu componente principal é o mesmo que também se utiliza na fabricação de filtros e purificadores de ar domésticos.


Para obter o melhor resultado
A empresa orienta que você fique em pé com as pernas juntas e tente soltar os gases intestinais lentamente. Quando estiver sentado, mantenha os joelhos juntos para que passem através do painel de carvão. Se a roupa estiver encaixada corretamente, e você garantir que os gases eliminados passem pelo painel, todos os odores serão retidos. E, quando quiser removê-los do tecido, bastará simplesmente lavar a roupa.
As propriedades removedoras de Shreddies (post não patrocinado) permanecem efetivas por dois a três anos, após o que a opção de adquirir novas roupas interiores deve ser considerada.

📕Dicionário inglês-português de traduções fonéticas
pay day, a confissão de quem soltou (p)um.

12 julho, 2011

Sobre a flatulência humana

Moacir Scliar (na foto) parte de uma notícia de jornal - a demissão de uma funcionária "por exceder-se em flatulência" que, após uma demanda judicial, conseguiu ser readmitida no emprego (inclusive com uma indenização por danos morais) - para fazer uma interessante revisão sobre o assunto.
Pois existem, como ele constatou, "aspectos curiosos e surpreendentes da relação humana com o corpo, particularmente no que se refere ao componente gasoso deste."
Leia seu artigo (de 2008) no Blog de André Setaro.

Marcelo Gurgel, Juliana Oliveira e Moacir Scliar (no EPI2008)


Para não dizer que eu não falei de flatos
Um termograma explicado e Mr. Methane.

PGCS
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Comentário
Algum tempo atrás, um artigo chamou-me a atenção e escrevi o texto abaixo:
Vocês conhecem o H2S, cujo nome científico é sulfeto de hidrogênio, mais conhecido como gás sulfídrico e popularmente chamado de peido, pum ou simplesmente gases?
Pois é, ele está presente também no ovo podre e na fermentação natural da uva. Ou seja, aquele vinho caríssimo, delicioso e que acompanha comidas e comíveis, antes de se tornar iguaria, teve seu momento desagradável de gás sulfídrico.
Pausa para espantar os gases: sempre fico intrigado como a humanidade começou a comer alguns alimentos estragados e como eles se tornaram o que tem de melhor em nossas mesas. Deve ter sido muita fome de nossos ancestrais. Quem recusa, hoje, um leitinho estragado (coalhada, creme de leite, queijo)? Ou um queijinho mofado ( (roquefort, camembert, gorgonzola)? Ou, ainda, frutas ou grãos podres (aluá, vinho, cerveja)? Quase ninguém, claro!
Voltemos aos nossos gases, pois agora vamos aproveitar injeção de peido. Pois é, o que não faz a necessidade?!
Com a economia em crise e as mulheres reclamando que está tudo em baixa, talvez aí esteja a nova sensação do mercado: peido engarrafado, “já vem pronto e tabelado, é somente requentar e usar” (Gil e Mutantes), pois descobriram que o gás sulfídrico é um poderoso viagra natural, além de ter “a capacidade de baixar o metabolismo, deixar-nos num estado de hibernação, abrindo o caminho para o tratamento de pessoas sob grandes traumas, em estado de choque, em operações de peito aberto, cirurgias complexas etc.”
Vinhos, ovos e libidinagens. In: Sonia Melier. 
Então, deixem de preguiça e vamos à feijoada com gosto. Misturada com uns ovos cozidos e um bom vinho. Depois dessa mistura, que vale uma excomunhão novinha em folha, é só relaxar, engarrafar e mandar para o laboratório.
Fernando Gurgel Filho