O mimeógrafo torno-se símbolo da nova geração literária. Equipamento simples e acessível permitir imprimir poemas em pequenos livretos artesanais. Essas edições tinham acabamento simples, propositalmente improvisado, e eram vendidas diretamente pelos autores, nas ruas, praças, bares e universidades, permitindo ainda mais flexibilidade na divulgação.
Diversos autores que se destacaram nesse cenário marginal:
Cacaso, nome artístico de Antônio Carlos de Brito, que ganhou publicidade com a antologia "26 poetas hoje"; Chacal, pseudônimo de Ricardo de Carvalho Duarte, autor do livro "Preço da Passagem", que foi vendido para ir conhecer de perto a contacultura na Inglaterra; Paulo Leminski, que preferia fazer poemas breves, tocadilhos, haicais e brincar com ditados populares; Waly Salomão, autor do livro "Me segura qu'eu vou dar um troço"; e o compositor Torquato Neto, um dos participantes do movimento tropicalista.
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