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13 janeiro, 2023

O sete não era pule de dez

O homem acorda e olha para o relógio. São 7h07.
Ele sai da cama, arruma-se e dá uma olhada no calendário. É 7 de julho, o sétimo dia do sétimo mês.
Na parada da esquina ele pega o ônibus 777. Vai até uma lanchonete, pede um café e algo para comer, e a conta chega: é US $ 7,77.
O homem pensa "Hummm… todos esses setes… acho que o Universo está tentando me dizer algo".
Sentindo que talvez este seja o seu dia de sorte, o homem sai mais cedo do trabalho e vai ao hipódromo. Ele lê a programação das corridas e vê que na sétima corrida o cavalo n.º 7 é chamado de "Universo". O homem mal consegue acreditar. Ele corre até o guichê e aposta todo o dinheiro que tem no cavalo.
O cavalo chegou em sétimo.
(http://www.bitsandpieces.us/2021/08/02/lucky-7s-2/)

Bônus: SETEMBRINA

18 novembro, 2022

Domingo, sete

Era uma vez um homem tão pobre quanto engenhoso, que, ao passar certa noite por um bosque, viu um grupo de bruxas dançando ao compasso de uma musiquinha cuja letra era assim:
"Segunda e terça e quarta, três."
Ouvindo-a, o homem por brincadeira interrompeu aquela cantoria, dizendo:
"Quinta e sexta e sábado, seis."
Agradecidas com quem havia tão bem completado a letra da cantiga, as bruxas lhe ofertaram uma bolsa cheia de moedas de ouro. 
Louco de alegria, o homem foi contar o sucedido a um compadre que tinha tanto de avarento como de sandeu. 
Quando este soube do caso, deitou a correr para o bosque onde não tardou a escutar a voz alegre das bruxas que cantavam:
"Segunda e terça e quarta, três,
Quinta e sexta e sábado, seis."
Pensando em ganhar também uma bolsa de ouro, interrompeu o conciliábulo, acrescentando:
"E domingo, sete”.
As bruxas indignadas, em vez de ouro, deram-lhe uma grande surra.

Moral
Todo sandeu que se mete
a querer ser muito experto
passa por "domingo, sete"
sendo logo descoberto.
Fonte: http://www.etimologista.com/2021/06/a-magia-do-numero-sete.html. Texto adaptado.

san.deu (arcaísmo; f. sandia) parvo; tolo; pateta (século XVI)
"E ò fidalgo, quem lhe deu... / O mando, dizês, do batel? / Corregedor, coronel, / castigai este sandeu!" (Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno)
Etimologia: palavra composta por justaposição do latim sine (sem) e deus (Deus).